Essa parada é muito gay!

Posted in Comportamento, Opinião by Colaborador on 26/06/2007

O assunto do momento na cidade de Itajaí não é a cotação do dólar, a inflação, o futebol do final de semana ou a politicagem. O grande bafafá neste início de inverno é a Primeira Parada do Orgulho Gay, que vai ser realizada no próximo dia 30 de junho nas terras peixeiras.

Um dia um grande sábio popular disse que não se discute religião, política e futebol. O guru esqueceu de adicionar a sexualidade à sua lista de restrições. Virou moda ser “diferente”. Valores antes prezados pela sociedade são agora deixados de lado. Tudo bem, afinal a evolução do mundo e dos pensamentos é inevitável (mesmo que essa evolução seja a meu ver negativa). Sempre virá alguém com aquela historinha de que estamos em 2007. O mundo já não é mais o mesmo. É não é mesmo!

Ser contra o EVENTO da Parada Gay se tornou um ato preconceituoso. Para piorar, a palavra homofobia virou moda e é utilizada a torto e a direito. Reforço que não sou contra a homossexualidade. Também não sou a favor. Apenas respeito. Se o sujeito gosta de engatar a marcha ré, ele que faça isso, contando que não me incomode.

Entretanto, o ato de organizar um evento desse tipo não passa de mais um reforço para o tão criticado preconceito. Para que movimentar a rotina das pessoas? Fazer barulho e festa para reforçar sua opção sexual? Pessoas que são contra o manifesto ou que trabalham nas proximidades do local de realização do ato, terão simplesmente que aturar o oba-oba.

Direitos iguais? Uma pinóia! Não saio por ai juntando os amigos, tumultuando ruas e gritando par quem quiser ouvir: Eu sou hetero!. Simplesmente sou. Simples assim. Aposto um braço com qualquer um de vocês que se eu organizar a Primeira Parada do Orgulho HETERO em Itajaí, vou ser criticado, taxado de preconceituoso e processado. Infelizmente é assim que funciona.

Termino dizendo que não me identifiquei por rações óbvias. Se eu fosse a favor do manifesto, não teria problema algum. Não correria nenhum risco de um homem ou uma mulher heterossexual me processarem. Entretanto, como sou contra o evento, não desejo receber nenhuma intimação judicial por um ponto de vista pessoal. E só pra reforçar: o texto não se refere à opção sexual das pessoas e sim a toda essa arruaça que está sendo organizada.

W.C.S.
Que dificilmente terá um comentário em forma de apoio

Confissão de um assassino

Posted in Literatura, Relato by Colaborador on 26/06/2007

 

Precisei criar coragem para escrever esse texto, que mais considero como uma confissão desavergonhada. A confissão de um assassino.

Sai do trabalho atrasado para tomar a condução rumo à Univali. Embarquei na moto apressado, já sabendo que teria de fazer o trajeto de sempre com a metade do tempo costumeiro. Caso contrário, perderia o ônibus num dia de prova de Fotojornalismo.

Capacete regulado. Viseira abaixada. Chave na ignição. Tudo Ok! Dei a partida, acelerei. Segunda marcha, acelerei. Terceira marcha, acelerei. Em poucos minutos já estava na ‘quarta’ e só o que fazia era acelerar. “Meu Deus! Se a polícia me pára…” Já fiz todos os testes de direção na auto-escola, mas a carteira de habilitação provisória ainda não chegou. Eu, um ilegal pilotando, apressada e irresponsavelmente, uma moto que só faz acelerar.

Foi ali que aconteceu. No mesmo lugar que, há uma semana, tomado pela mesma pressa, deixei cair meus óculos de sol. Na ocasião parei de súbito para tentar recolhe-lo, mas o que vi foi meu inseparável acessório ser esmagado por carros covardes, que não deram chance de que eu pudesse recupera-lo. Hoje, no mesmo local “fúnebre”, o covarde sou eu.

Parei no semáforo, na ânsia para vê-lo esverdear-se. Quando, enfim, estava livre minha passagem, novamente acelerei. Nem bem atingi os 70 por hora, fui surpreendido por um ser que cortou minha frente. Não pude frear, não pude reduzir, não pude desviar, sequer pude pensar. Levei um susto com a pancada. Mas estava com pressa, não podia parar para observar a vítima, apenas olhei ligeiramente para trás. Ele estava imóvel, jogado entre as lajotas da que encobrem a rua. Na certa outros motoristas desatentos vinham logo atrás de mim, e provavelmente acabaram o que comecei. Esmagaram-no, concretizando seu fim.

O que fiz? Continuei a andar velozmente. “Ufa!” Cheguei em tempo de pegar o ônibus. E só quando respirei aliviado é que parei para pensar no ocorrido. Foi ai que bateu o remorso. Nem ao menos o ajudei a sair do meio da pista, para quem sabe ter uma chance de sobrevivência. Sei que existem milhares de pessoas fazendo isso a toda hora. Mas, justo eu que sempre quis contrariar os outros. Sempre fiz questão de aflorar meu lado humanitário.

Negligente. Imprudente no trânsito. Irregular. “Meu Deus! Estou perdido”. (Mais uma vez me surpreendi num apelo a Deus) E, além de tudo, assassino. Graças à minha pressa, eu matei um indefeso passarinho. Ele voava, desfrutando da liberdade que poucos pássaros da região tem. Geralmente os pássaros estão enjaulados em uma gaiola, carregada no torto dedo tijucano, em exibição pelas ruas.

Enquanto abria suas asas com leveza, num suspiro entre um assovio e outro, foi surpreendido pelo fatal capacete azul. Ele [o passarinho] não teve sequer a chance de avistar seu assassino. Foi incapaz de saber se esbarrou em um foguete, em uma torre ou em um avião. Mas, não foi em nenhum deles. Foi no meu assassino capacete, que protegia minha cabeça de feições apressadas, que encobria minha mente cruel e impiedosa.

Cláudio Eduardo de Souza
Que vai alegar inocência em julgamento

Questão:

Posted in Internas by Colaborador on 26/06/2007

Será que o sexo entre amigos é uma questão tão complicada assim? Confira a discussão que ainda está rolando, desde 6 de junho, em Amigos, Amigos! Sexo à parte!