Sobre orgulho e ódio

Posted in Artigo, Opinião by William on 28/06/2007

Antes de escrever este texto, pensei muito no que seria colocado aqui, para evitar ser mal compreendido em qualquer trecho do mesmo. Primeiro lugar, não iria me manifestar sobre o assunto, já que tenho uma opinião muito formada e embasada sobre o “orgulho das minorias”, e sei que não estou disposto a abrir mão do meu ponto de vista, o qual construí nas mais sólidas bases da sociologia e da antropologia.

O que me levou a escrever sobre este assunto, foi o post publicado no dia 26/06, neste mesmo blog, onde um leitor não identificado escreveu um texto criticando a realização da primeira parada do orgulho GLBT de Itajaí, que acontece no dia 30/06. Em um texto carregado de chavões preconceituosos, e sem nenhum embasamento, o autor, que se intitula W.C.S. cospe sentenças preconceituosas e obtusas em relação ao evento.

Inicialmente, gostaria de caracterizar o que é orgulho GLBT:

“O orgulho gay é uma manifestação afirmatória dos gays ao redor do mundo, que visa combater o sentimento de vergonha sentido por muitos homossexuais e lésbicas, ou mesmo por grupos (geralmente de religiosos conservadores) que afirmam que tal comportamento sexual é vergonhoso”. (Fonte: Wikipédia)

Sem querer entrar em um embate ideológico do que é certo ou do que é errado, gostaria de combater, com argumentos sólidos, algumas afirmações que o caro W.C.S. fez em seu texto.

1) “Virou moda ser “diferente”. Valores antes prezados pela sociedade são agora deixados de lado. Tudo bem, afinal a evolução do mundo e dos pensamentos é inevitável (mesmo que essa evolução seja a meu ver negativa)”.

A homossexualidade não é uma moda. Ela é uma orientação sexual tão antiga quanto as outras, e nunca esteve ligada a decadência moral ou social. Vide o caso da Grécia Antiga, onde o sexo entre homens era praticado livremente, e era mais honrado do que o sexo com mulheres, pois era considerado divino. Ainda sobre a Grécia, a palavra lesbianismo surgiu em referencia a ilha de Lesbos, onde as mulheres estabeleciam relações maritais com outras mulheres, e apenas tinham relações com homens para reprodução. Hoje, os extremistas religiosos, os falsos moralistas, e outros grupos da sociedade pregam contra os gays, que na verdade, não causam nenhuma ameaça a estrutura da sociedade, que está sim rota, mas por responsabilidade dela mesma, que por coincidência é composta em sua maioria por heterossexuais.

2) “Ser contra o EVENTO da Parada Gay se tornou um ato preconceituoso. Para piorar, a palavra homofobia virou moda e é utilizada a torto e a direito. Reforço que não sou contra a homossexualidade. Também não sou a favor. Apenas respeito. Se o sujeito gosta de engatar a marcha ré, ele que faça isso, contando que não me incomode”.

A falta de respeito no emprego das palavras e expressões, como “marcha ré no quibe”, mostra o preconceito e a homofobia embutida no texto de W.C.S. A palavra homofobia virou moda, e é usada a torto e a direito, graças a pessoas como você, que continuam a disseminar a intolerância e a falta de respeito com a diversidade que há na sociedade. Se você não é contra, porque fez um texto criticando a parada? O que te incomoda tanto assim em pessoas quererem mostrar que, apesar do preconceito desumano que sofrem, são felizes como são, e tem orgulho dos seres humanos que são?

3) “Pessoas que são contra o manifesto ou que trabalham nas proximidades do local de realização do ato, terão simplesmente que aturar o oba-oba.”

E as pessoas que moram em próximas a um estádio de futebol? E as pessoas, que como eu, moram em Balneário Camboriú o ano inteiro, tem que agüentar o barulho infernal que os turistas fazem na porta de nossas casas? Pela liberdade de expressão dos outros, as vezes temos de fazer concessões.

4) “Direitos iguais? Uma pinóia! Não saio por ai juntando os amigos, tumultuando ruas e gritando par quem quiser ouvir: Eu sou hetero!. Simplesmente sou. Simples assim. Aposto um braço com qualquer um de vocês que se eu organizar a Primeira Parada do Orgulho HETERO em Itajaí, vou ser criticado, taxado de preconceituoso e processado. Infelizmente é assim que funciona.”

Você tem orgulho de ser heterossexual? Meus parabéns. E de ser branco você tem orgulho? Parabéns, novamente. A sua fala é contraditória e irresponsável, meu caro. Os negros TEM o direito de lutar e expressar publicamente o orgulho que sentem por sua cor de pele porque durante muito tempo eles não podiam ser negros. Eles eram apenas escravos, bichos que foram trazidos da África pelos SEUS antepassados brancos, heterossexuais, católicos e bastiões de moralidade. O mesmo serve para gays, e qualquer outra minoria marginalizada. Até 1985, ano em que nasci, o homossexualismo era considerado um distúrbio psicológico. Na Inglaterra, até 1905, a pederastia era considerada crime, e era punida com a morte. Em 2007, em dezenas de cidades no Brasil e no mundo, skinheads e outros grupos marginais, espancam, humilham e matam homossexuais, pelo simples prazer de acabar com uma pessoa “inferior”, segundo os agressores. Ante a isso, o que os gays tem de fazer? Se esconder atrás dos muros de casa, e perder o direito de ser quem eles são? Você ainda acha isso certo, W.C.S?

5) “Termino dizendo que não me identifiquei por rações óbvias. Se eu fosse a favor do manifesto, não teria problema algum. Não correria nenhum risco de um homem ou uma mulher heterossexual me processarem. Entretanto, como sou contra o evento, não desejo receber nenhuma intimação judicial por um ponto de vista pessoal. E só pra reforçar: o texto não se refere à opção sexual das pessoas e sim a toda essa arruaça que está sendo organizada.”

Bem, e eu termino dizendo que o seu direito de expressar sua opinião termina aonde começa o direito da pessoa ao seu lado. Você não seria processado pelo texto que escreveu, apesar do conteúdo extremamente preconceituoso e de mal gosto do mesmo. Apenas acho que tudo o que foi escrito por você, W.C.S, é vão, vazio de conteúdo e de significação. Usar o argumento “essa arruaça que está sendo organizada” ainda piora as coisas pra você. És contra o carnaval de rua? És contra o desfile de Corpus Cristhi? És contra a festa de ano novo na praia? Na parada gay de São Paulo, realizada neste ano, o centro da cidade registrou o menor número de ocorrências policiais de 2007, mesmo havendo milhões de pessoas nas ruas. Você acha que a parada do orgulho gay de Itajaí será uma arruaça? Esteja lá então, e confira com seus próprios olhos. Eu, se tiver tempo, estarei lá para prestigiar os promotores da festa. Se quiser me procurar, me chamo William De Lucca Martinez, e meu e-mail é deluccamartinez@gmail.com, porque eu não tenho medo de esconder minhas opções e opiniões ante ao mundo.

