O sexo como manda a bíblia

Publicado em Comportamento, Site por Marina Fiamoncini em 05/05/2008

As pessoas fazem o tempo todo, mas ainda tem gente que não fala sobre o assunto. Tabus, repressões, vergonha e medo são comuns quando se trata de sexo e algumas religiões levam a sério o termo “pecado’ em relação a isso. O site Sexo Cristão levanta as questões que geram mais dúvidas sobre o tema resolvendo o caso de forma “não pecaminosa”, usando citações e interpretações bíblicas para mostrar o que se pode ou não entre quatro paredes.

Até mesmo as dúvidas básicas sobre preservativos, orgasmo, masturbação, ejaculação, gravidez, virgindade, sexo oral e anal são respondidas com considerações cristãs. Além disso, o site traz dúvidas que muitas pessoas podem achar exageradas ou estranhas como por exemplo “por que não apedrejam os adúlteros hoje em dia?”. A enquete atual do site pergunta o que as pessoas acham de um cristão ir a um motel. A maioria considera um pecado.

O site não incrimina a prática sexual, pelo contrário, apóia que os casais tenham relações, desde que dentro do casamento e seguindo algumas normas de respeito à Deus. “Nós sabemos que o sexo foi criado por Deus como uma das coisas mais sagradas do matrimônio”, é esclarecido em um dos textos. Pelo menos nesse ponto é provável que ninguém discorde.

Marina Fiamoncini
Que não se acha uma pecadora

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Não precisa mudar

Publicado em Comportamento, Música, Vídeo por Marina Fiamoncini em 03/04/2008

 

“Vou me adaptar ao seu jeito, seus costumes, seus defeitos” é um trecho da música que Ivete Sangalo canta. É o que também faz muitas pessoas suspirarem e decidirem que se “acostumar” é o melhor a fazer, já que tentar mudar uma pessoa é não aceitá-la do jeito que é. E o amor precisa aceitar tudo, certo? Nem sempre.

Quando alguém se adapta aos costumes de outra pessoa muitas vezes os adquire. Se isto significa imitar algumas boas manias, todos só tendem a ganhar. Agora, quando os dois se tornam insuportavelmente chatos, unindo seus piores defeitos, é preciso rever os conceitos da letra.

Muitas vezes tudo está indo super bem, mas tem um defeito aqui, outro ali, alguém começa a implicar… De repente você já está se sentindo pressionado (ou pressionada, todos são vítimas!) a mudar aquela maneira de ser que já está lacrada em você, como um código de personalidade.

Por muito tempo, eu pensei que as pessoas realmente tinham preferência pela sinceridade e transparência nas relações, mas não é raro encontrar alguém que “mudou” depois que encontrou o “amor da sua vida”. Estar com alguém que age como um robô fabricado para suprir às suas necessidades não é algo verdadeiramente romântico.

Muitas vezes, não adianta questionar a pessoa e dizer que isso a está prejudicando, ela não se dá conta que essa mudança não faz parte da sua personalidade. Não estou dizendo que é errado preferir estar com quem se gosta às badalações do final de semana! Existe uma diferença grande entre valorizar e ser o famoso “pau mandado”.

Concordo ainda que as metamorfoses ambulantes mereçam respeito, mas quando isso parte de dentro de si, como uma evolução do ser, como uma mudança pressionada pelas experiências vividas e que não surtiram o efeito desejado. Quando é nos imposto que sejamos outra pessoa a situação decepciona quem já lhe conhecia e você passa a ser visto como um simples “otário”.

Estar com alguém é crescer, é realizar seus sonhos, é compartilhar idéias, é ter em quem se apoiar nos momentos difíceis. O egoísmo e a individualidade acabam com o amor, mas o respeito não. Por isso que eu acho que a letra da música deveria ser assim: “não precisa mudar, vou respeitar o seu jeito”.

Se a música também diz que “a gente sempre se esquece de tudo o que passou”, pode acreditar que não. Ninguém esquece de cobranças absurdas, de ciúmes excessivos e da perda de tempo se dedicando a alguém que não move um palito para lhe fazer feliz. Trágico, não? Mas o respeito ainda é a melhor solução para as diferenças. Afinal, encontrar alguém tão parecido com você tem outro nome: amigo.

Você pode ler esse texto até o final, dizer “ok, garota, eu já entendi”, fechar a página e na primeira oportunidade ser vítima de uma pessoa manipuladora. A gente não tem como mandar nos sentimentos mesmo. Mas eu defendo a idéia de que aquela “bosta de namoro” que você teve, não será uma frustração se você aprender com isso.

