No dia do lançamento que entrou para a história

Posted in Música, Relato by Colaborador on 05/06/2007

Disco

Memórias de um apaixonado por música que viveu o dia do lançamento do Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band

E lá se foram quarenta anos. Impossível relatar tudo que passou, que passamos, que vimos passar ou nem nos demos conta.

Lembro de comprar calças listradas como as que Brian Jones usava…

Havia uma pequena loja de roupas na Avenida Santo Amaro, em São Paulo. O dono, um velho danado de esperto, oferecia umas camisas de cores acrílicas como era moda e quando as vestíamos, ele segurava por trás, apertando-as em nossos corpos dizendo, “Olha como serviu direitinho”, e comprávamos camisas extremamente coloridas e largas o suficiente para abrigar dois de nós.

Também na Avenida Santo Amaro, o saudoso Ronnie Cord tinha uma lojinha de discos. Lá, empenhando uma boa parte do meu salário de office-boy eu comprei o Their Satanic Majesties Request, mono. Capa com o cartão em terceira dimensão, um choque visual só superado pelas minhas camisas que “serviam direitinho” e pelas calças listradas. Afinal “She’s A Rainbow” e nós também éramos todos juntos, um arco-íris.

Assim terminava um ano que não vimos terminar. Tempo não era tempo. Tempo havia parado ou mudado seu próprio sentido alguns meses antes.

Eu lembro de estar passando pela vitrine de uma tradicional loja de discos da Libero Badaró e colado no vidro com a capa aberta, os quatro cavaleiros de Sua Majestade em trajes oficiais. Os sons que saiam da loja eram estranhos e inconfundíveis. Entrei, bisbilhotei e fiquei espantado.”If you can believe your eyes and ears” me disseram um ano antes, mas assim era demais.

Não que não estivéssemos avisados, de Norwegian Wood e In My Life em diante, passando por Love you To, sabíamos que alguma coisa ia acontecer. Séria, alguma coisa muito séria. Mas, “Tomorrow Never Knows” e não sabíamos a dimensão e os efeitos do momento que vivíamos.

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Bem Me Quer, Mal Me Quer

Posted in Cinema by Sal on 05/06/2007

Filme

Síndrome de De Clèrambault é o delírio convicto, que um paciente aplacado por esse mal desenvolve, de ser amado por alguém – geralmente de posição social elevada ou por uma celebridade. Essa doença também é conhecida como erotomania. Está inserida nos diagnósticos de transtornos delirantes e pode ocorrer nas diversas culturas, não sendo conhecida a sua origem. Esses delírios geralmente ocorrem para satisfazer a procura por experiências sexuais, ou na adaptação as dificuldade que a pessoa tem de encarar a vida.

Fiz a introdução acima para inserir o leitor no contexto da dica de hoje. Bem Me Quer, Mal Me Quer (À la Folie… Pas du Tout – França, 2002), dirigido com competência por Laetitia Colombani, que também assina o roteiro do filme, está disponível, em DVD, nas melhores locadoras do país.

 Um filme sensível, para apreciadores da sétima arte. Traz Audrey Tautou (do fabuloso Destino de Amélie Poulain) e Samuel Le Bihan, no elenco. A narrativa foge dos padrões e conta a história de Angélique (Tautou), uma jovem estudante de artes que se apaixona pelo médico Loic (Bihan). Mesmo com os argumentos contrários de seus amigos, que não aprovam seu relacionamento com o médico, Angélique se entrega de corpo e alma a sua paixão. O que de início soa ao espectador como apenas um desencontro amoroso, com o passar do tempo percebe-se uma perigosa obsessão tomando conta da história.

Estranho aos acostumados apenas com as grandes produções “hollywoodianas”, o filme Bem Me Quer, Mal Me Quer é recomendado ao espectador que queira assistir a uma obra para reflexão. Um filme delicado e que merece a locação.

Bem me quer, mal me quer (À la Folie… Pas du tout, 2002)
Roteiro: Laetitia Colombani e Caroline Thivel
Direção: Laetitia Colombani
Duração: 92 minutos
Gênero: Romance

Ariston Sal Junior
Fã confesso do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Fantasia não é exclusividade de criança

Posted in Comportamento by Colaborador on 05/06/2007

Chapeuzinho

Fuçando na internet esses dias atrás, vi a seguinte declaração de uma dessas modelos, que também são atrizes, cantoras, saem em capas de revista masculina e no momento estão com alguns projetos:

Fantasia sexual é coisa de gente frustrada”.

Na boa, ela posa nua para uma revista que tem como único objetivo servir de fantasia para homens e tem a capacidade de dizer isso?

Quem nunca teve uma fantasia que atire a primeira pedra! E algum de vocês é frustrado? Eu não sou! E fantasias não me faltam!

Gente, as coisas mudaram… Até concordo que fantasiar com o entregador de pizza ou a amiga da irmã mais velha já está bem ultrapassadinho. Mas o que seria da vida dos sexualmente ativos, se o famoso e chato “papai e mamãe” tomasse conta de seus dias?

Uma simples vontade de transar na praia, no carro, na cama dos pais, na piscina do clube lotada, atrás “daquela” árvore no quintal da casa da vovó ou, até mesmo, atrás do DCE da Univali, não faz mal a ninguém. E adivinhem só: Isso são fantasias! Há!

Sem falar nos gurizinhos que vivem batendo uma pensando na coleguinha com aquele cinto no lugar da saia ou naquela gostosa do seriado da TV. E aquelas mocinhas angelicais? Quem não dorme sem pensar no treinador da academia. Ah! E como elas pensam a fundo! Aqueles braços fortes levantando peso… ai ai…

Resumindo: um belo passeio pelo sex shop já serve para você criar várias fantasias. Por isso que é impossível sair sem nada de lá.

Parabéns aos adeptos, que passam o dia inteiro inventando lugares, roupas – a serem tiradas – e posições para a felicidade. Coisa de gente frustrada? Pra mim essa modelo, atriz, cantora, capa de revista masculina e que no momento tem alguns projetos nunca teve um cara que pegasse ela de jeito e fizesse a coitada gozar até perder a força a ponto de não conseguir nem falar mais! Gente frustrada… Sai daí!!!!

[+] 20 motivos para praticar sexo

[+] Fantasia sexual: isso é legal?

Helena Schroder
Que não se forma antes de ir para atrás do DCE