Gostaria que este meu texto tenha servido pra que você, caro W.C.S, entender a profundidade das coisas que disse, e repensase em tudo isso, pra que em uma próxima ocasião, eu, como editor deste blog, possa colocar orgulhoso um texto seu, sem disseminar a intolerância, com teu nome completo.

Por um Brasil e um mundo onde as pessoas possam ser felizes do jeito que são.

William De Lucca
Que não tem medo de falar sobre sexualidade ou qualquer outro “tabu”

42 Respostas

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  1. Raquel said, on 28/06/2007 at 9:56 pm

    Salva de palmas William!!!! Magnífico o seu post. Suas idéias foram claras, corretas e respeitosas.

    Realmente a Parada do Orgulho Gay está longe de ser uma arruaça. São pessoas muito alegres, eis o porquê o título GAY, que não têm vergonha de se identificar e ser identificadas.

    Tenho amigos homossexuais maravilhosos, muito mais fiéis que qualquer outro (a) amigo (a). São pessoas que merecem todo o meu respeito e minha admiração, pois os percalços foram inúmeros até se assumirem e serem realmente felizes.

    A liberdade de opinião é válida quando se tem embasamento para firmá-la. Sair por aí escrevendo algo não está com nada e só desmerece seu escritor.

    Identificar-se é o ideal de cada palavra proferida. É parte do ser que você é e, às vezes, almeja ser.

    Acredito que o presente espaço virtual é discreto, inclusivo, livre, democrático, familiar, amistoso e, o mais IMPORTANTE, um excelente meio de FORMAÇÃO DE OPINIÃO. Portanto, ao escrever, mostre-se, não tenha medo.

    É possível que você seja até crucificado, mas terá oportunidades mil de mostrar seu valor e sempre com embasamento e certeza daquilo que defende…

    Desculpa minha exaltação…😀

    Mais uma vez, PARABÉNS William!

  2. Anamélia** said, on 28/06/2007 at 11:11 pm

    é isso aí, viva a igualdade…
    Nada de preconceito,isso já caiu de moda faz muito tempo, maravilhoso Post, viva as diferenças!

  3. Gabriela Beckert said, on 28/06/2007 at 11:45 pm

    só uma coisa…
    “SEUS antepassados brancos, heterossexuais, católicos e bastiões de moralidade.”
    será que todos eles eram de fato heterossexuais?
    😉

  4. Rogério Kreidlow said, on 29/06/2007 at 12:05 am

    William, legal seu post. Mas ele me faz pensar bastante a respeito de preconceito, do tal do politicamente correto, etc. Nós somos feitos de preconceito, não há como escapar. E essa questão do vocabulário é complicadíssima (tanto que já querem considerar a palavra “negro” preconceituosa e substituí-la por “afro-descendente). Isso pode virar paranóia, sabe. É preconceito quando alguém diz que pagodeiros ou cantores sertanejos não prestam. Lidamos diretamente com preconceito quando rimos dos vídeos do YouTube que colocam pessoas no ridículo, de video-cassetadas, etc. A própria palavra “político”, hoje, e Congresso Nacional parecem sinônimos de “corrupção” – outro preconceito. Temos preconceito contra migrantes. O Sul contra o Nordeste, o Nordeste contra o Sul. Temos preconceito contra argentinos que vêm a nossas praias. Preconceito contra aparelhos comprados no Paraguai ou em camelôs. Preconceitos contra pessoas religiosas, de outras igrejas, contra ateus. Temos preconceitos contra ricos, contra pobres, contra pedreiros, operários, reitores de universidades, prefeitos. Aqui no próprio blog, quando discutiram, dias atrás, sobre o fato de mulheres inglesas preferirem chocolate a sexo, o preconceito se expressou de forma clara contra os ingleses. Por que colocam, ali nas postagens, fotos de atrizes pornográficas? Porque elas são bonitas? Porque alguém sonha em ser igual a elas? Não: é porque elas nos fazem rir, nos parecem ridículas, chocantes, artificiais, etc. etc. – ou seja, de novo o preconceito. Ou pornografia é algo natural para a maioria de nós? Convivemos com isso em casa, todos os dias. Temos preconceito se algum de nossos amigos vir estudar de saia, vestido de papai noel ou se ouvir trash metal. Temos preconceito se a pessoa é “CDF”. Estou sendo exaustivo, pra que reparemos como é complicada essa questão. Não dá de querer regular tudo, tornar tudo politicamente correto, porque nós somos feitos de preconceitos, de imagens, de padrões culturais. Até ser chamado de branco pode ser preconceito: quando alguém vai à praia e, entre pessoas morenas, vê alguém que não tomou sol, não tende a comentar: “Meu, que branco”. Se levarmos para esse lado, a coisa pode virar paranóia, sem contar que a própria língua perde seu colorido, seu sabor, seus cheiros e sonoridades – porque, de repente, a maioria das palavras não poderão ser usadas. Indo mais além e relativizando tudo: daqui há alguns anos as palavras gay ou afro-descendente podem parecer pejorativas. Se alguém disser: “Só podia ser um afro-descendente que cometeu um crime”, estará expressando preconceito de qualquer jeito. Palavras como “muçulmano”, “iraquiano”, “norte-americano”, “Bush”, “favela”, etc. nos são extremamente carregadas de preconceito…. Mas me estendi demais. A idéia era provocar esta reflexão. Abraços

  5. William said, on 29/06/2007 at 12:40 am

    Então Rogério,
    Minha fala, como deixei claro no inicio, não é em defesa dos homossexuais, e sim em defesa das minorias reprimidas e marginalizadas na sociedade ocidental moderna, assim como negros, umbandistas, gays, gordos, e várias outras.

    O problema de vocabulário depende muito de sua colocação. Dizer negro pode ter conotação diferente em frases e usos diferentes. Isso também serve para os outros exemplos que eu já usei neste texto.

