Arremesso de gato
Mande o bichano para o mais longe possível! Você só precisa dois cliques: um para definir o ângulo do arremesso e o outro para a força. Jogue alto, mas cuidado com os fios de alta-tensão. Desvie de obstáculos, mas saiba utilizar alguns (como tampas de esgoto) a seu favor.
Joel Minusculi
Que nunca arremessou um gato de verdade =)





Para Joel Minusculi por conta do “Arremesso de gato”:
Arremessar um outro ser vivo dotado de sensações (como dor, por exemplo) por “diversão” é sem dúvida bastante cruel. Se este arremesso é “real” ou “virtual”, o dado CRUELDADE permanece inalterado em um ou outro caso.
Que reação lhe causaria um joguinho do tipo “Arremesse o bebê”?
Os jogos que jogamos participam da construção simbólica que fazemos da “realidade” e influenciam, sim, nossa relação com o mundo à nossa volta. Um jogo como este do arremesso de gato é, no mínimo, muito escroto. E eu usaria o mesmo adjetivo pra definir a ação de quem o divulga.
Alicia,
Então você também considera crueldade o Mario pulando e esmagando tartarugas?
Um jogo só interefere na realidade de quem joga quando este já possue tendências para algum distúrbio.
A partir do momento que uma pessoa não sabe separar fantasia (do virtual, do jogo) da realidade (bichanos peludos que ronrronam), há um problema sério na mente que vem antes do simples jogo.
Já joguei vários tipos de jogos, onde, inclusive, matei outros seres humanos (virtuais). Nem por isso gosto quando vejo uma notícia de chacina, muito menos pego uma AK47 e a descarrego por aí.
Sou muito interessado nessa área, da relação dos jogos e nossa consciência – sou um jogador “enveterado”. Posso te passar muitas bibliografias sobre o tema,
Ter empatia com algo virtual e materializar para o “real” é um dos sintomas apontados por psicanalistas de indícios de distúrbios…
Divertido!
(e não… não ou arremasar gatos de verdade por aí!)
huahauahuahua
Esterilize o seu animal de estimação.
O Controle Populacional é muito importante.
Mais informações em: http://esterilizacao-o.blogspot.com/
Joel,
O Mario, com seu universo fantasioso, me parece bem diferente deste jogo. Não sou uma jogadora inveterada. Na verdade, não sou uma jogadora. Acho que a última vez que joguei algo desse tipo (provavelmente o próprio Mario) foi quando tinha uns 10 anos. Ou seja, de jogos eu realmente não entendo nada. Já a relação entre jogo e consciência, esta, sim, me interessa muito. Mas creio que a questão não passe por aí, de qualquer forma. O que eu queria que tu compreendesses é a natureza específica do meu incômodo em relação a este jogo. Talvez uma comparação pudesse expressar o que agora estou cansada demais para escrever em detalhes. Tu achas engraçado quando ouves uma piada racista? Eu não acho nenhum pouco engraçado. Como bem diz o ditado, toda piada tem um fundo de verdade. Assim como todo jogo (virtualidade), tem um eco na “realidade”. É claro que com isto não estou dizendo que qualquer um que ache este jogo divertido vai sair por aí arremessando gatos imediatamente. Isto seria muito idiota da minha parte afirmar, ou sinal de muita idiotice de quem o fizesse (arremessar um gato só por ter visto o jogo). O que quero dizer é que criar, jogar, divulgar um jogo como este revela uma permissividade cultural (preocupante e nociva, a meu ver) em relação à crueldade para com os animais. E é isto o que me inquieta. A questão do respeito e do direito inalienável dos animais à sua integridade física, muito infelizmente, está longe de ser óbvia para a grande maioria das pessoas. E um jogo como este vai justamente na contramão desta conscientização.
é muito legal eu já arremessei 122240 metros nossa
mas as veses falha 01 metro