A contracultura sessentista

Posted in Artigo, Comportamento by Colaborador on 21/06/2007

Seu ponto alto foi no início do verão norte-americano, nos idos de 1967. Jovens começaram a chegar ao bairro de Haight-Ashbury, San Francisco – Califórnia – EUA, para celebrar a paz e o amor.

Sim! Também foi um encontro político, afinal estavam (os Estados Unidos) em guerra no Vietnã. Indo de encontro com a “filosofia” pregada pelos Children of Flowers.

Nada mais justo do que viver do seu artesanato, em uma comunidade – geralmente rural – com muita liberdade (sexual, de credo, de drogas, musical etc). Assim os hippies mostraram a sua cara. Muito se fez naquela época…

Havia conteúdo nos protestos, foi um movimento em prol de uma ideologia: a PAZ. Foi uma época de experimentações, da quebra de paradigmas. Instaurou-se a contracultura, um referencial até hoje século XXI.

Quando se fala em hippies, logo pensam são aquelas pessoas “sujas”, “drogadas”, que curtem uma viagem; pessoas a-l-t-e-r-n-a-t-i-v-a-s. No entanto, poucos sabem o que significou aquele estilo de vida. Era a busca do ser, a negação do ter, o que importava era a simplicidade no viver, a preservação da natureza, a confraternização, o senso de coletividade, a UNIÃO. É preciso um olhar mais profundo para se entender a dinâmica e a pureza do movimento hippie.

Eu adoraria ter vivenciado essa geração, não pelas drogas, mas pela sua importância política, social, cultural. As décadas de 60 e 70 foram riquíssimas, nada ao quê ser comparada!

Janis Joplin, The Doors, The Beatles; Rolling Stones, Jimi Hendrix, The Mamas & The Papas, Bob Dylan, Joe Cocker, Marvin Gaye, entre tantos outros monstros sagrados. Marcaram uma época, viva em cada um daqueles que um dia sonhou em ter nascido naquela geração.

Tá certo que muitos morrem jovens (alguns nem chegaram aos 30 anos), de overdose, acidentes automobilísticos, embriaguez. Todavia tiveram a coragem de sair às ruas e dar suas caras a tapa, conseguiram transmitir sua dor por meio da música, da arte, da espontaneidade. Foram felizes, muito felizes!

Seu melhor e, talvez, mais fantástico momento foi o WOODSTOCK! Estava declarada a contracultura, a PAZ e o AMOR.

WOODSTOCK foi um festival de música, ocorrido em 1969, nos Estados Unidos. Reuniu mais de 400 mil jovens e teve duração de 3 dias, de muito “culto” ao amor, à música, à paz…

Tá aí! Sou hippie. Mas não preciso me vestir com roupas coloridas, usar drogas, viver de artesanato. Posso muito bem, viver em contato direto e diário com a natureza, em busca da harmonia, em comunidades rurais, com dinheiro suficiente para minhas provisões. Não é sonho, não é utopia. É ideologia e a mais simples de ser vivida.

O grande desafio se faz em manter o ideal hippie agregando-se às novas tecnologias e freando o modo capitalista no qual estamos vivendo. Um mundo melhor ainda é possível! O que eu prego não é demagogia! Eu realmente acredito no poder da Natureza, e em como podemos viver em harmonia

Algumas citações bárbaras (ao menos para mim), durante pesquisa na internet:

O movimento hippie foi interessante porque pregou a paz e o amor ao mesmo tempo em que protestou contra as guerras, que mataram milhares e milhares de jovens naqueles tempos. Ele influenciou a política, a literatura, a música, a moda, enfim, alterou a cultura de vários países” – João Jampaulo Junior

“Eu acredito num mundo melhor e acho que faço a minha parte para pregar a paz e o amor entre as pessoas” – Bianca Oliveira Sampaio

“O movimento já não cabe nesse sistema, mas muita coisa mudou. Não é mais um choque fumar na rua ou usar esse ou aquele tipo de roupa” – Maria Emília


The Mamas & The Papas – California Dreamin

Raquel Elena
Que escreveu contra a parede (no bom sentido)!