Quando você sair do estado de transe e se dar conta que foi usado por alguém, chore por três dias. Depois espere que a outra pessoa entenda seu jeito, você entenda o dela e sejam felizes para sempre até o primeiro desentendimento. Aí, se não houver jeito, cada um vai pro um lado ser feliz a sua maneira. Não precisa mudar, mas você também não precisa aturar tudo por “amor”.

Marina Fiamoncini
Que se acha a conselheira amorosa do blog

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E-mail de um amor indiscreto

Publicado em Comportamento, Crônica por Marina Fiamoncini em 10/03/2008

 

Olá.

Venho por meio deste esclarecer algumas coisas que ficaram mal interpretadas para você desde o término de nossa convivência (prefiro chamar dessa forma o que muitas pessoas tratam por relação). Essa formalidade é para você não pensar que temos alguma intimidade, nem mesmo por e-mail. Pensando bem, você não merece formalidade alguma. Você merece alguém que lhe diga boas verdades para parar de ser convencido e eu vou lhe fazer este favor. Acordei meio solidária hoje, sabe? Às vezes as pessoas superiores (eu), se é que você sabe o que é isso, devem ajudar as inferiores (você) a enxergarem que o mundo não gira por sua existência. E é só por isso que estou enviando esse e-mail.

Antes que você pense que eu pedi seu e-mail para alguém, esteja certo de que eu mesma resolvo meus problemas e peguei no seu orkut. Não, eu não fico fuçando sua página, até porque tenho mais o que fazer, mas este caso é uma mera exceção.

Bom, vamos aos esclarecimentos: quando eu gritei o seu nome no centro da cidade eu realmente achava que era você. De costas todo mundo é meio parecido. Eu só precisava passar um recado urgente que eu nem lembro mais o que é. Azar o seu. Aliás, quem foi que lhe disse isso? Algum fofoqueiro de plantão, com certeza. Na certa um daqueles seus amigos, exemplares autênticos do mal masculino. Não que eu esteja muito incomodada com isso, afinal você também não está longe de ser um. Mas isso não vem ao caso agora.

Outra coisa, na última sexta-feira, quando nos encontramos por acaso (porque eu jamais freqüentaria o mesmo lugar que você), foi mesmo um acidente ter deixado cair a bebida em sua roupa. Toquei nesse assunto porque não achei justo você falar com aquele “ar de convencimento” que eu faço de tudo para chamar sua atenção. Sinto muito, mas não foi isso que aconteceu. O lugar estava realmente cheio e foi inevitável esbarrar em você. Podia acontecer com qualquer um. Da próxima vez leve uma mulher que ocupe menos espaço com seus peitos siliconados, ok? E faça o favor de pagar uma bebida a mim. Não exatamente a mim, mas a pessoa que possa passar pelo mesmo constrangimento que eu. Mas não vou ficar ensinando-lhe a ser mais gentil porque eu já não preciso mais viver com a sua companhia. Nunca precisei, de fato.

Ah, e não precisa pedir para as minhas amigas me avisarem que você sabe que sou eu quem liga para sua casa e não fala nada. Por que eu faria isso? Se eu quisesse mesmo “falar” com você evitaria sua voz e mandaria um e-mail como estou fazendo agora. Aliás, eu nem tenho mais o número do seu telefone.

E pela última vez: não me ajoelhei na sua frente quando você ameaçou ir embora depois da nossa última crise de ciúmes. Eu estava amarrando os sapatos. As lágrimas são um exagero seu, foi apenas um cisco que caiu no meu olho.

(Sem mais para sempre).

 Marina Fiamoncini

 

[+] Aprenda a lidar com o amor não correspondido

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Repitam comigo: eu-te-amo

Publicado em Comportamento, Opinião por Marina Fiamoncini em 23/02/2008

 

No Japão foi criado um curso que ensina os homens a dizerem “eu te amo” a suas esposas e demonstrar o que sentem por elas. A Nihon Aisaika Kyokai (Associação dos Maridos Devotados do Japão) foi formada em 2004 e conta com 150 membros de meia-idade.

