Top 5 – Cinema 2008

Publicado em Cinema, Top 5 por Colaborador em 29/12/2008

O ano que está quase acabando não foi muito produtivo para a indústria cinematográfica. Continuações forçadas e blockbusters decepcionantes marcaram as salas de cinema em 2008. Ainda assim, ainda é possível destacar cinco produções que estrearam por aqui (alguns filmes listados são de 2007, mas aportaram no Brasil apenas nesse ano) e cinco que, por incrível que pareça, conseguiram ficar abaixo da média. Detalhe: a lista é baseada nos filmes que assisti no cinema ao longo do ano, ou seja: não falo do que não sei e a lista dos ruins possui uma certa defasagem, porque tem filme ruim que eu nem me dignei ao trabalho de assistir!

TOP 5 MELHORES

1. Across the universe

O musical dirigido por Julie Taymor é, sem dúvida, o filme mais bacana que estreou por aqui em 2008. Trata-se de um ótimo tributo à geração “Beat”, com direito a músicas do quarteto de Liverpool embalando o romance de Lucy e Jude (sacou o trocadilho?). Ele ainda é ambientado nos movimentos dos jovens contra a guerra no Vietnã e conta com homenagens a personagens como Janis Joplin e Jimi Hendrix. Até para quem não gosta de musicais, vale dar uma conferida.

2. Senhores do crime

Uma das grandes injustiças do Oscar de 2008, Senhores do Crime a princípio é mais um filme de máfia. No entanto, o mistério em torno de um bebê cuja mãe era alvo da máfia russa envolvem a médica interpretada por Naomi Watts em um enredo violento e surpreendente. Ponto para a ótima atuação de Viggo Mortensen.

3. Onde os fracos não têm vez

Se Senhores do Crime foi o grande injustiçado do Oscar, não podemos dizer o mesmo de Onde os fracos não têm vez. Foi ele que deu o grande prêmio da noite aos irmãos Cohen que, depois dessa, deveriam desistir de vez da comédia. Uma perseguição bem western consagrou o ator Javier Bardem com o Oscar de melhor ator coadjuvante. Aliás, coadjuvante não sei de onde, afinal, ele rouba a cena praticamente o filme inteiro. Impossível não prender a respiração cada vez que o assassino entra em cena.

4. A família Savage

Mais um filme de 2007 que teve uma passagem discreta pelas salas brasileiras. A história é sobre dois irmãos de meia-idade que levam suas vidas solitárias até que a debilitada saúde do pai os reúne em busca de mais dignidade para os últimos momentos de vida do velho. Brilhantes interpretações de Laura Linney e Philip Seymour Hoffmann que nos fazem repensar essa idéia de que não precisamos de mais ninguém em nossas vidas. Pelo menos eu repensei isso.

5. Vicky Cristina Barcelona

Woody Allen finalmente voltando a ser Woody Allen! O divertido triângulo amoroso entre Javier Bardem, Scarlett Johansson e Penélope Cruz devolveu o gás que Allen apresentava em tramas como Noivo neurótico, noiva nervosa. A troca de Nova York por Barcelona e a presença da atriz espanhola tornam a trama interessante e divertida, o contrário de suas duas últimas produções.

TOP 5 PIORES

1. Super-herói – o filme

Como já disse, não posso afirmar que foi o pior filme do ano, mas sem dúvida foi o pior que eu vi! Sei que lançaram um no mesmo estilo, mas aí foi demais pro meu bom-gosto. Super-herói – o filme é um daqueles filmes estilinho Todo mundo em pânico, exceto pelo fato de que esse não é engraçado. Eu, pelo menos, não achei graça! Gente, filme de super-herói teve a granel nos últimos anos, eles tinham muitas referências legais pra satirizar! Filmes desse gênero têm tudo pra serem inteligentes, coisa que esse aqui nem almeijou ser!

