Toque de sensibilidade

Posted in Apresentação by . on 20/06/2007

Marina

Quando o blog estava prestes a vir à rede, o Joel me mostrou sem muito compromisso. Esse nome que causa tantos comentários constrangedores não me espantou. Não por ingenuidade ou por perversão, acho que por liberdade. Sou aquariana, com ascendente também em aquário e liberdade é uma característica dos nascidos nessa época.

Meu nome é Marina Leonardi Fiamoncini e minha principal qualidade é ser livre. Pelo menos é assim que me sinto todos os dias em que acordo e começo a escrever. Aliás, essa atividade é tão natural quanto comer ou dormir. Tenho exatos 20 anos, mas como não gosto de números prefiro avaliar minha pequena vivência neste mundo com base nas horas de diversão.

Não sou loira nem morena, não torço para algum time de futebol, não sou filiada a um partido político, não vibro por alguma escola de samba, não tenho ídolos e não sei bem qual é a minha religião. Mas posso conversar sobre tudo isso e me interessar. Deve ser por isso que escolhi fazer Comunicação Social. Já o jornalismo está mais para um caso de amor não resolvido. Sou apaixonada pela profissão e espero que um dia ela se dê conta disso.

Falando em paixão, é normal que eu trate dos “assuntos do coração” e desses sentimentos que nos povoam a alma e são essenciais para a sobrevivência. Também posso ter acessos melancólicos, decorrentes de uma sensação angustiante de não habitar este planeta.

Descobri que escrever era bom quando conheci o alfabeto, mas percebi que era uma terapia ainda na adolescência. Era uma tímida “poeta de gaveta” e escondia minhas produções e meus sentimentos. Hoje eu tenho certeza que me expresso melhor pela escrita. Até porque, quando sozinha, eu aprendi a colocar as idéias no papel para elas não fugirem, e meus sentimentos para que fossem transformados em algo concreto como as palavras.

Aboli a televisão aos poucos e ela hoje é mera figurante na minha vida. Se pudesse, não ficaria também tanto tempo na frente do computador, mas o convite deste império masculino de editores do blog foi inegável. Não só porque acho todos eles fantásticos, mas também porque com a saída da Slain, a única representante do gênero, senti que alguém deveria colocar um toque feminino neste lugar. Agora que já posso fazer mais sugestões, podemos começar comprando tinta de cores neutras, uma tendência do inverno deste ano.

Marina Fiamoncini
Que é o novo toque feminino e de sensibilidade entre os editores

Sejamos focas e não abutres

Posted in Artigo, Cinema by Colaborador on 20/06/2007

O filme A Montanha dos Sete Abutres, de 1951, do diretor Billy Wilder, com atuação de Kirk Douglas, é um clássico que evidencia e satiriza um péssimo exemplo de jornalista, na figura de Chuck Tatum. Embora tenha sido produzido na década de 50, o filme trata de um tema que se mantém atual e nos possibilita algumas comparações.

No meio jornalístico, a palavra “foca” além de tratar de um mamífero, com jeito amigável e meio desajeitado, é também o apelido dado aos recém-formados na profissão, os mais ingênuos, que se deslumbram com as primeiras pautas, que ainda não possuem a malandragem e a influência dos experientes profissionais.

Abutres são aves de rapina, necrófagas, ou seja, que se alimentam de animais mortos, e embora seja uma comparação muito agressiva, são como os jornalistas espertalhões, manipuladores e sem ética que utilizam desgraças alheias para conseguirem as primeiras páginas.

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