    O preconceito moderado não é tão grave. Não gostar de uma situação é inerente ao ser humano. O problema é quando este preconceito se torna intolerância, e a pessoa passa a militar contra uma situação.

    certo?

  6. William said, on 29/06/2007 at 12:42 am

    Gabriela,

    É uma suposição embasada pelo fato de a maioria das pessoas serem heteressexuais. Haviam gays, mas como hoje, eram minoria.

    :}

  7. Mau said, on 29/06/2007 at 1:07 am

    Sem mais, concordo plenamente e com todas as palavras no que o William postou, minhas idéias estão totalmente de acordo.
    Melhor post😀

    Mas como disseram por ae, é inevitável o preconceito, às vezes, mesmo sem você perceber acaba cometendo, em um simples comentário. Mas cada vez mais, acredito, que isso vai diminuir, principalmente com relação aos homossexuais.

    Parabéns Will =D

  8. Slain Franco said, on 29/06/2007 at 1:11 am

    Eu não posso comentar muito sobre isso…pq ao mesmo tempo que concordo…discordo…

    Penso que os gays poderiam se organizar de uma maneira mais respeitável à sociedade, para obter o tão procurado respeito….

    Mas ao mesmo tempo….entendo o quanto eles pagam por ter uma opção sexual não comum aos olhos e conceitos de uma sociedade tão mesquinha…e muitas vezes hipócrita…

    Tem que existir sim as manifestações…..e todos tem que respeitar a opção de todos…..como diria Betina Botox “…me chamam de bichinha….mas quando eu vejo um casal hetero eu não chamo eles de ‘heterozinhos..heterozinhos…’..”

    rsrss,,,essa foi pra descontrair….

    Bjaum…

  9. Caio said, on 29/06/2007 at 1:13 am

    “Direitos iguais? Uma pinóia! Não saio por ai juntando os amigos, tumultuando ruas e gritando par quem quiser ouvir: Eu sou hetero!.”

    Acho engraçado:

    “Uma família de classe média do ABC paulista e seus amigos fizeram, na tarde deste domingo (17), a primeira “Parada do Orgulho Heterossexual” de São Paulo, na calçada do vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na av. Paulista.”

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u305080.shtml

  10. W.C.S. said, on 29/06/2007 at 2:33 am

    Voltei. Não pertenço à classe elitizada que freqüenta universidades bancadas pelos papais. Então só posso utilizar o computador de tempos em tempos. Aos que sentiram saudades, meus beijos e abraços.
    Mas vamos ao que de fato interessa.

    Meu caro homossexual William (meu xará). Acho que posso te chamar assim (juro que o tom não é pejorativo. As pessoas são o que são, não é?). Enumerei alguns itens importantes:

    1) Você tem orgulho de ser heterossexual? Meus parabéns. E de ser branco você tem orgulho? Parabéns, novamente.

    Não tenho orgulho de ser heterossexual. Por que diabos teria orgulho de ser normal? Não tenho orgulho de ser branco, uma vez que sou NEGRO e com muito orgulho. Preto, crioulo, zulu, negão, cabelo ruim… essas coisas entende? Não gostei de ser chamado de branco. Achei meio preconceituoso da sua parte. Faltou propriedade como você não cansa de dizer.

    2) E as pessoas, que como eu, moram em Balneário Camboriú o ano inteiro, tem que agüentar o barulho infernal que os turistas fazem na porta de nossas casas?

    Quer trocar de lugar comigo? Garanto que se você morasse onde eu moro, daria graças a Deus de ouvir barulho de turistas e não de outras coisas. Queria eu poder ser bancado pelo papai e pela mamãe e ficar na frente de um computador o dia todo. Queria mesmo.

    3) “O orgulho gay é uma manifestação afirmatória dos gays ao redor do mundo, que visa combater o sentimento de vergonha sentido por muitos homossexuais e lésbicas, ou mesmo por grupos (geralmente de religiosos conservadores) que afirmam que tal comportamento sexual é vergonhoso”. (Fonte: Wikipédia)

    Somente um comentário: Bela fonte!!!!!!!

    4) A palavra homofobia virou moda, e é usada a torto e a direito, graças a pessoas como você, que continuam a disseminar a intolerância e a falta de respeito com a diversidade que há na sociedade.

    Você vem falar que eu estou disseminando a intolerância?

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

    Com a sua ajuda, peguei seu nome e dei uma olhada no orkut (uma grande ferramenta de pesquisa nos dias atuais).

    Descobri a seguinte comunidade:

    Eu era gay e Jesus me salvou!!

    Description: Uma comunidade séria que acolhe aqueles que já se salvaram e aqueles que estão tentando. Deixe seu relato para que outros que passam hoje o que você passou, reunam forças e busquem a verdade no Senhor. Salvem nosso mestre Bento XVI!

    HAHAHAHAHAHAHA. Tá de palhaçada né? Você vem aqui, defende a sua causa, fala de orgulho, fala que isso não é doença (e de fato não é), fala em estudos e pesquisas (as quais simplesmente citou) e está numa comunidade por que foi ou quer ser salvo do fato de ser gay?

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Rolei de rir com isso. Rolei mesmo. Seu recalcado!!!

    Poderia também destacar a comunidade

    Tesão por religiosos

    Description: Se você tem arrepios e tem fantasias eróticas com penitências, se não pode ver um padre e sente vontade de arrancar a batina dele no altar ou se você morre de tesão por aquela freiras vestidas de urubu esse é seu lugar.
    [Pra quem é fã de Eça de Queirós e Pássaros Feridos também!]
    Segura na mão de Deus e vai!

    Que isso irmão? Tudo bem. Todo mundo pode ter a fantasia sexual que quiser (eu mesmo adoraria estar no lugar daquele sujeito que mandou ver na Daniela Cicarelli na praia). Mas daí a colocar membros da igreja no meio das suas perversões? Que isso! Se oriente!

    E tem ainda a Héteros me Irritam!!!

    Description: Se vc não suporta aquela rodinha de heteros que só sabem falar de mulher e futebol e que basta uma mulher ter mais de 1,20m e pelo menos 2 dentes na boca pra ser chamada de gostosa…
    Se vc não aguenta lugares com heteros pulando igual macaco ou patricinhas fazendo aquelas dancinhas sincronizadas, tudo ao som de um tunts tunts qualquer, de um DJ qualquer, de alguma rádio FM qualquer…
    Se vc não suporta aquelas piadinhas idiotas, babacas e preconceituosas…

    Você disse que eu seu sou contra a parada, não preciso fazer um comentário. Digo o mesmo pra você. Se os héteros te irritam tanto assim, não precisa entrar numa comunidade pra mostrar a irritação pra todo mundo.