2. A múmia 3

Mais uma daquelas continuações desnecessárias. Tipos, apesar de ser daqueles filminhos de Sessão da Tarde, eu achei os dois primeiros filmes legaizinhos, ponto. Não precisava de um terceiro! Trocaram Rachel Weisz por Maria Bello, fizeram o Alex muito velho, fizeram uma trama completamente desconhecida e absurda e ainda queriam que a gente caísse nessa! Assim como Super-herói – o filme, mais uma comédia que não me fez rir.

3.Quase irmãos

Só assisti a esse filme pra cumprir a minha quota de idas ao cinema do ano e pra dar uma chance às comédias, que há algum tempo não assistia no cinema. Quando comecei a ver Quase irmãos, me lembrei do porquê. Tá, até que essa comédia me fez rir, mas o roteiro é completamente for dummies. Existe um motivo para eu não gostar de Will Ferrel. Pegaram aquela história dos caras mais velhos que ainda moram com os pais, que poderia ser bem trabalhada, conheço muitos casos assim, mas fizeram como se eles fossem dois doentes mentais! Fraco, fraco…

4. Última parada 174

Quem me conhece, sabe que eu dou todos os descontos possíveis para os filmes nacionais. E, realmente, algumas das últimas produções daqui me supreenderam nos últimos tempos. Não foi o caso de Última parada 174. Ficou naquele enredo lugar-comum que já foi muito bem representado por Cidade de Deus e Tropa de elite, nada de novo. Além disso, criou uma versão mirabolante da história do Sandro (seqüestrador da linha 174) e caíram naquela bobeira de inocentar bandido, coisa que pra mim não cola. Fique com o documentário Ônibus 174, de José Padilha, que o enriquecimento cultural é bem maior.

5. Indiana Jones 4

Então né? Essa moda de ressucitar heróis que já freqüentam geriatras parace que veio pra ficar. Acho uma pena mesmo que tenham aprontado essa pra cima do Indie. Se serve de consolo, até que o filme começa bem, com boas referências dos filmes anteriores. Mas né? Não cola mais Harrisson Ford com aquele agilidade toda! Poderiam dar um certo ar de derrota pra ele, como fizeram com o Mr. Balboa. Tá, isso a gente até atura… mas o lance dos ETs? Sério? Naonde acham que isso tem a ver com as aventuras do Indie? Forçou a boa vontade dos espectadores.

Luciana da Cunha
Que não viu e não gostou de Rambo IV

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Ultima Parada 174

Publicado em Cinema, Notícia por Joel Minusculi em 24/10/2008
Última Parada 174

Última Parada 174

Última Parada – 174, filme que narra a trajetória de Sandro do Nascimento, responsável pelo famoso e controvertido assalto do ônibus da linha Central/Gávea, no Rio de Janeiro, em 12 de junho de 2000, estréia esse fim de semana nas salas de cinema de todo País.

Baseado no documentário Ônibus 174, que lançou o diretor de Tropa de Elite, José Padilha, o filme que chega às telonas não se equipara ao documentário que o inspirou.

A história está toda lá. Bruno Barreto, diretor do filme, narra a saga de Sandro, tornando-o vítima de uma trágica casualidade. Sandro é assassinado pelos policiais, após o desfecho do fatídico assalto.

Vítima. Assim é traçado o perfil de Sandro no filme. Um jovem incompreendido, que perdeu a mãe muito cedo, traído pelo melhor amigo e pela namorada, escapou anos antes da chacina na Igreja da Candelária-RJ, depois de se fingir de morto e incapaz de matar alguém. O protagonista da película seria mais um número nas estatísticas da violência carioca, não fosse o fato de ter as câmaras de TV voltadas para ele, durante as cinco horas em que durou o assalto ao ônibus.

Com a história nas mãos, Barreto não soube dirigir com maestria Ùltima Parada – 174. O roteiro de Mantovani também não colaborou. Os personagens são caricatos e estereotipados. Uma pena que esse seja o filme indicado para disputa de um lugar ao Oscar 2009 de melhor filme estrangeiro. Na dúvida, opte pelo documentário de Padilha.


