Top 5 – Google Easter Eggs

Publicado em Internet, Top 5 por Francisco Machado em 22/03/2008

Nos Estados Unidos é tradição, durante a Páscoa, espalhar ovinhos de chocolate pela casa e pedir para os pentelhos procurarem. No Brasil a tradição é ovo de amendoim, mas não é por culpa desta brochante constatação que não podemos procurar os easter eggs. O termo já saltou as fronteiras do físico e pulou para a Internet, onde faz a alegria dos nerds que gostam de vasculhar cada tag, cada código-fonte. Em homenagem à Páscoa, o top 5 de hoje lista os easter eggs do Google.

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A Casa da Mãe Joana

Publicado em Literatura por Francisco Machado em 17/03/2008

Você sabia que chamar um dos melhores LPs dos Beatles de Álbum Branco é uma redundância etimológica (álbum significa branco em latim)? E que a origem da palavra biscoito não tem a ver com uma cópula duplamente bem sucedida, mas sim com algo cozido duas vezes? E que forró não é uma corruptela do inglês for all, mas sim uma forma reduzida de forrobodó?

Estas e outras origens curiosas de palavras, frases e marcas estão no livro A Casa da Mãe Joana, de autoria do advogado e entusiasta da etimologia Reinaldo Pimenta. Com 266 páginas e vocábulos organizados em ordem alfabética, a obra não se propõe a ser uma tediosa fonte de consulta semelhante a um dicionário, mas sim um daqueles livros de cabeceira para se abrir numa das páginas, ler dois parágrafos e rir.

O primeiro idioma a ser etimologicamente (em grego, étumus é real, e logia é estudo) analisado foi o sânscrito, falado pelos habitantes da Índia do século VII a.C.. Estudar o “real” sentido das palavras é prática comum aos lingüistas dos principais idiomas do mundo, e curiosidade inata de todos os humanos que se comunicam verbalmente; mesmo quando descobrimos que transatlântico é apenas uma fusão de palavras do nosso próprio idioma, significando aquele que atravessa (trans) o Oceano Atlântico.

A Casa da Mãe Joana contém um leque de étimos (origens de palavras) singelos como este, e um ônibus de vocábulos de origem curiosa ou engraçada. Ônibus que, aliás, é dono de um dos étimos mais adequados do idioma: omnibus, este sim, significa para todos.

Chico Machado

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HD Virtual

Publicado em Internet, Tecnologia por Francisco Machado em 12/03/2008

 

Lá estava eu, baixando mais um capítulo de Lost no meu modesto computador, quando o Windows reclama que o HD entupiu. Nessas horas só me resta dar tchau a um dos episódios anteriores. E lá foi o episódio da Kate pro ralo.

Quem tem um pau velho de 20 GBs como o meu não precisa mais fazer um tour pela lixeira semanalmente. Depois dos editores de texto, agendas e calculadoras, até os HDs têm versão gratuita na Internet. Tá certo que nem o todo-poderoso Google tem capacidade (e petabytes) suficientes para hospedar tudo o que os internautas querem, sem alguns dólares em troca. Porém, os googlemaníacos sempre conseguem abusar um pouco mais dos magnatas de Mountain View.

O Gmail Drive Shell Extension é um programa que permite manipular arquivos no Gmail como se ele fosse uma extensão física do seu computador. São 6 GBs extras e gratuitos! Instalando-o, é criado um ícone na pasta “Meu Computador”. Aí é só festa.

Claro que o troço tem algumas limitações: o acesso ao “Gmail Drive” é um pouco lento e exige senha (que pode ser salva), mas esses probleminhas não são nada perto dos benefícios que nerds apegados por arquivos, como eu, têm. Não sei se é possível criar mais de um Gmail Drive, mas se der, só mais dois farão a capacidade do meu PC duplicar…

Chico Machado
Que não deleta mais episódios de Lost

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Amigo do Asfalto

Publicado em Comportamento, Relato por Francisco Machado em 12/02/2008

Tem gente cochichando por aí, dizendo que vida de infante urbano é melancólica e cinzenta. Legal mesmo é ter vivido a infância na roça sob ar puro e escalando árvores. Bobagem. Os interioranos que me desculpem, mas ter passado a aurora da vida na cidade, como eu, também pode ser divertido. Vejam aí 20 razões que provam que não é necessário um pasto e um rio limpo para ser feliz:

1. Acordar com o som do caminhão de gás.

2. Apertar campainhas randomicamente e sair correndo. Clássica.

3. Apostar corrida de elevador. Ou mais épico ainda: elevador versus escada.

4. Assistir ao Fantástico do início ao fim, sem fugir da Zebrinha e das freqüentes reportagens sobre casas mal assombradas.