    Acho que é isso. É fácil dar lição de moral, ser o bom moço e falar bastante coisa. Difícil é perceber os pequenos detalhes. Eu sou contra a parada gay e você a favor. Por isso ou preconceituoso. Eu gosto de ouvir Funk e dançar até o chão. Logo, quem não gosta é preconceituoso. As proporções variam de acordo com a cabeça de cada um. Por isso achei muito interessante o comentário do Rogério e também o do Slain. Ao Caio, o que tenho a dizer é: boa notícia! Alguém acordou, já estava na hora! Vou agora mesmo começar a guardar dinheiro pra participar no ano que vem.

    Agradeço a pessoal do blog que respondeu meu e-mail elogiando o texto e me propondo mais participações no anonimato. Pelo visto o pessoal não gostou muito, então encerro minha participação por aqui. Mesmo por que não tenho tempo nem dinheiro para ajudar o pessoal.

    W.C.S.
    Que achou legal brincar por aqui, mas que não tem argumentos para combater as idéias dos pseudo-intelectuais de plantão.

  11. Pega no meu Blog said, on 29/06/2007 at 3:26 am

    Vamos a réplica.

    1. Em nenhum momento eu me disse homossexual. Se sou ou não, isso não lhe diz respeito. Ponto.

    2. “Não pertenço à classe elitizada que freqüenta universidades bancadas pelos papais.”

    Você é craque em generalizações. Eu pago minha faculdade e minha mãe trabalha como balconista em loja, e só eu sei o quanto eu sofro por fazer faculdade.

    3. “Não gostei de ser chamado de branco. Achei meio preconceituoso da sua parte. Faltou propriedade como você não cansa de dizer.”

    Não lhe conheço, e deduzi que voce era branco. Mas não tenho como saber se isso é verdade ou não, já que por motivos desconhecidos, ainda continuas sem se identificar. Se realmente fores negro, a coisa se torna ainda mais inadimissivel para a sua pessoa. Uma pessoa que tem a cor de pele que voce tem, tem de ter orgulho da raça forte dos negros, que assim, como gays, carecas, gordos, judeus, são humanos!

    4. “Queria eu poder ser bancado pelo papai e pela mamãe e ficar na frente de um computador o dia todo. Queria mesmo.”

    Novamente, generalizando, e falando das coisas sem saber.

    5. “Somente um comentário: Bela fonte!!!!!!!”

    tenho centenas de outras fontes. Assim que vc sair de trás da tela do computador, e quiser conversar amistosamente sobre o assunto, levo uma ampla bibliografia sobre o tema.

    6. “Tá de palhaçada né? Você vem aqui, defende a sua causa, fala de orgulho, fala que isso não é doença (e de fato não é), fala em estudos e pesquisas (as quais simplesmente citou) e está numa comunidade por que foi ou quer ser salvo do fato de ser gay?”

    Você leu a comunidade? É uma satira. Ah, esquece, voce nao saberia o que é uma satira.

    7. “Eu gosto de ouvir Funk e dançar até o chão. Logo, quem não gosta é preconceituoso.”

    Não. Não gostar não significa ser contra. Significa não se identificar com o tema. Ninguem pede pra voce ir na parada gay. Apenas que respeite o direito dos outros de promoverem o evento.

    8. “Agradeço a pessoal do blog que respondeu meu e-mail elogiando o texto e me propondo mais participações no anonimato.”

    Eu como editor do site, veto a participação anononima de qualquer espécie. O seu texto foi para o ar sem meu conhecimento. Se você quiser mandar textos, é muito bem vindo. Mas por favor, nos informe seu nome, pois dizer um palavrório vazio e sem conteúdo, com uma mascara no rosto é bem facil.

    9. “Que achou legal brincar por aqui, mas que não tem argumentos para combater as idéias dos pseudo-intelectuais de plantão”

    Você é negro? É pobre? Existem bibliotecas publicas, universidades públicas, sebos que vendem livros com preços módicos. Voce pode se tornar um intelectual, de verdade, não como eu, um “pseudo”, mas um de verdade, e participar de discussões de verdade, com argumentos de verdade. Enquanto isso, eu espero você aqui, pra uma conversa de verdade.

    Quanto você for homem que nem eu, e expor suas opiniões de maneira honrada, volto a conversar com você.

    William De Lucca
    Que não tem vergonha de ser o que é, e que estuda cada vez mais pra responder comentários vazios de significancia com embasamento sólido e um coração que sonha em um mundo de igualdade.

  12. Pega no meu Blog said, on 29/06/2007 at 3:33 am

    Esqueci de um detalhe:

    Sobre o Orkut, isso sim é que é uma boa ferramenta de pesquisa, e não a Wikipédia, não é, W.C.S.?

    Deu-se ao trabalho de ir ao meu perfil, e vasculhas minhas comunidades?
    Muito engenhoso da sua parte.

    Agora, não tente criar um perfil psicológico de uma pessoa, com base em suas comunidades no Orkut, já que diversas comunidades que eu estou, eu estou pelo conteúdo satírico. Orkut não é vida real.

    Mas o convite para um debate pessoalmente, ainda está de pé.
    Mesmo sabendo que você não tem hombridade para aceitar um convite destes.

    sem mais.

    William De Lucca

  13. W.C.S. said, on 29/06/2007 at 3:41 am

    Acho que você já percebeu que meu nome é William. O sobrenome é Camilo Santana. Vai querer o que agora? RG, CPF ou tamanho da ferramenta?

    W.C.S.

  14. Pega no meu Blog said, on 29/06/2007 at 3:47 am

    Não.
    Apenas o nome já é suficiente.

    Se quiser mandar textos, é sempre bem vindo.

    sem mais

    William De Lucca

  15. Jeffeh said, on 29/06/2007 at 4:07 am

    Caro W.C.S.!