Não que no Japão as pessoas não se amem ou os homens sejam super machistas. É que na época dos samurais o homem que fazia mais sucesso com as mulheres era justamente o que não dizia eu te amo. É estranho, mas não especificaram se os guerreiros da época tinham o porte de Tom Cruise em “O último Samurai”, senão as coisas ficariam mais bem explicadas. A idéia vale para o Brasil também. Aqui não é difícil se deparar com homens tímidos ao ponto de não conseguirem nem falar o que sentem e outros estupidamente grossos. Ou seja, clientes não faltam.

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Masturbação da Alma

Publicado em Comportamento por Marina Fiamoncini em 13/12/2007

Após uma noite de amor, o casal ainda ofegante e com os corpos úmidos se afoga em seus próprios pensamentos. A mulher geralmente querendo adivinhar o que ele está pensando e ele se lembrando que precisa entregar um relatório urgente e que o jogo do seu time é dali a algumas horas. Se ele fizer uma cara estranha ela vai desconfiar que ele esteja pensando na secretária da prima do tio do seu amigo ou que ele percebeu que ela engordou um quilo e meio. No fundo ele está indignado por ter de ir no mercado mais longe de sua casa para comprar a cerveja mais barata.

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Mulher natural X Bundas da academia

Publicado em Comportamento, Opinião por Marina Fiamoncini em 30/11/2007

Sempre que resolvo eliminar as calorias em excesso me pergunto: existe vida após a academia? Deitada no colchonete azul, ao som de músicas animadinhas do ambiente, fico pensando o que fazem as “bundas da academia” quando não estão lá. Afinal, com um corpo tão tonificado, elas não devem ter mais nada para fazer além de ficar o dia inteiro de top e calça legging desfilando para os músculos ambulantes que rondam a sala de musculação. Posso parecer generalista, mas são justamente essas “bundas” que fazem da atividade física o principal objetivo do dia. Algumas passam mais tempo na esteira do que dormindo.

A prática de exercícios deveria ser algo natural e saudável e não cair no ridículo. As lojas especializadas em roupas para a atividade têm opções de sobra de trajes confortáveis para o momento. Mas as bundas da academia insistem em usar decotes, maquiagem (sim, maquiagem!), dezenas de pulseiras de prata que cobrem metade do braço e os cabelos extremamente lisos e soltos. Aí está mais uma prova de que o objetivo não é a saúde e sim a exibição, afinal, elas também suam, e para não estragar o cabelo não fazem movimentos bruscos. Por que não ficam em casa então? Eu respondo: porque a academia é o lugar com mais músculos ambulantes por metro quadrado do planeta! Um atrativo para as bundas solteiras.

Esses dias recebi um e-mail falando das maravilhas de uma mulher natural (entenda-se por natural, aquela que usa tênis, não faz escova no cabelo todos os dias e assume que tem celulite indo à praia com segurança). Claro que concordei com tudo, porque tenho o mínimo de inteligência necessária para separar trabalho, de faculdade, de academia e de baladas (e os respectivos trajes, atitudes e comportamentos em cada um deles), mas nem todos os homens concordam com isso.

Não levo em conta a opinião dos músculos ambulantes da academia. Prefiro os homens bons, sinceros, inteligentes e sensíveis. Quando a bunda aparece na frente do homem bom ele pode babar, pode desejar dar um apertão, pode até falar para namorada fazer uns exercícios de glúteos, mas esse deslumbre não ultrapassa os 15 segundo em que ela passa. E então o homem bom volta ao normal, dá um beijo apaixonado em sua namorada, a pega nos braços, apaga a luz e acredita que ela seja a única do mundo.

O homem bom não entende porque acha que ela fica tão bonita usando roupas de “ficar em casa”, o cabelo amarrado, nenhuma maquiagem, o cheiro de hidratante de morango e o jeito que ela conta nos mínimos detalhes como foi o seu dia. Esse homem é tão natural quando ela e a bunda continuará a rondar a academia em busca da sua cara metade. Provavelmente um músculo ambulante que no fundo deseja que ela também seja uma mulher natural, mas sabe que se ela ficar calada já é um bom começo.

Marina Fiamoncini
Que vai à academia para fazer exercícios sem pulseiras de prata

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O dia em que me tornei ela

Publicado em Literatura por Marina Fiamoncini em 19/10/2007

 

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Os cabelos louros reluziam e brilhavam mais do que o sol. Os olhos eram, ao mesmo tempo, tranqüilos e fortes. Ela sorria e me passava uma felicidade simples, tão natural que parecia não ligar para o glamour de sua existência. Aproximei-me para ver mais de perto. Queria toca-la, tê-la em minhas mãos, sentir o tecido de seu vestido.