Título Original: Última Parada – 174
Direção: Bruno Barreto
Gênero: Drama
Tempo de Duração:
Ano de Lançamento (Brasil / França): 2008
Site Oficial: www.ultimaparada174.com.br

Ariston Sal Junior
Que sempre fica receoso em andar de ônibus nas ruas do Rio

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DVD – Tropa de Elite

Publicado em Cinema por Sal em 19/03/2008

 

Depois de todo o burburinho do ano passado, de não ser indicado ao Oscar de filme estrangeiro, sendo preterido pelo O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias, chega as locadoras o já clássico Tropa de Elite.

Eu sei, eu sei… quase todo o Brasil já assistiu esse filme, mas não dá para negar a importância que o longa metragem tem na filmografia nacional. Fala sério? Mesmo tendo vazado antes de sua estréia nos cinemas para o mercado desleal da pirataria, o filme foi a maior arrecadação nas bilheterias de 2007 entre os filmes nacionais.

Eu assisti a versão pirata e na telona. Não dispenso todo o charme e encanto de uma boa sala de projeção. Mas agora o DVD chega com toda a qualidade que essa mídia comporta e há nos extras uma série de entrevistas com os envolvidos na produção e um bônus especial. A versão para MP4 do filme.

O longa, para quem ainda não sabe ou se esqueceu é dirigido por José Padilha (autor do documentário Ônibus 174), baseado no livro “A Elite da Tropa”, de André Batista, Rodrigo Pimentel e Luís Eduardo Soares. Conta a história do capitão Nascimento da Tropa de Elite do Rio de Janeiro, o BOPE, brilhantemente interpretado por Wagner Moura. Ele está com sua esposa na fase final de uma gravidez e por isso quer deixar a frente da corporação, para isso ele necessita encontrar um substituto a altura.

Vale ver, rever e guardar.

 
Título Original: Tropa de Elite
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
Direção: José Padilha

Ariston Sal Junior

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O ano em que o Brasil não foi para o Oscar

Publicado em Cinema por Sal em 19/02/2008

Tentamos sim, é verdade. Tentamos, mas não conseguimos emplacar uma indicação de melhor filme estrangeiro para o Oscar desse ano.

O filme “O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias” do diretor Cao Burger, foi anunciado no último dia 15 como um dos nove finalistas, mas… Não foi dessa vez que iremos tentar ganhar o troféu da academia.

“Beaufort”, de Israel; “The Counterfeiters”, da Áustria; “12”, da Rússia; Mongol do Cazaquistão e Armadilha, da Sérvia, são os cinco que foram indicados na categoria que deixou o Brasil de fora.

É uma pena que mais uma vez nosso país não esteja entre os cinco finalistas. E olha que “O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias” tirou o lugar de “Tropa de Elite”, para concorrer a vaga.

Os indicados ao maior prêmio da indústria cinematográfica, que vencerem em suas categorias, receberão o carequinha dourado mais cobiçado do mundo das artes na cerimônia que acontece em 24 de fevereiro próximo, no Kodak Theatre em Los Angeles. As apostas estão sendo feitas, as expectativas estão a mil, mas uma incerteza ronda a grande festa. Pelo fato da greve dos roteiristas já ter estragado o Globo de Ouro, há uma grande incerteza sobre o formato da cerimônia do Oscar desse ano.

Concorrendo aos principais prêmios da noite estão: Juno; Sangue Negro, Desejo e Reparação, Conduta de Risco, e Onde Os Fracos Não Têm Vez, que lidera as indicações ao prêmio na categoria melhor filme.

Os atores Daniel Day Lewis, George Clooney, Johnny Depp, Tommy Lee Jones e Viggo Mortensen são os indicados a ganhar o Oscar de melhor ator e Julie Christie, Marion Cotillard, Ellen Page, Cate Blanchett e Laura Linney, são as indicadas ao Oscar de melhor atriz.

Além desses três prêmios importantes, há grande expectativa a premiação de melhor diretor. Entre os candidatos estão Julian Schnabel, por O Escafandro e a Borboleta; Jason Reitman, por Juno; Tony Gilroy, por Conduta de Risco; Ethan e Joel Coen, por Onde os Fracos não Têm Vez e Paul Thomas Anderson, por Sangue negro. Façam suas apostas.