    Muitos pontos ótimos já foram postos aqui, discussões já fora travadas e respostas já foram dadas. Mas acredito que algumas coisas ainda não foram ditas.
    Você, como heterossexual, quando se apaixona, pode facilmente se casar, ter filhos, viver de forma usual. Todos esses fatores já lhe são dados como direito desde o seu nascimento. Mas quando se fala de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, tudo isso é uma grande guerra. Nossos direitos básicos são negado. Casamento, adoção, compartilhamento de bens. O Maximo que nos é concedido é um simples contrato de cunho quase empresarial. Podemos ter preferências sexuais diferentes, mas isso não significa que não amamos, ou que nossos corações batem de forma diferente da sua. Queremos ser reconhecidos como cidadãos, e acabar com o falso moralismo existente. A parada é a nossa forma de deixar bem claro, que como minoria, nós não vamos nos render a idéia de que somos inferiores. Não é a primeira vez que uma revolução acontece. Não é a primeira vez que ela foi criticada. E não será a ultima, com certeza. Então, peço que, como ser humano respeite o meu direito de reivindicar pelo que acho correto. Caso isso lhe incomode, vá para o outro lado da cidade. Acredite em mim, nós não o seguiremos. A Parada não é, de forma alguma, uma afronta proposital quanto a ninguém. Posso não ter o direito de uma união civil, mas sei que tenho o direito de ser respeitado. E isso é tudo o que peço.

    Jefferson Jacques Harbs
    Homossexual!

  16. EverTon said, on 29/06/2007 at 4:10 am

    qual ferramenta? martelo, chave de fenda?
    ¬¬
    francamente…

  17. Rodrigo said, on 29/06/2007 at 1:21 pm

    Caro W.C.S.! Parabéns por se identificar, não foi tão difícil assim, né?
    Willian, gostei do texto. No entento, acho que os erros cometidos no passado não devem ser usados para justificar os atos cometidos no presente. Mas não vou me estender nesse assunto.
    Slain, ás vezes as pessoas só são ouvidas quando fazem barulho, principalmente quando se trata de minorias.
    Rogério, realmente todos nós cometos atos de preconceito ás vezes. Mas não é por isso que temos que aceitar ou achar isso natural. O importante é reconher os erros e procurar corrigir, mudar sempre que possível.

    Abraço!

  18. Felipe said, on 29/06/2007 at 1:21 pm

    O nosso amigo W.C.S. disse ser contra a parada gay. ok, opinião dele. Mas achei os o texto dele baseado muito em esteriótipos.

    Não é porque existem gays arruaceiros, ou escandalosos, que todos são. Se fosse assim, poderíamos dizer então que todos os negros são ladrões? Acredito que não.

    Mas a pior questão do texto é a parte em que ele diz que se fizesse uma parada do orgulho hétero estaria sendo preconceituoso. Eu não acho que vc estaria sendo preconceituoso não! Faça a sua parada do orgulho hétero, mas primeiro pense muito bem no que você quer reivindicar. Pois além do “Oba-Oba” a Parada Gay também serve para reivindicar os direitos HUMANOS que estão na constituição, e que para homossexuais não existe de verdade. Pelo menos esse tipo de movimento tem uma ideologia, uma razão de ser. É por um motivo óbvio que ela existe, é para dizer “Olhe, nós existimos também, nós votamos também, nós trabalhamos, estudamos, PAGAMOS a nossa própria faculdade, e a única coisa que queremos é um pouco de DIGNIDADE, poder viver a nossa vida em paz.” A Parada Gay é muito mais um movimento Social do que Sexual. é para acabar com pensamentos intolerantes que ela existe. Quando uma coisa começa a ser tratada como “normal” o preconceito diminui.

    Enfim, é isso. Já me estendi demais, e como não sou nenhum filhinho de papai que não trabalha e ganha a faculdade de graça, tenho que voltar a trabalhar.

    Felipe da Costa

  19. Gabriela Beckert said, on 29/06/2007 at 1:24 pm

    que mania o pessoal tem de se fazer de pobre e enriquecer os outros,
    se eu fosse rica estaria viajando pela Europa.

    Acho que poucos aqui são ricos, esse negócio de ficar generalizando pra cá e pra lá é chato.

    Enfim, amanhã é o dia D. Só não vou lá pois não tenho dinheiro pra pagar o ônibus.
    hehe.

  20. Felipe said, on 29/06/2007 at 1:35 pm

    Concordo Gabi! Eu também gostaria de viajar pela Europa!

  21. William said, on 29/06/2007 at 1:38 pm

    Rodrigo,

    Os erros do passado não justificam novos erros, mas justificam atitudes que podem ser tomadas hoje para corrigir os que foram cometidos anteriormente.

    Entende?

  22. Rodrigo said, on 29/06/2007 at 1:45 pm

    Willian,

    Entendo sim. “Devemos aprender com erros cometidos, né?”
    Mas quando eu disse isso, não me referi as atidutes que são tomadas para corrigir os erros. Com essas atitudes eu concordo. O que eu não concordo é quando alguém toma uma atitude errada e diz que a cometeu porque “os meus antepassados sofreram, porque tal grupo foi o opressor, etc.”

    Entende?

  23. William said, on 29/06/2007 at 1:48 pm

    Ah, claro.
    mas você não acha que nós, cujos antepassados causaram este sofrimento aos outros povos, temos um pouco de responsabilidade, e principalmente, o dever de, além de nao repetir os erros, e fazer alguma coisa para repara-los?

    Nem que seja, respeitando a afirmação racial/sexual/religiosa destes povos?

  24. Carlos said, on 29/06/2007 at 1:52 pm

    Olá amigos!!!!! Lembrando que quando foi criado este blog, aos quais já parabenizei, foi muito bem colocado que seria para postar aqui nossos pensamentos. Bem muito bom os textos acima, estão de parabéns, mas voltando ao escrito acima, notamos que todos não temos preconceitos, não temos nenhum tipo de contrariedade a nada,mas analisem os textos e veja se não existe preconceito e também um autoprecoceito e ao mesmo tempo tiramaos o corpo desse assunto ou estou enganado????? Releiam os texto todos estamos sendo preconceituosos, mas fico feliz que todos somos livres para falar o que queremos certo?? Vejam bem… Filhinhos de papai que pagam a faculdade, bom feliz de quem pode e se podem é porque os pais trabalham ou trabalharam para isso certo, ao invés de chamar de filhinhos de papai como ofensa porque não dar os parabéns para os pais que pagam essa faculdade, porque ao invés de chamarmos de branco e negros ou outros sinonimos que foram usados, como fazemos muitas vezes, não usamos essa criatividade para aumentar nosso conhecimento, e quanto a ter ou não dinheiro , faculdade paga pelos pais ou pelo próprio trabalho ou ainda não ter dinheiro para faculdade, isso não desculpa como vemos muitas vezes na imprensa pessoas que conseguem com muito esforço claro porque se fircaros sentados ninguém vem te pegar pelo o braço e oferecer um trabalho ou mesmo estudo, mas é o que muitas vezes fazemos esperamos cair do céu. Bom amigos eu sei que quado falamos de preconceito nunca soms preconceituosos, não somos religiosos somos ateus, mas pensem bem o que escrevemos se não existe precoceito em todas as palavra. Abraços e até mais

  25. Rodrigo said, on 29/06/2007 at 1:53 pm

    Acho que nós temos o deverde corrigi-los sim. Mas não acho que temos responsabilidade pelos erros cometidos por outros. Não sou responsável, por exemplo, pelos erros cometidos pelo meu pai, que é meu antepassado direto. Mas podendo fazer algo para repara-los, é claro que vou fazer.

