Nem tudo está perdido…
Reprodução – Revista Isto É – Clique para ampliar
Não tinha a menor intenção de sentar ao computador hoje.
Muito gripado.
Porem, me deparei com este interessante artigo na revista Isto É, que sintetiza tudo que tenho vivido, questionado e desejado em termos de valores nestes últimos anos.
Valores e princípios há muito acomodados a outros paradigmas fictícios tornaram o mundo atual, fragmentado e sustentado em castelo de cartas. Com o mundo basicamente conduzido a chicote pelo mercado, toda uma gama de valores e princípios humanos e sociais e por conseqüência éticos e morais, foram pela janela.
No caso do Brasil, particularmente, o resultado entre a cutelada forçada da época da repressão com a liberdade desbundada da pós-ditadura, criou modelos de comportamentos e idéias que muitas vezes não encontram apoio em nada a não ser em suas próprias existências discutíveis e seus respectivos efeitos nocivos nas camadas da sociedade.
O retorno do “por que” no lugar do “como” é um primeiro passo à consciência e a responsabilidade.
O empirismo que embalou mais de uma geração (incluindo a minha) produziu resultados catastróficos.
Rompimento de famílias, distorção comportamentais, corrupção e outros males que se incorporaram no nosso cotidiano – às vezes de maneira tão definitiva que já não se sabe pensar ou criar em ângulos que não os entranhados na nossa cultura (ou falta de…).
Não estou proclamando aqui uma ascese no sentido católico da purificação através do sofrimento, mas no final é o mesmo.
O reencontro do caminho traçado por aqueles que pensaram um mundo melhor, hoje, só parece possível através de sofrimento e muito esforço.
Neste sentido, o retorno da filosofia como matéria obrigatória nas escolas de ensino médio só pode ser aplaudido.
Quanto aos que irão fazer disto um simples “decoreba”, vale o que disse Albert Camus, “a estupidez insiste”.
Isto não deve desanimar ninguém.
Existe um grande espaço para as idéias e elas só são possíveis quando apoiadas em suas sementes originais, em raízes sólidas, longe do supérfluo do mundo que vive em função da moda do dia.
Mick Wilbury…
… agora de volta para a cama.






Deixe seu recado