Google lança Youtube Brasil

Posted in Internet, Vídeo by Colaborador on 19/06/2007

 

 

O Google também pensa na gente! Nesta terça-feira a empresa dona de metade a internet mundial lançou nove novos sites do Youtube em idiomas locais, inclusive em português do Brasil.

O site de vídeos é o mais popular do mundo, recebendo mais de 100 milhões de acessos de clipes por dia. Chad Hurley e Steve Chen, co-fundadores do YouTube, adquirido no ano passado pelo líder entre os serviços de busca da Web, Google, por US$ 1,65 bilhão, anunciaram em uma entrevista coletiva hoje que os sites nacionais no futuro apresentarão conteúdo com grande popularidade local.

O caras lançaram sites para o Brasil, Espanha, França, Irlanda, Itália, Japão, Holanda, Polônia e Reino Unido. Até agora, os vídeos oferecidos por usuários e seus comentários podiam ser postados em qualquer idioma, mas os menus de navegação e a estrutura básica do YouTube só estavam disponíveis em inglês.

Além disso, as páginas de destaque que servem de ponto de entrada aos visitantes do site eram fortemente inclinadas ao gosto dos ianques, ainda que mais de metade da audiência do YouTube venha de internautas brasileiros. Agora, os vídeos postados e assistidos no Brasil terão preferência nas buscas e serão destacados no site.

William De Lucca
Que ama o Youtube, Dailymotion, e afins.

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Um livro para a SUA estante

Posted in Literatura by Colaborador on 19/06/2007

Não é uma obra adequada para presentear uma pessoa querida em uma ocasião comemorativa. Aliás, poderia surpreender negativamente. Mas isso não significa que seja uma leitura ruim, ao contrário, é um livro para VOCÊ.

 Ela e outras mulheres”, como o nome sugere, trata de mulheres como núcleo de 27 contos breves escritos por Rubem Fonseca, com todas as características que a ele são peculiares: concisão e simplicidade de linguagem, tradução única do cotidiano, em histórias fictícias, falando sobre sexo, violência, instinto, traição, abrangendo inclusive assuntos polêmicos como pedofilia.

Embora, tanto enredo quanto o roteiro das histórias sejam imprevisíveis por tratarem de temas comuns, mas de uma forma literária não convencional, ao encerrar a leitura, em nada surpreenderia se a ultima página trouxesse a observação: “baseado em fatos reais”.

O autor economizou eufemismos, chegou a ser áspero, sem o menor cuidado com sutilezas na maioria das expressões, talvez por isso tenha sito taxado como antifeminista, o que era de se esperar, já que como determinantes em todas as crônicas, as mulheres, foram vítimas, mas principalmente algozes e objeto de conflitos, obsessões e desejo.

Trata-se de uma visão oposta à romântica, beirando ao erotismo, não chega a ser pornográfico, porque o escritor conseguiu afastar, através de sua linguagem a vulgaridade, embora trate de relacionamentos, explicitamente carnais.

Rubem Fonseca, nessa, que foi uma de suas Últimas obras, talvez não tenha sido movido pelo mesmo espírito criativo que inspirou Feliz Ano Novo, um de seus livros mais conhecidos. Foi lírico. Já amadurecido, poderia, como tantos outros, de forma desgastante, ter falado sobre a mulher, como quem fala da razão de sua existência, mas não o fez, nem precisava, pois como diz uma passagem do próprio livro: “Na cama não se fala de filosofia”.

Às mulheres, uma ótima literatura por esclarecer a visão masculina da mulher enquanto fêmea e parceira sexual, já aos homens uma alerta sobre até onde os instintos e a sexualidade poderiam os levar.

Ani Cristina Bariquello
Que não resiste a um bom livro de contos.

Malhar é preciso

Posted in Literatura, Relato by Colaborador on 19/06/2007


Música para malhar: Eric Prydz – Call On Me

 

Meus problemas com a ginástica começaram de pequena, quando eu era sempre a última garota a ser escolhida para os times de Vôlei ou Basquetebol na aula de Educação Física. Eu odiava aquele short estúpido de helanca, que deixava à mostra minhas marcas de tropeções e expunha todo o meu (não) potencial para as atividades corporais.

