Apologia a sexo em filme infantil

Publicado em Artigo, Cinema por Colaborador em 30/06/2007


Pequeno Príncipe e a Raposa

 

Os livros e filmes infantis existem, de certa forma, para a educação das crianças. Coisa que o livro “O pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, faz com uma dádiva invejável. Ensina valores, fala de vida e morte, com uma narrativa fantástica e envolvente. No filme homônimo (1974), até certo ponto, consegue passar a mensagem do livro, mas desanda a partir do momento em que começa a fazer apologia sexual e estereotipada.

No filme, a imagem de uma mulher é sobreposta à rosa. Lembra muito uma garota de programa, todas as suas manhas e trejeitos. A flor fala com um ar sexy, de quem está querendo arrancar alguma coisa de um velho endinheirado e babão. Mostra disso é a parte em que, manhosa, a rosa diz: “Você não gosta de mim, se gostasse iria me trazer água”.

Já a serpente, ao invés de ser “A” serpente, é um homem que não para de rebolar e dançar, cheio do estereotipo gay. Durante a sua cantoria fala coisas do tipo “Não há nada melhor que sentar numa serpente na relva e levar uma picada”. Não bastasse isso, ainda faz uma citação à morte, que no caso do filme, acaba se tornando suicídio, já que o menino escolhe ser picado pelo animal.

Eu sei que eu fiz a maior propaganda ontem. E por isso estou fazendo deste texto uma espécie de mea-culpa. Eu tinha assistido apenas a primeira parte do filme. Mas ontem, enquanto voltava para Gaspar, terminei de assisti-lo e descobri o que fizeram com o livro que marcou a minha infância.

O livro de Saint-Exupéry é inocente, assim como as crianças. Lá, uma rosa é uma rosa, uma serpente é uma serpente. Apesar de o pequeno príncipe morrer, o autor deixa essa informação de uma forma tão poética que não transparece.

Para quem quer saber mais sobre o que estou falando, recomendo a leitura do livro vou deixar aqui o link para a versão do livro on-line.

Felipe da Costa
Que chorou novamente só de ler o último capítulo do livro

12 Respostas

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  1. Raquel disse, em 01/07/2007 às 1:02 pm

    Que bonitinho!

    O Pequeno Príncipe é um marco, mesmo! Adorei ler o livro, principalmente enquanto adulta. Tem até versão para adultos, é preciso investigar para saber mais…

    Não sabia que havia um filme baseado em O Pequeno Príncipe. E que pena saber que a mensagem tem distorções… :(

    Ontem, estava na faculdade estudando Fundamentos da Educação Infantil, a professora falava sobre o propósito das histórias infantis (ou algo do gênero), e apontou o estudo Psicanálise dos Contos de Fadas (não lembro o autor). Acredito que tenha tudo a ver com seu post. Ah sim! Apontou também Chapeuzinho Amarelo de Chico Buarque.

    Ainda não li os trabalhos indicados supracitados, mas é coisa séria.

    Bjos! :D

  2. Felipe disse, em 01/07/2007 às 9:35 pm

    Olha, eu também não sabia do filme até semana passada. Acho que é porque ele é um péssimo exemplo de filme infantil que a gente não conhecia. ;)

  3. [...] Mais surpreso do que você ao ler o título estou eu nas últimas sete semanas. O sistema, que administra as visitas do Pega no meu Blog, acusa que no top 10 de sentenças mais procuradas através de motores de busca aqui está “Sexo Infantil”. Houve dias que o tema chegou a ter mais de 15 hits por dia. Tudo direcionado ao post “Apologia a sexo em filme infantil”. [...]

  4. rhuan disse, em 10/02/2008 às 6:06 pm

    quero ver sexo infantil

  5. Looouco por filmes disse, em 26/02/2008 às 11:34 am

    Ola…
    vejo que realmente não conseguimos entender o que o filme quer transmitir…nossa mente esta tõ bertudada que numa simples figura de uma mulher logo pensamos em sexo. etc…temos que tirar estes pensamentos para da nossa cabeça para chega ao universo das crianças aqui abro parentese…sei que elas estão muitas mudadas…mais mesmo assim temos acreditar nelas pois como será o nosso futuro?

  6. Carlos disse, em 28/06/2008 às 4:37 am

    Faz muito tempo que vi o filme e nào pretendo vê-lo de novo, mas me lembro que era um filme americano. Em Inglês nào existe sexo para rosa ou serpente, apesar de Rose ser um nome tipicamente feminino. Em Francês, serpente é masculino. Também “levar uma picada” nào tem duplo sentido em Inglês. Talvez tenha sido falta de atençao – intencional ou nào – da empresa que o traduziu.

  7. Dani Cabrera disse, em 05/07/2008 às 1:48 am

    Ainda bem que existem Carlos… : )
    Não há nada demais no filme.

    Na verdade a maldade está nos olhos de quem vê.

    Beijos!

  8. Rodrigo Piva disse, em 04/07/2009 às 2:39 pm

    O Pequeno Príncipe é leitura obrigatória para crianças de 8 a 80 anos. Simplesmente sensacional!!

    Abraços

  9. Filmes da TV disse, em 04/07/2009 às 8:02 pm

    O livro é único mesmo, nenhuma adaptação se compara. Mesmo assim, tem uma versão bonita em áudio, gravada pelo grupo de Paulo Autran e com música de Tom Jobim, vale a pena colocar para as crianças ouvirem…

  10. [...] esse tipo de crime pode ser amenizado. Ele afirma que a busca pelo consumismo exagerado e a apologia ao sexo  são fatores determinantes nesse tipo de crime. Nailton vê nesse tipo de manisfestação pontos [...]

  11. Alice disse, em 15/12/2011 às 10:01 am

    Eu acho que filme infaltil não deveria ter essas palhaçadas,porque se for para ter apologia ao sexo em filme infaltil mais antes as crianças assistirem filme de adulto

  12. Alexandre Marcos disse, em 11/03/2012 às 8:11 am

    Apologia direta e explícita é o filme da Xuxa também que ninguém fala!!! Ela pelada, tocando a criança, pondo os seios nas mãos da criança, etc… Porque ninguém, digo ninguém mesmo, a mídia em geral, o senador Magno Malta que “combate a pedofilia”… Tá de brincadeira!


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