Não Por Acaso

Publicado em Cinema por Sal em 11/07/2007

 

Não Por Acaso (Brasil, 2007), é uma produção nacional que traz os personagens Pedro, interpretado por Rodrigo Santoro e Ênio, vivido pelo ator Leonardo Medeiros. Ambos levam suas vidas de maneira regrada, com muita disciplina e planejamento, assim como levam suas profissões. O primeiro é fabricante de mesas de sinuca, o outro é vigilante dos semáforos da companhia de engenharia de tráfego (CET).

O diretor Phillipe Barcinski, do curta-metragem Palíndromo, aventura-se em um longa repleto de simbolismo e sai muito bem no papel. Olha que essa tarefa não é das mais fáceis. Inserir a simbologia num filme de aproximadamente uma hora e meia de duração pode ser perigoso. O tiro pode sair pela culatra e a intenção não ser atingida.

Bom, cessando com as conjecturas, vamos ao enredo: Tudo ia bem na vida dos dois até que o inesperado surge fazendo Pedro e Ênio assumirem um outro posicionamento em suas histórias pessoais. Antes, metódicos por excelência, os dois nunca davam um passo adiante sem um planejamento, mas quando o acaso cruza seus caminhos eles terão que alterar suas rotinas.

O mote da reviravolta na vida do marceneiro e do controlador de tráfego da cidade de São Paulo é o seguinte: Um acidente transforma a vida dos dois protagonistas que não se conhecem. Ênio surpreende-se quando procurado por Mônica (Graziella Moretto), sua ex-mulher. Esta lhe informa que sua filha Bia, de 16 anos, vivida por Rita Batata, quer conhecê-lo. O imprevisto invade a trama quando no acidente de trânsito sofrido por Mônica envolve também Teresa (Branca Messina), namorada do marceneiro. As duas morrem fazendo Ênio e Pedro entrarem em luto provocando a guinada na trama.

O filme é simples. Apesar de parecer um longa-metragem experimental, não é. Os atores têm atuações precisas, sem exageros (como pede o roteiro). Realizado em co-produção com a Globo Filmes e O2. Vencedor de quatro prêmios no Festival de Cinema de Pernambuco (Melhor Ator para Leonando Medeiros, Atriz coadjuvante para Branca Messina, Montagem e Fotografia).

Há uma cena em que Ênio provoca um engarrafamento monstruoso para impedir sua filha de chegar ao aeroporto. Ela está indo para o exterior para um programa de intercâmbio. A sequência é conduzida com maestria nas mãos de Phillipe Barcinski, mostrando que o diretor fez uma bela estréia com Não Por Acaso.

 

Ariston Sal Junior
Que não por acaso é amigo de um dos protagonistas…
Bah! Que metido! :-p

Proxies para quem precisa

Publicado em Artigo, Internet por Colaborador em 11/07/2007

Blogs? Fóruns? Noticiários? Nada disto. Sondagem feita por meu rabo de olho revela que os proxies são a modalidade de site mais acessada pelos laboratórios da Univali.

Quem trabalha com computadores não deve achar a constatação surpreendente. Como bom segredo coletivo, não é interessante espalhar aos quatro ventos essa constatação. Nem para os usuários, nem para os proxies.

Proxies são softwares que fazem com que o “usuário” do navegador deixe de ser o próprio computador e passe a ser um servidor externo na qual ele está inserido. Esta “mudança de identidade” torna a máquina imune a uma série de restrições impostas pela rede interna.

Estes programas são a versão virtual do famoso jeitinho brasileiro. Ninguém pode se considerar um expert na arte de entrar no orkut no trabalho sem conhecer algumas dezenas de proxies.

Não é difícil. Sites como o BUY4G disponibilizam uma série de servidores-proxy. Para dificultar o trabalho dos censores, a lista é alterada regularmente, e boa parte dos endereços sequer exibe a palavrinha sem-vergonha (o que seria facilmente bloqueável). Dá até para usar o lendário macete do https!

Se for flagrado com a boca na botija pelo patrão, justifique mostrando uma daquelas pesquisas que provam que lazer no trabalho gera maior produtividade. Sendo um bom ator, dá até para comover o sujeito. Ou agüente uma demissão por justa causa.

 

Francisco Antônio Machado da Silva
Que olha para o lado antes de acessar a Internet