Posso dizer que na época de pré-escola eu fazia certo exercício diário, pois minha mãe me levava a pé para o Pequeno Polegar. Às vezes dávamos uma esticada até o mercadinho ou o açougue. E há de se contar as brincadeiras de roda, pega-pega e esconde-esconde da fase. Mas depois a coisa melhorou lá em casa e minha mãe comprou uma bicicleta linda, toda rosa com a cestinha branca e forrou o bagageiro com uma deliciosa almofada rosa para a princesa vir do jardim no mais absoluto aconchego. Eu para enfeitar ainda mais nosso automóvel colei um adesivo de mancha. Como era linda aquela bicicleta.

Daí tornei-me uma sedentária de carteirinha enquanto minha mãe exibia suas pernas torneadas, devido às pedaladas diárias. Ela então preocupada com meu porte físico arredondado, resolveu me matricular na natação. Acho que ela esqueceu que brincadeiras na água dão uma fome de leão. O ponteiro da balança permaneceu no lugar, mas ganhei um pouco de fôlego, enquanto que meu pai perdeu um pouco de dinheiro. Com o clima londrino de Itajaí, eu ia a duas aulas e faltava nas outras duas. Fechava o mês em meio a meio.

Eu adoro uma água, mas além do clima havia outro fator que me fazia relutar a prática das braçadas: eu O-D-I-A-V-A (assim mesmo, separadamente, para dar a ênfase necessária) o vestiário. Gente, o que era aquilo? Um monte de meninas e mães peladonas, uns pares de chuveiros meio frios, o cheiro insuportável de cloro. Eu achava horrível me trocar na frente de pessoas que eu via uma vez por semana, quase sempre metidas numa touca e num roupão de bichinho. Não dá para respeitar. As aulas de natação duraram apenas uns três meses.

O tempo passou e eu cheguei ao ginásio. E o currículo das aulas de Educação Física previa o ensino dos fundamentos do Handebol. Pronto. Eu odiava futebol, esse treco com as mãos não devia ser muito mais interessante.

Foi aí que veio a virada: eu descobri que jogava superbem. Superbem mesmo. O problema eram as meninas cujo desenvolvimento físico aparentava ter bem mais agilidade que o meu. Mesmo assim, eu não era mais a última a ser escolhida. Que vitória!

Minha fama durou até a fatídica aula em que marquei um gol logo de saída, com toda a classe embasbacada com a minha performance. Foi lindo. Eu corri a quadra toda sozinha, com a cabeça erguida, concentrada no gol. Imaginei a cena em câmera lenta, sabia que ia acertar. Depois que a bola entrou, descobri que eu… errrr… huuuuum… Fizera o gol para o lado errado. Bem que estranhei não ter ninguém correndo atrás de mim enquanto eu atravessava, epicamente toda a quadra. E vi que o embasbacamento da classe se devia à minha completa parvice em termos de senso de direção.

Tudo bem. Para falar a verdade, como criança fresca que eu era, nem gostava de suar mesmo. Achava nojento terminar uma atividade toda molhada, desconfortável e grudenta. Desenhar ou ler não fazia toda essa sujeira e sempre me parecia muito melhor.

Anos depois comecei a me exercitar de novo. Minha alta ansiedade precisava de um escape. Então comecei a fazer academia, mas como não tenho saco para aturar os seus freqüentadores de roupas fosforescentes e suas músicas cretinas, desisti logo no primeiro mês.

Hoje acordei com vontade de me exercitar, então fui pra esteira e corri 15 minutos e por incrível que pareça me senti bem melhor. Quero começar a fazer isso sempre que me der vontade, pois acabei de entrar num acordo com a prática de exercícios, Ela não me diz o que fazer, e eu faço.

Fátima Barbi
Que graças a Deus desistiu da carreira de atleta do handebol