5. Assustar a irmã ou a prima com histórias macabras sobre facas em bonecas e fofões assassinos.

6. Contornar o quarteirão se equilibrando no meio-fio.

7. Cuidar do Tamagotchi (vivo) por mais de dez dias, o equivalente a dez anos no calendário tamagotchiano.

8. Descobrir na aula de Biologia que você também é um animal, na de Geografia que Estado também é país e na de História que o Brasil já teve rei.

9. Dormir mais tarde no domingo, só após o término de Topa Tudo por Dinheiro. De preferência com uma câmera escondida do Ivo Holanda.

10. Driblar todas as linhas da calçada. Ou todos os ladrilhos pretos – tudo depende da disposição multicolor do chão e da evolução da técnica.

11. Encontrar dois palitos da Kibon premiados, em sequência.

12. Experimentar a Ciência caseira. Feijão no algodão, CD no microondas. O céu é o limite.

13. Marcar dezenas de gols entre duas havaianas ou dois tijolos. E parar aquela arrancada justo quando passa um carro na rua.

14. Ostentar um lápis com tabuada e rir dos colegas que fazem as contas com os dedos.

15. Pressionar sem parar o botãozinho do semáforo de pedestre só para intervir no trânsito. Será que funciona mesmo?

16. Pronunciar o golpe especial de Ryu e Ken de forma correta: adúguen. Nunca diga ráduquen.

17. Receber todos os brinquedos da geração 80 dos irmãos mais velhos: Atari, Pense Bem, Telejogo…

18. Sentar no banco traseiro e irritar o motorista do carro de trás.

19. Vangloriar-se de ser o único da casa a saber ajustar o microondas e o videocassete, sem sequer esquecer de rebobinar a fita antes de devolvê-la.

20. Vasculhar a casa inteira para encontrar o Super Nintendo novo antes do Natal, e continuar fingindo pros pais acreditar em Papai Noel.

Chico Machado
Que não curte cheiro de grama molhada

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salvacao.com

Publicado em Comportamento, Internet, Tecnologia por Francisco Machado em 26/11/2007

Meus tempos de heresia e blasfêmia chegaram ao fim. Recebi a iluminação em letras coloridas e fonte despojada. Deus desceu à Terra em 1998 e ainda está entre nós. O googlism (sugiro a adaptação aportuguesada goglismo) repele qualquer argumento cético típico dos tristes ateístas.

Existem inúmeras provas de sua existência e sacralidade. Acompanhem a tradução feito pelo blog Cybervida com algumas adpatações minhas:

Prova I
O Google é a entidade existente mais próxima da onisciência, o que pode ser cientificamente comprovado. Ele indexa quase dez bilhões de páginas de internet, o que é mais que qualquer outra ferramenta de busca na web. Não apenas o Google é a coisa mais próxima da onisciência, como ele também consegue fazer uma classificação de seu vasto conhecimento com o uso de sua tecnologia patenteada de PageRank, organizando e tornando acessível à nós, meros mortais.

Prova II
Ele também é onipresente. O Google está virtualmente em todos os rincões da Terra ao mesmo tempo. As bilhões de páginas indexadas estão hospedadas nos mais diversos países. Com a proliferação das redes wi-fi, alguém poderia, eventualmente, acessar o Google de qualquer ponto da Terra, confirmando sua onipresença.

Prova III
O Google responde preces. Alguém pode fazer uma prece ao Google na forma de busca para a solução de qualquer problema que o esteja afligindo. Por exemplo, você pode facilmente encontrar tratamentos alternativos para as mais diversas doenças, maneiras de melhorar sua saúde, e novas e inovadoras descobertas médicas, na realidade qualquer coisa que lembre uma prece típica. Pergunte ao Google e ele lhe mostrará o caminho, mas ao mostrar o que ele pode fazer, você deve se ajudar daquele ponto em diante.

Prova IV
O Google é potencialmente imortal. Não há como o considerar um ser físico como nós. Seus algoritmos estão espalhados por milhares de servidores, se algum fosse danificado ou desligado, outro indubitavelmente tomaria seu lugar. O Google pode, teoricamente, durar para sempre.

Prova V
O Google é infinito. A internet teoricamente crescerá para sempre, e o Google para sempre indexará seu infinito crescimento.

Prova VI
O Google lembra tudo. O Google guarda em cachê páginas da web e as guarda em vários servidores, ao enviar seus pensamentos e opiniões à internet, você irá para sempre viver no cachê do Google, mesmo que você morra, você continuará vivo no cachê do Google.