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11 Respostas

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  1. sal said, on 21/06/2007 at 3:20 am

    Uau. que texto bacana, apaixonado, de uma época maravilhosa… sim! tb queria ter vivido essa época, em londres, ou nos EUA… queria ter visto Jim Morrison, Beatles, Janis Joplin…
    Parabéns Raquel! valeu por trazer uma época tão rica culturalmente e que nos é tão marcante. até hoje temos o reflexo dela, como de nehuma outra houve!

  2. sal said, on 21/06/2007 at 3:21 am

    Ah, esqueci….
    a escolha da ilustração, a Kombi pintada, não poderia ter sido melhor! ficou excelente!!!!!

  3. Marina said, on 21/06/2007 at 3:24 am

    Aaaah que lindo!
    E eu queria ter iso num show dos Beatles. Talvez eu seria uma daquelas histéricas gritando “Paul, I love you…” e coisas do gênero.
    hahahaha

    Legal Raquel!

  4. Carlos Magagnin said, on 21/06/2007 at 2:29 pm

    Oi primeiro parabéns peo text, as recordações e toda a nostalgia que vem a tona com esse texto. Essa foi a melhor época penso eu até os dias de hoje. A proposito alguém sabe aonde encontro essa kombi para comprar… Procuro uma kombi ano 1974 até 1976… Ahahaaah o assunto da kombié sério. Abraços e mais uma vez parabéns pelo belo texto. Como eu queria saber escrever assim, quem sabe um dia no fial da facul eu aprenda.

  5. Larissa Tietjen said, on 21/06/2007 at 2:45 pm

    A minha mãe viveu intensamente esta época! Tem um espírito livre, apesar de ser bastante rígida na criação dos filhos. Acho que todo mundo, mesmo quem nasceu depois dessas décadas, sente um gostinho de nostalgia! Adorei tudo. Só não consegui entrar no link que está na sua assinatura, Raquel. =*

  6. Rodrigo said, on 21/06/2007 at 5:03 pm

    Essa é uma época que eu gostaria de ter vivido. A música, a liberdade, a ideologia…
    Mas como nada é perfeito, o movimento hippie também trouxe alguns problemas. A diferença é que é facil falar de uma época que já passou. É mais fácil de analisarmos o que foi feito. Hoje falamos mal dos tempos atuais. Mas eu imagino como as próximas gerações verão as décadas de 1990 e 2000.
    Muito bom texto Raquel. Apesar de não ter vivido nessa época, dá um certo sentimento de nostalgia.
    Abraço.

  7. Raquel said, on 21/06/2007 at 11:09 pm

    Muito obrigada gente!

    Sinti-me lisonjeada pelos maravilhos elogios, o que só tem a fortalecer minha “brincadeira” de escrever…

    Amei a kombi, não pensaria em imagem melhor! Falando nisso, podem dar uma olhadinha lá no meu blog, postei o texto lá também…

    http://duskdawnashes.blogspot.com

  8. Raquel said, on 21/06/2007 at 11:10 pm

    Ooops! Só agora vi que tinha um clipe!

    Valeu! Gosto também de The Mamas & The Papas! 😉

  9. MMcM said, on 22/07/2007 at 12:03 am

    Realmente, não é fácil ver alguém dizer com o coração o que muitos historiadores não conseguiriam com seus saberes catedráticos…

    Texto Arte

    Inté

  10. Raquel said, on 22/07/2007 at 7:06 pm

    Ulálá!!! 😀

    Tô que tô agora!!!

    Foi o Oi Menino quem postou!?! 😉

  11. Marcelo said, on 22/05/2008 at 1:46 pm

    Ótimo texto mesmo. Acho que a cultura hippie é a que chega mais perto do jeito certo de viver, aos meus olhos.
    Bem que poderia ser uma tendência o lance que tu citou, de viver em harmonia, na natureza, deixando de lado o consumo louco, mas sem precisar morar em casas de pau no meio do mato, tenho uma aspiração bem mais utópica e radical que isso, mas já seria um bom passo.
    favoritada =D


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