    Respeitando a afirmação racial/sexual/religiosa destes povos.

  26. pandini said, on 29/06/2007 at 1:58 pm

    O feedback causa mais impacto que uma parada gay. Só tenho uma opnião: todo mundo é livre para fazer o que quiser, desde que não atrapalhem a vida das pessoas alheias.
    Não vejo como uma parada gay pode atrapalhar a vida de outras pessoas. Tenho amigos gays e sei o quanto é foda a vida social deles. O jeffeh, por exemplo, que comentou ali encima, conseguiu só se assumir depois de ter visto um seriado onde mostrava um cara de uns 40 anos que ainda escondia da mãe que era gay. Foi quando ele resolveu assumir para tudo e que se foda o resto. Concordo com ele. A orientação dele, cabe apenas a ele. O difícil é essa sociedade que não quer aceitar os “estranhos”. Os excluídos do livro sagrado.
    Sabe de uma coisa, não vejo o porquê dessa discussão. Se você é hetero e está confiante disso, o que uma parada gay vai atrapalhar em sua vida? Se você é gay, e está certo disso, mas não tem tanta coragem para assumir, o que uma parada gay vai mudar em sua vida?
    Tenho certeza que as respostas para essas perguntas são coontrárias uma a outra. Nessa última pergunta, é onde eu vejo a importância da parada para os excluídos, como diria o Willian.

  27. Breno Oliveira said, on 29/06/2007 at 3:04 pm

    Esse lance de corrigir os erros é meio complicado. Compartilho a opinião do Rodrigo – em partes. Como saber a hora de parar com a correção? (a resposta que será dada é a seguinte: quando as ‘classes’ se equivalerem). Mas acho isso mais complexo do que parece e o discurso mais bonito do que a prática.

    Não entendi algumas partes do texto do Carlos… =/

    Sobre o que o pandini falou: “Se você é gay, e está certo disso, mas não tem tanta coragem para assumir, o que uma parada gay vai mudar em sua vida?”. Se você é gay e não tem coragem de assumir, está sendo preconceituoso com você mesmo. A sociedade vai te criticar? Vai. Mas enquanto você se esconder no armário a força do movimento continua sendo – de certa forma – pequena.

    A palavra minoria também é relativa. Os gays são minoria (teoricamente…). Mas tem o apoio da maioria da população – pelo menos é isso que vemos aqui no blog.

    Resumindo, eu acho que o Brasil não ganha a Copa América…

  28. Felipe said, on 29/06/2007 at 3:12 pm

    Breno, o que vai mudar a parada gay?
    Em curto prazo nada. Agora em longo prazo sim. Por que os homossexuais demoram tanto para realmente adimitir que são gays? Pelo simples fato da sociedade não aceitar esta “anormalidade”. É medo, simplesmente medo. Medo de ser rotulado. Imagine um gay procurando emprego, “aaah, aquele gay ali está querendo emprego”.
    Como eu já disse, a parada gay é para “normalizar” a situação (não sei se ficou claro). Os gays existem, são humanos, estudam, trabalham, pagam as contas, igual a todo mundo. A partir do momento que ser gay for “normal”, assim como ser negro ou branco, aí sim veremos a mudança causada por este movimento.

  29. William said, on 29/06/2007 at 4:54 pm

    Breno,

    “Os gays são minoria (teoricamente…)”

    Não é teoria, é observação. Segundo dados da OMS, orgão da ONU, 10% da população mundial é gay ou bissexual. Sim, os gays são a esmagadora minoria.

    “Mas tem o apoio da maioria da população – pelo menos é isso que vemos aqui no blog.”

    Odeio encher o saco com dados, mas as vezes, eles se fazem necessários. Apenas 1% da população mundial tem acesso a internet. E apenas 0,5% da população mundial ingressa no ensino superior. No Brasil, estes números são um pouco mais animadores, mas mesmo assim, as pessoas que RESPEITAM a diversidade ainda são poucas.

    Nós, universitários, teoricamente, somos mais instruidos do que a maioria da população, e por isso, o respeito acaba sendo um pouco maior.

    Ps. Se bem que estar em uma universidade não muda muita coisa. Semana passada quatro universitarios de classe média-alta espancaram uma mulher e roubaram seus pertences porque pensaram que ela era uma prostituta.

  30. Breno said, on 29/06/2007 at 5:37 pm

    Felipe… Acho que você não entendeu que eu disse…

    Se o movimento visa reivindicar a normalidade, por que não assumir que é gay mostrando que VOCÊ (não você Felipe, e sim o gay em questão) acha isso normal. Acho que ficou bem claro quando eu disse “A sociedade vai te criticar? Vai.”.
    Mas se o pensamento for esse, fica realmente complicado.
    Imagine a situação hipotética de uma empresa que tem 10 funcionários e todos com o mesmo tempo de trabalho na instituição.
    5 heteros (assumidos) e 5 gays (não assumidos).

    Se em dado momento um dos gays resolver assumir, certamente terá problemas. Agora, se os cinco abrirem o jogo dizendo sua opção sexual (que segundo o will é errado dizer), o cenário será diferente.

    O que acontece que é temos um número considerável de pessoas que não expõem sua sexualidade. O ‘um’ é sempre mais fraco que o ‘cinco’ – numericamente falando. Enquanto o ‘cinco’ se maquiar de ‘zero’, não adiante fazer movimento, parada, carnaval, festa, congregação e o que for. A minoria vai continuar sendo vista como minoria e a situação continua não sendo ‘normalizada’. Até entendo que o movimento visa também fazer com que esses gays apareçam. Que percebam que muitas pessoas estão nas ruas e que ele pode fazer parte disto. Mas acho mais complicado você dar a cara à tapa em público, num movimento como esse. Por isso tiro o meu chapéu pra quem é gay assumido, que fala isso abertamente sem medo de ser feliz e que vai no movimento (mesmo eu sendo contra a parada). Acho a atitude de não se reprimir (lembrei da música do Menudos…) é mais válida do que esconder o que você de fato é (mesmo sabendo que isso vai trazer problemas e blábláblá…).

