Querô

Posted in Cinema by Sal on 21/09/2007

Querô (Querô – Brasil, 2006), filme em cartaz nos cinemas brasileiros, é baseado no romance escrito por Plínio Marcos na década de 1960 e que virou peça teatral em 1976. Narra a história do filho de uma prostituta que, órfão, vive sozinho na região portuária de Santos até ir para a Febem, onde não se adapta as normas rígidas e opressoras da instituição.

Dirigido por Carlos Cortez, Querô traz no elenco Maria Luisa Mendonça, Ângela Leal, Aílton Graça, Milhem Cortaz, Eduardo Chagas, Igor Maximiliano, Alessandra Santos e Maxwell Nascimento, que interpreta Querô, um menino de rua que perdeu a mãe quando nasceu e foi morar com a dona do puteiro onde sua mãe trabalhava.

Sem oportunidades na vida, maltratado pela dona do bordel onde foi criado, Querô cresceu revoltado e motivos nunca faltaram para justificar a personalidade do garoto. Sua mãe costumava beber querosene, daí a origem de seu apelido. Sem ter em quem confiar, com uma personalidade frágil, sempre se metendo em confusão por influência dos outros, foi em um desses rolos que acabou indo parar na Febem, o pior local onde já viveu, aumentando seu ódio e seu medo.

Plínio Marcos era considerado um escritor “maldito” nos anos 1960 e 1970. Os marginalizados, os sem voz, sempre tiveram lugar de destaque em sua obra. Além de retratar em “cores” fortes os ambientes onde esses personagens “que nem Deus olha por eles” vivem. É fato, por exemplo, perceber que a descrição da Febem, descrita por Plínio em seu romance sessentista, não mudou com o tempo e continua um lugar onde, o mínimo resquício que exista de pureza em um adolescente que vá para trás de seus muros, seja sumariamente eliminado.

Em sua estréia em longa-metragem, Carlos Cortez consegue dar aos espectadores a verdadeira dimensão do mundo criado por Plínio Marcos. Com a câmera nervosa, muito próxima aos atores, Cortez se esmera em retratar o mundo cão do romance. Foi o próprio Plínio quem indicou o diretor na adaptação de sua obra para os cinemas.

O novato Maxwell Nascimento, estreando como ator, surpreende em sua interpretação. Provando para os mais céticos que o cinema brasileiro atual vai de vento em popa. Promovendo arte e revelando novos talentos a cada produção.

Ariston Sal Junior
Que acha cool ser um escritor “maldito”

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Uma resposta

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  1. Will said, on 23/09/2007 at 9:00 am

    Curti. =D


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