Uma disputa só para fortes

E já que falei no filme mais indicado ao Oscar, sigo e complemento a informação de “Onde Os Fracos Não Têm Vez”.

Dirigido pelos irmãos Cohen, Ethan e Joel, o filme é um suspense estrelado pelo bom e velho Tommy Lee Jones.

Inspirado no romance homônimo, escrito pelo americano Cormac Maccarthy, o roteiro conta a história de um assassino misterioso, em busca de dois milhões de dólares que sumiram após o fracasso de uma transação com drogas na fronteira do México com os estados unidos.

Esse sombrio suspense policial já foi agraciado com o prêmio de melhor filme no círculo de críticos de cinema de Nova York. O ator espanhol, Javier Barden foi considerado o melhor ator coadjuvante pelo papel do assassino psicótico.

Ah, e o romance, no qual o filme é baseado, também é premiadíssimo, ele ganhou nada mais nada menos que um Pulitzer, além do que os irmãos Cohen estão concorrendo ao Oscar de melhor direção por esse longa. Fraco o longa-metragem né?

Ariston Sal Junior

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Top 5 – Caras fodas* do cinema 2007

Publicado em Cinema, Top 5 por Joel Minusculi em 30/12/2007

 

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Herói?

Publicado em Cinema, Opinião por Joel Minusculi em 11/10/2007

Tropa de Elite trouxe uma grande contribuição para a sociedade brasileira. Apesar do diretor José Padilla afirmar que o filme na verdade mostra o lado ruim da polícia e que não é legal a ação do B.O.P.E., o protagonista do longa acabou por se tornar um herói nacional. Até mesmo Wagner Moura, ator que interpreta o personagem, diz ser contrário a ação interpretada. Mas não teve jeito.

Capitão Nascimento é uma versão Chuck Noris misturado com Jack Bauer tupiniquim. Ele é a resposta aos anseios de uma sociedade que só vê soluções na mesma moeda em que vive: a repressão, sem piedade. Suas frases de efeito intimidam bandidos e o telespectador. A violência das ações, apesar de descarada, é saboreada pelo público e aplaudida pelos mais eufóricos.

Na “cartilha” que define a personalidade dos personagens das histórias, o Capitão Nascimento seria classificado como um anti-herói – que, apesar do nome, não tem nada de vilão por ser anti. Na verdade, a classificação define uma pessoa que tem motivações de herói, mas usa métodos nada puritanos ou certinhos para resolver seus problemas.

Assim criou-se uma nova lenda. Capitão Nascimento virou ídolo nacional, um verdadeiro herói, um exemplo contra a corrupção e uma resposta ao medo. Pena que, mais uma vez, é na ficção que o pessoal busca e sonha com uma realidade melhor.

O sucesso do personagem é tanto, que há um blog feito por ele. Isso mesmo, no Blog do Capitão Nascimento a linguagem decorrente do filme é aplicada em posts ácidos. Vale a pena fazer o teste para ver se você faria ou não parte do B.O.P.E. Não deixe de conferir no Boi de Gravata a versão política do Capitão Nascimento.

[+] Tropa de Elite estréia nacionalmente no dia 12 de outubro. Mas a gente já viu o filme e já deu nossos pitacos. Clique aqui e confira a resenha.

Joel Minusculi
Que tentou escrever o texto em 10 segundos, mas não conseguiu…

Tropa de Elite

Publicado em Cinema por Joel Minusculi em 18/09/2007

A polêmica em torno de Tropa de Elite (2007) começa antes de sua exibição nos cinemas e vai além da trama. Durante a produção do filme, armas cenográficas foram roubadas de uma van da equipe. A pirataria conseguiu um feito inédito no Brasil em distribuir o filme com dois meses de antecedência ao lançamento oficial. Além disso, a força policial retratada no longa quer impedir judicialmente a exibição e distribuição do filme. Detalhes de um cotidiano muito mais complicado do que a ficção pode mostrar.

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