    Eu já trabalhei e convivi diariamente com dois gays e duas lésbicas (todos assumidos). Uma das meninas lésbicas se tornou uma grande amiga. Depois de muito tempo ela veio conversar comigo, dizer que era lésbica (sabia por terceiros). Isso não mudou em nada. Muito pelo contrário. Continuamos amigos e hoje, infelizmente, não trabalhamos mais juntos. Ainda assim, volta e meia ela aparece para dar um oi.
    Com os gays, tive problemas que foram sanados. Recebi cantada dos dois e fui enfático em dizer que não gostei. Pedi que parasse por ali, para evitarmos problemas. Ambos entenderam e respeitaram minha posição e o assunto morreu ali.
    Acho que essa experiência de ser abordado por uma pessoa do sexo oposto é valida (principalmente para as mulheres). Imagina aquela gata chegando em você na festa e falando. “E ai… to de olho em você a festa inteira. Te achei o máximo…”. É desconcertante…

    O Caio postou um link da Folha e me lembrei de outra coisa, que não está diretamente relacionada com a discussão atual feita no blog, mas que acho válido comentar. Minha nobre e humilde opinião – que antes que me perguntem não tem fundamento científico – é de que a verdadeira razão da Parada Gay de São Paulo já foi deixada de lado, não pelos participantes diretamente interessados e sim pelas demais pessoas.
    Muitos amigos de São Paulo foram na parada por um motivo bem simples. “Fazer festa, encher a cara e pegar a mulherada!”
    Sabe datas como a Páscoa e o Natal? Aquela história de que ninguém lembra mais do real motivo da comemoração e blábláblá…
    O mesmo vale para a parada paulista. O governo está pouco importando para o motivo principal, uma vez que enxerga no movimento algo muito rentável. É uma outra discussão que podemos fazer.

    Mas é isso…

    ps: Will entrou num assunto importante que ninguém abordou… o do espancamento. Muita coisa ficou em segundo plano com a discussão. O maior exemplo disso é o comentário da namorada do Sal no post das atrizes. hehehe

  31. Slain Franco said, on 29/06/2007 at 5:50 pm

    Slain é menina tá???????

    ahuahuahuahuhauhauha

    Bjus

  32. Felipe said, on 29/06/2007 at 6:03 pm

    AAAh, desculpe Breno, Não tinha entendido da primeira vez.
    Relendo o que vc escreveu acima percebi que faz todo sentido.

  33. Pega no meu Blog said, on 29/06/2007 at 6:29 pm

    Breno,
    eu digo o que eu constato, entende?

    pergunte a QUALQUER gay do mundo,
    se, nascendo em um mundo predominantemente heteressuxual E preconceituoso,
    eles são gays por OPÇÃO.

    Opção remete a escolha.
    Você escolhe gostar de mulheres, Breno?
    Não né, é algo natural.
    Assim é para os gays,
    a ORIENTAÇÂO sexual deles os leva a gostar de pessoas do mesmo sexo.

    É uma questão de nomenclatura correta, apenas.

    :}

  34. Pega no meu Blog said, on 29/06/2007 at 6:29 pm

    Ah, e o post foi meu, do William.
    SAIhudUIOASDHuioASHUDIOasd

    :]~

  35. Raquel said, on 29/06/2007 at 8:34 pm

    Vamos mudar o tópico?!

    Já virou “briga”, insulto, gerou mais pré-conceito e não estamos chegando a lugar algum.

    A única coisa que chegará é a 1ª Parada do Orgulho Gay de Itajaí, e chegou tarde… Que todos consigam o que almejam e sejam mais felizes.

    Quem quiser ir vá e tenha histórias de vida maravilhosas para contar. Quem não quiser ir não vá, mas deixará de ver as relações humanas com um novo olhar (que pena!).

    Moro na Capital do País, e sei o quanto é difícil depender dos pais para viver porquê o desemprego está aumentando, bem mais do que é divulgado. Ainda bem que tenho pais para me sustentarem, caso contrário seria uma sem lar.

    Não sou pseudo-qualquer coisa, mesmo porquê ralo para aprender, para ficar informada, para ter conhecimento.

    Rica?! Sou sim, o conhecimento é meu maior tesouro.

    Fico entristecida com os comentários que tenho lido… Não é por acaso que abastardos no Rio de Janeiro espancaram uma moça pois pensaram que ela era prostituta… Qual a diferença? Ela deixou de ser humana?! Não! Não foi por acaso que atearam fogo em um índio, aqui mesmo na Capital. O que aconteceu com os bonitões?! Mordominas na prisão, até saiam para trabalhar e ir à faculdade (teoricamente, é claro). Não foi por acaso que mataram moradores de rua em São Paulo e alguns Skinheads espancaram homossexuais…

    Reflexão!! Muita reflexão! Quem sabem com ela chegaremos ao limite de respeito para se viver em sociedade e com dignidade?!

    Não irei, de fato, tocar mais no assunto. Aguardo novos posts bacanas, para rir, brincar, fingir de brava…

    Paz e Amor! Viva a sociedade alternativa! A permacultura! Os hippies! Os de bem!!!…😀

  36. Leonardo Souza said, on 30/06/2007 at 6:39 am

    Eis um assunto que sempre acaba assim, em aberto, com cada um com a sua opinião.
    Bom, eu sou de Itajaí, mas to morando em Sydney.
    Não tenho certeza pq nao pesquisei, mas ouvi falar que aqui é a segunda capital mundial dos homossexuais.
    Eu não sei se esse é o motivo, mas aqui é comum ver gays andando pela rua, de mãos dadas, coisa que nunca tinha visto antes. Tem uma avenida bem famosa, onde cada poste tem essa bandeira colorida, estampando o orgulho gay.
    Sei lá, na maioria dos lugares as pessoas tem que viver com essa opção “escondida”. Minutos atrás eu tava lendo uma reportagem sobre o ator da série Prison Break (que eu nem sabia que o cara é homessexual), dizendo que ele tá evitando participar de entrevistas sobre a série, pq sempre perguntam sobre a sua opção sexual, e ele ainda não “divulgou” ao público que é gay.
    Eu sou da seguinte opinião: nao tenho nada contra, desde que não me incomode.
    De qualquer forma, discutir sobre isso não vai levar a nada, cada um tem o seu pensamento e não é lendo o que os outros falam que vai mudar.🙂

  37. Pega no meu Blog said, on 30/06/2007 at 1:10 pm

    Leonardo,

    Obrigado pela participação da terra dos cangurus! Eu como editor do blog me sinto honrado. :]

    Bem, vamos ao texto.