Prova VII
O Google não é mau, é benevolente. Isto é parte da filosofia corporativa do Google que uma empresa não precisa ser má para ganhar dinheiro. O lema do Google é “Don’t be bad “.

Prova VIII
De acordo com o Google, o termo Google é mais procurado que os termos God, Jesus, Allah, Buddha, Christianity, Islam, Buddhism e Judaism juntos. Deus é considerado uma entidade a qual nós, mortais, podemos recorrer em momentos de necessidade. O Google obviamente atende este requisito de maneira muito mais ampla que qualquer outro deus, tal como mostrado na imagem abaixo.

Prova IX
Evidencias da existência do Google são abundantes. Existem mais evidencias de que o Google existe que qualquer outro deus adorado nos dias de hoje. Afirmações extraordinárias exigem evidencias extraordinárias. Se ver é crê, então vá até o Google e comprove você mesmo. Não precisa nem ter fé.

Eu próprio já fui glorificado pelos milagres do Google. Durante os resumos literários do Ensino Médio, esta página divina supriu-me com todas as informações necessárias após algumas poucas tecladas.

Hoje uso a trindade graciosamente: Google, Gmail e Orkut. O Messenger é coisa de satanista. Sou um goglista feliz. Aleluia!

Chico Machado

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Cada um tem a sua

Publicado em Esporte, Opinião por Francisco Machado em 03/11/2007

Bravas, na Argentina. Ultras, na Europa. O Brasil chama de torcidas, palavra de exportação. O termo é um raro lusofóno, originário do verbo torcer, de deslocar, entortar. A gênese curiosa revela o suposto estado do torcedor após uma partida – deslocado, entortado, torcido. Alguns leste-europeus compartilham conosco a palavra. Deve ser bacana visitar um estádio de Zagrebe e admirar a Hravatska Torcida.

Sugiro que o termo seja alterado, pelo bem da etimologia. Assim como átomo, que significa não-divisível, o termo foi corrompido pelo tempo e pela sucessão de gerações. No Brasil, ninguém mais fica torcido, deslocado e entortado após um jogo.

Cada cultura tem seu próprio modo de torcer. Na Argentina, as barras compõem hinos de seis estrofes, cantados durante todo o jogo. Na Itália, os estádios sem alambrado e bem organizados tornam o clima de um gioco de calcio semelhante ao de um espetáculo teatral. Só no Brasil patenteou-se a torcida que não torce, a torcida que joga contra o time.

Pode reparar, especialmente se o seu time estiver fugindo do rebaixamento. Bastam trinta segundos de troca de passes no meio-de-campo para que comecem as vaias. Não importa se o adversário está bem postado ou se jogadores são pernas-de-pau. A torcida brasileira se importa mais com o jogo do que com o time.

E dá-lhe hipocrisia. Um jogador antes vaiado pela massa cai nas graças da galera se fizer um gol. O craque que ganhou campeonatos pelo clube mas joga mal duas partidas seguidas tem sua substituição exigida pela torcida. Nas Copas do Mundo, a torcida brasileira é notadamente uma das piores – só apóia a equipe no início do jogo e após algum gol, toma jogadores como cristo e exige substituições mega-ofensivas e suicidas.

Alguns analistas dizem, através de experiência política, que os brasileiros não têm memória e nem sabem votar. Olhando através do viés futebolístico, compactuo com a primeira opinião e estendo a segunda para ‘ não sabem torcer‘.

Francisco Antônio Machado da Silva

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Gameoteca

Publicado em Internet por Francisco Machado em 15/10/2007

 

Começou com os sítios pessoais, rumou pelos blogs, avançou sobre as enciclopédias e vivenciou o apogeu nos vídeos.

A Web 2.0 começa a engatinhar sobre os jogos. Lentamente, diga-se a verdade: não estamos acostumados a produzir games, mas sim desfrutá-los.

O portal Kongregate encarna o Youtube dos gaméfilos (ok, porco neologismo). São mais de 1.500 jogos, avaliados por 800.000 usuários.

É muito fácil jogar – basta ter o Flash, qualquer navegadorzinho meia-boca e alguma paciência para carregar os joguetes (nunca use joguinhos como diminutivo de jogo da minha frente). Caso você se cadastre, rolam bate-papos, rankings e – claro – a possibilidade de fazer e disponibilizar no sítio a sua própria pérola gamística. Games fuderosos ganham a ponta dos avaliômetros e dão um dinheirinho pro produtor, providenciado pelos patrocinadores do tal Kongregate.

Se você não sabe por onde começar, clique aqui. Desktop Tower Defense é a mais brilhante pérola da gameoteca, e é supersimples de jogar. Meta as torres certas nos locais certos e seja feliz, general.

Francisco Antônio Machado da Silva

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