A roupa era mais bonita que a de todas as princesas dos contos infantis. Um vestido longo, cor-de-rosa e com muito brilho, desses que faz todo mundo se entreolhar quando alguém o veste. Uns por inveja, outros por admiração, outros nem sabem o porquê. Eu não sabia o porquê.

Quero ser ela”, pensava. Queria ter essa facilidade para sorrir e fazer os olhos de quem me visse brilharem como os meus brilhavam naquele momento. Ela tinha tudo o que queria, ela poderia ser o que quisesse. Toda a beleza se concentrava naquela expressão mágica de menina segura e mulher inocente.

Minha mãe me chama. Tiro as mãos do vidro da vitrine e a olho pela última vez. Ela está lá, dentro de uma caixa, pressa à vida perfeita que lhe construíram. E eu caminho em direção ao meu mundo também cor-de-rosa, mas não tão perfeito e deslumbrante. Nem tão romântico.

Em alguns dias esqueci aquele vestido, aquele sorriso e aquela felicidade momentânea. Somente anos depois voltei a me encontrar com ela. Senti a mesma satisfação, porém agora com mais segurança. Os olhos que hoje refletiam no espelho brilhavam mais que o olhar dela naquele dia por trás do vidro. O cabelo não reluzia, mas deixava um perfume suave por onde passava. O vestido não era como o de nenhuma princesa, mas cobria com ternura e sensualidade todo o conjunto de formas adquiridas no tempo que a esqueci. Dessa vez disse decidida: “quero ser ela!”.

Ele me chama. Caminho em sua direção e ele me beija. Chama-me de princesa. Dou um grande sorrio e percebo que ele sente a felicidade natural que se forma nas covinhas de minhas bochechas e nos meus olhos espremidos. Os seus olhos brilham. “Sou muito melhor que ela”, penso agora, com toda a certeza.


Marina Fiamoncini

Circuladô de quê?

Publicado em Música por Marina Fiamoncini em 16/10/2007

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Quem é que nunca baixou uma música de uma banda que na verdade era de outra? Foi numa dessas ocasiões que Circuladô de Fulô apareceu no meu computador. Não sou especialista em música, muito menos em forró, para fazer alguma crítica. Mas as músicas fizeram bem aos meus ouvidos e achei legal compartilhar.

Quem gosta de forró universitário já deve ter ouvido a canção que começa com um contagiante “tu ruruu ruruuu”. “O Sol, a Lis e o Beija-flor” é uma das músicas mais conhecidas da banda paulista e vendo o vídeo logo abaixo dá pra ter uma idéia da energia que as outras passam: bem no estilo “não dá pra ficar parado”.

Circuladô de Fulo foi formada no ano 2000 e tem três cds e um dvd. A banda também fez regravações de músicas como “Pescador de Ilusões”, “Te ver” e “Presente de um beija-flor”. Na comunidade da banda no orkut um dos fóruns tem endereço para baixar os cds. Uma dica de quem ouve as músicas o tempo inteiro: comece por “Águas Mansas”, “Praia dos Pescadores”, “O Sol, a Lis” e o “Beija-flor” e “Magamalabares”.

 

[+]  Clique aqui e visite o site da banda.

[+] Download do disco Circuladô de Fulô

 

 

 

Marina Fiamoncini
Que não consegue mais parar de ouvir

Doe um livro

Publicado em Literatura por Marina Fiamoncini em 08/10/2007

A campanha do Lar Fabiano de Cristo – Unidade de Promoção Integral Rodolpho Bosco, de Itajaí (SC), já começou. As doações podem ser feitas em 9 pontos de arrecadação até o dia 11

Já dizia Monteiro Lobato: “Um País se constrói com homens e livros”. O escritor conhecido por suas produções infantis não poderia estar mais correto. Porém, antes de formar homens, a sociedade precisa incentivar a valorização de um mundo diferente do que já conhecemos, composto de criatividade, imaginação e fantasia.

Só quem teve o prazer de “viajar” pela literatura durante a infância sabe da importância em esquecer da realidade e deixar-se contagiar por páginas de histórias inocentes e repletas de lições de moral.

O livro é o melhor presente para oferecer a quem acreditamos ter o potencial de mudar o mundo em que vivemos. As crianças do Lar Fabiano de Cristo – Unidade de Promoção Integral Rodolpho Bosco de Itajaí (SC) serão beneficiadas com aquela obra que você tem guardado durante tanto tempo esperando o momento certo de destina-la a alguém.