    “nao tenho nada contra, desde que não me incomode”.

    E, o que poderia te incomodar?
    Que situação incomodaria você?

    E, tenho que novamente discordar de você. Ler ajuda muito sim, é uma das formas de tentar conscientizar as pessoas da importância de aceitar a diversidade sexual. Isto, somado a parada, e a diversos outras ações, como a própria parada, são muito importantes.

    ;]

  38. romeuuu said, on 30/06/2007 at 2:06 pm

    Eu acho que vai ser o dia do preconceito. Isso sim. Todo mundo vai sair na rua, alegres dentro de uma causa. Enquanto em volta todo mundo torce o nariz com um sorriso no rosto. O pessoal aqui ta atrasado pra tanta informação. Trabalho em um meio que 90% das pessoas são gays e 10% são heteros. Pago um preço muito alto por fazer parte desses 10% e morar aqui. Mas enfim, faço oque gosto e não me incomodo (nem me arrependo) em conviver com meus amigos gays. Até por que, prefiro muito mais ter um chefe gay do que um hetero, que se faz de autoritario e quer mandar em tudo – muitas vezes desrespeitando o próximo pra firmar sua masculinidade. No meu caso, tenho mais liberdade em conversar com ele e dar sugestões e tudo mais. Quando eu comecei, achava que eu ia ficar chocado se eu fosse em alguma festa e visse dois homens se beijando. Tive a oportunidade de ir em uma, ninguem me “incomodou”, até vi dois caras se beijando e foi normal. Me diverti mais do que se tivesse ido a uma festa dita como hetero. Pena, que essa liberdade é em SP.

    Mas aqui, é diferente. O povo mesmo, não ta preparado pra isso e não tem informação. No papel esses conceitos, numeros e tudo mais são muito bonitos. Mas na pratica, meu caro. É meio que complicado. Espero que a parada sirva pra alguma coisa, mesmo. E não vire motivo de piadas e deboches no outro dia.

    Acho que aceitar os gays é uma questão de tempo. Fazer uma parada, pode ser enfiar coisas a força e com pressa. Não vou negar que quando comecei a trabalhar com eles, eu não tivesse um pouco de receio. Com o tempo e o convivio eu vi que são normais. Então, acho que eles tem que sair a rua, viver e curtir – beijar, sair de mãos dadas e oque mais precisar. Com o tempo, isso vai se tornar natural pro povo…

    Essa é minha opinião.

  39. Leonardo Souza said, on 30/06/2007 at 11:00 pm

    Quando eu disse que não gostaria de ser “incomodado” é o seguinte, eu não ia gostar de tá numa balada e um cara chegar se engraçando pra cima de mim entende? Como falei, não tenho nada contra, e até tenho amigos que são gays, e os trato como trato qualquer outra pessoa.
    Realmente, ler é importante, e até mesmo ver e participar de ações como a parada, ou conviver com essa situação como é em Sydney são coisas boa para conscientizar.
    Mas geralmente quando vc tem uma opinião formada, é difícil mudar assim.

  40. Lucca said, on 01/07/2007 at 3:22 am

    É bom ver este tipo de manifestação sobre um assunto de tamanha importância.
    Parabéns até ao causador do texto, o Sr. Camilo Saldanha.
    Sem mais, porque acho que tudo já foi devidamente dito e explicado, só tenho a agradecer por haver vida inteligente que sabe expressar opiniões! Parabéns Will!

    Rodrigo Lucca.

  41. helena said, on 01/07/2007 at 9:34 pm

    Meeeeeeeeeeeeooooo santo amado!
    uns diazinhos sem passar por aqui e olha td que eu perco!!!!
    ahahhahahhahahha

    bom, ja dei minha singela opiniao no outro texto, e repito: isso eh como discutir o sexo dos anjos!!! so da confusao e ainda temos que ler barbaridades como a do senhor wilian sei la das quantas: “Não tenho orgulho de ser heterossexual. Por que diabos teria orgulho de ser normal?”
    ahhh faça o favor neh meu querdinhoooo!!!!!
    e tu ja sabe minha opiniao!!
    seja machinho de verdade e de a cara a tapa! wilian bla bla bla nao convenceu!! nao queremos um nome qlqr😉

    Helena Schroder
    que ja beijou meninos e meninas e nunca deixou de ser normal!

  42. Saulo Navarro said, on 28/12/2010 at 9:49 pm

    Estive na prática da homossexualidade, acreditei ter nascido assim quando vi meu desejo sexual e meus sentimentos voltados á pessoas do mesmo sexo. O último relacionamento que tive durou 5 anos e até foi cogitada a hipótese de uma amiga lésbia engravidar de um de nós para sermos pais…No ano de 2000 deixei para trás este relacionamento e tudo e todos que me ligavam ao meio gay. As frustrações da vida gay me levaram ao fundo do poço emocional. tudo lá era muito inconstante. Hoje, após ter entrado num processo de bsuca ao meu verdadeiro ser, homem heterossexual que sou, percebo as raízes emocionais que me aprisionaram na homossexualidade. Quando passei a tratar (não a homossexualidade) mas sim os abusos que sofri durante infãncia e adolescência a minha sexualidade foi tomando o sentido verdadeiro. O desconforto de me relacionar com o sexo oposto foi vencido a cada passo da caminhada na busca de um sentido de vida. Quando olho para trás eu vejo que as raízes que me fizeram pensar ter nascido gay foram tratadas na sua profundidade. Para você que se diz gay, ou sofre com estes desejos pelo mesmo sexo eu deixo uma palavra: a homossexualidade não é o problema central, mas sim todas as raízes/marcas que te fizeram duvidar da sua masculinidade ou feminilidade. É possível deixar a homossexualidade, não é algo tão impossível como se prega por aí. Olhe para sua história, identifique estas marcas/ raízes que te colocaram dúvidas quanto à sua sexualidade e deixe o bálsamo que vem de Deus tratar cada área. Abraços, Saulo.Contatos: afontedejaco@gmail.com


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