Presenteie uma criança na semana de comemoração ao seu dia!

Pontos de arrecadação:

Itajaí - Correios (em frente ao Colégio Salesiano), imobiliárias Mais Imóveis e Xavier Imobiliária e Supermercado Xande.

Balneário Camboriú – Correios (em frente a Caixa Econômica Federal), Cartório Waltrick, Restaurante Casa do Espetinho, Atlântico Shopping e Supermercado Xande.

Lar Fabiano de Cristo – Unidade de Promoção Integral Rodolpho Bosco – Itajaí

O Lar Fabiano de Cristo é uma entidade não governamental e atende anualmente cerca de 250 crianças e jovens de 02 a 16 anos de idade e 150 famílias de diversos bairros de Itajaí (SC), promovendo a melhoria na qualidade de vida destas pessoas através de educação complementar, alfabetização para adultos, grupos de idosos, trabalhos manuais, orientação à gestantes, marcenaria e costura. Todas as oficinas são oferecidas gratuitamente para a comunidade. O lar atende de segunda a sexta-feira, das 07 às 17 horas, na rua José Gall, nº 170, no Bairro Dom Bosco em Itajaí (próximo a Academia Aquatic Center). O telefone para contato é: 33499076.

Mais informações no email: ailarfabiano@gmail.com

Jéssicca Feller, Giovanna Puppi e Marina Fiamoncini,
Assessoria de imprensa voluntária do Lar Fabiano de Cristo
UPI Rodolpho Bosco

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Dia ótimo para viagens

Publicado em Comportamento, Crônica, Relato por Marina Fiamoncini em 04/10/2007

Queria que o horóscopo servisse de desculpa válida para não cumprir algumas obrigações diárias. Pelo menos quatro vezes por semana todos os aquarianos, como eu, estão propícios a fazer viagens produtivas, isso segundo as previsões do jornal que leio diariamente.

Não que eu não tenha mais o que fazer, mas existe algo que me prende a este costume. Passar pelas páginas sem dar uma olhadinha é praticamente impossível, a não ser que seja um jornal antigo, o que é proibido. O problema é que costumo ficar com a pior previsão de todos os horóscopos que leio (três na média), principalmente aqueles que dizem “dia de maus fluídos nos assuntos amorosos” ou “não tente nada de inovador no trabalho: você irá se arrepender”. É justamente neste dia que algo de muito ruim vai acontecer.

Depois que assisti “O Segredo” evito ler o horóscopo para não me deparar com previsões trágicas, acreditar fielmente nessas idéias e deixar que o universo inteiro leia meus pensamentos. Nunca se sabe o que existe entre o céu e a Terra, não é mesmo?

Talvez o horóscopo seja trauma de início de “carreira”, quando a filhote de foca aqui, com zero de experiência, foi destinada à difícil tarefa de consultar os astros e ver o que eles trariam para você sagitário (capricórnio, escorpião, touro…) amanhã. Na verdade filtrava previsões de algum site. E confesso que nos dias em que elas não eram atualizadas eu copiava de algum dia anterior. Ninguém nunca reclamou.

Só tive esse problema com o resumo de novelas. Não assistia, mas sabia do nome de todos os personagens. Na hora de enxugar o texto para caber na página deixava os “babados mais fortes”, o beijo da semana ou um assassinato. Mas eis que em uma bela manhã um leitor ligou dizendo que sua mãe quase centenária lia o resumo todos os dias e não era a primeira vez que reclamava de capítulos repetidos. Eu podia jurar que ninguém lia aquilo.

Vai ver é por isso que me sinto presa ao horóscopo: já o trai e não tive a menor ética com essa informação tão importante na vida do leitor. Uma amiga dizia: “escreve coisas legais que eu leio”. De certo as pessoas que fazem os horóscopos atualmente não tem esse tipo de amiga.

E se eu levasse isso mesmo a sério? Se eu largasse tudo para viajar naquele “dia ótimo para viagens”. Se der certo posso até escrever um livro: “O segredo está em jogar tudo para o alto e passar férias prolongadas no Tahiti”. O único problema será a versão 2: “Joguei tudo para o alto, e agora?”.

Coisa complicada essa de horóscopo, acho que vou começar a fazer palavras-cruzadas.

Marina Fiamoncini
Que só acredita na teoria da atração de pessoas