Break up Songs

Posted in Comportamento, Música, Vídeo by Colaborador on 14/03/2008

Caros Amigos.

O tempo continua nublado na cidade que já foi maravilhosa.

O sol faz que vai sair, não sai e assim foi o verão.

Parece a velha piada inglesa que diz que o verão no ano passado caiu no domingo.

A diferença é que os ingleses matam brasileiros no “tube station”, já os brasileiros matam qualquer um em qualquer lugar!!!

Enquanto isso em Brasília, todos se beijam como se fossem romanos.

Aos romanos nós devemos a orgia e a bulimia, não é pouco…

Brasília acrescentou os cartões corporativos, deve ser o que chamam de progresso.

Perguntaram ao cantor folk Richie Havens o que ele achava de Washington.

Ele pensou por alguns instantes e respondeu:

– Washington é boa, boa para romanos.

Bom, vamos à música.

Os americanos têm por costume classificar canções por temas, por exemplo, canções de casamento (Annie’s Song do John Denver), canções sobre a morte da namorada (Last Kiss, gravada pelo Pearl Jam), canções de verão (Dancing in The Street da Martha and The Vandellas, gravada também por David Bowie e Mick Jagger em 1985).

Uma das classificações incluem as “break up” songs (canções de rompimento) onde encontramos desde Neil Sedaka (Breaking Up Is Hard To Do), passando por Guns ‘n’ Roses (I Used To Love Her – but I had to kill her…) e até mesmo John Lennon (How Do You Sleep), o que é bem engraçado, pois John falava de seu rompimento com Paul McCartney!!!

E a lista prossegue com Go Your Own Way do Fleetwood Mac, ironicamente cantado pelos divorciados entre si, Lindsey Buckingham e Stevie Nicks e, claro, a machista Don’t Come Around Here No More de Tom Petty, que mais tarde teve um affair com Stevie Nicks.

Ninguém pode esquecer o hino gay, I Will Suirvive de Gloria Gaynor, ou as fantásticas Don’t Think Twice, It’s Alright de Bob Dylan ou One do U2 e ainda, For No One dos Beatles.

Uma das maiores “canções de rompimento” de todos os tempos é Crying do inesquecível Roy Orbison – Logo falaremos de Roy Orbison.

Vale menção honrosa para o disco inteiro de Bob Dylan, Blood on The Tracks.

Destaque para Idiot Wind, Simple Twist of Fate, Tangled Up in Blue e Shelter from the Sorm.

Quem não conhece Blood on the Tracks, não conhece Bob Dylan, é simples assim.

O próprio Bob ficou espantado com a aceitação do disco, considerado até hoje, um dos melhores de sua carreira.

“Não entendo como as pessoas podem se identificar com tanta dor”.

Hoje vamos falar de duas dessas “canções de rompimento” que por caminhos distintos reuniram dois artistas criativos, ambos com finais trágicos.

A primeira é “Feel A Whole Lot Better” composição de Gene Clark, sucesso dos Byrds em 1965.

Gene, nos anos de 1964 a 1966, foi o principal compositor do Byrds. Deixou inúmeros sucessos antes de ser “chutado” da banda.

Seguiu em carreira solo, com altos e baixo, – mais baixos do que altos – e chegou a gravar um disco que não vendeu absolutamente nada e hoje é considerado um clássico, No Other.

Em 1989, Tom Petty lançou seu primeiro disco solo, Full Moon Fever , e incluiu uma versão de “Feel A Whole Lot Better”.

O album vendeu de imediato mais de três milhões de cópias só nos Estados Unidos e os royalties de “Feel A Whole Lot Better” deveriam ter dado algum tipo de paz à errática carreira de Gene Clark.

Infelizmente, o alcoolismo, a vida na estrada, o pavor de aviões e outras paranóias cobraram um preço caro em sua saúde e Gene foi encontrado morto em sua casa em 1991. Ele tinha 46 anos e a causa oficial da morte foi o sangramento de uma úlcera.

A belíssima Michelle Gilliam (Phillips) do Mamas And Papas teve uma relação com Gene e sobre ele disse:

– Gene era um rapaz simples do interior. Nunca se adaptou às cidades grandes, seus ambientes, costumes e pessoas.

Sua lápide diz apenas Harold Gene Clark – No Other.

Um dos últimos trabalhos de Gene, junto com a cantora Carla Olson, foi a gravação da obra prima “Changes”, composição da nossa outra figura trágica, Phil Ochs.

Phil Ochs tornou-se conhecido durante o “boom” da música folk no Village de New York durante os anos sessenta, fazendo parte do mesmo grupo de Bob Dylan, Dave Van Ronk, Richie Havens e outros.

Phil porém dedicou-se quase que exclusivamente a composições de protesto, como “I Ain’t Marching Anymore”, “Love Me, I’m A Liberal” e “There But For The Fortune”, obras que marcaram a carreira do compositor/cantor. “There But For The Fortune” foi sucesso em gravação de Joan Baez em 1965.

Phil participou de todos os movimentos sociais da época e após a sua morte, descobriu-se que o FBI mantinha um arquivo de mais de 500 páginas sobre Ochs.

Inspirado em sua própria separação, Phil Ochs escreveu uma das mais belas “canções de rompimento” de todos os tempos, Changes.

A bipolaridade, a depressão, o álcool e anfetaminas levaram Phil Ochs a se enforcar em 1976.

 

Vejam os vídeos, pois não é comum encontrar boas imagens de Phil Ochs.

THERE BUT FOR THE FORTUNE

CHANGES (apenas 38 segundos…)

FEEL A WHOLE LOT BETTER – GENE CLARK AND THE BYRDS

 

Divirtam-se:

FEEL A WHOLE LOT BETTER

Written by Gene Clark, as recorded by Tom Petty
The reason why, oh I can say
I have to let you go babe, and right away
After what you did, I can’t stay on
And I’ll probably feel a whole lot better
When you’re gone
Baby for a long time, you had me believe
That your love was all mine, and that’s the way it would be
But I didn’t know, that you were putting me on
And I’ll probably feel a whole lot better
When you’re gone
Now I’ve got to say, that it’s not like before
And I’m not gonna play, your games anymore
After what you did, I can’t stay on
And I’ll probably feel a whole lot better
When you’re gone
Oh when you’re gone
Oh when you’re gone
Oh when you’re gone

CHANGES
Written by Phil Ochs, as recorded by Gene Clark and Carla Olson
(Gene não canta os versos em vermelho. A versão completa só com Phil Ochs)

Eu coloquei a letra completa para mostrar a beleza dos versos escritos por Ochs.

Sit by my side, come as close as the air,
Share in a memory of gray;
Wander in my words, dream about the pictures
That I play of changes.
Green leaves of summer turn red in the fall
to brown and to yellow they fade.
And then they have to die, trapped within
the circle time parade of changes.
Scenes of my young years were warm in my mind,
Visions of shadows that shine.
‘Til one day I returned and found they were the
Victims of the vines of changes.
The world’s spinning madly, it drifts in the dark
Swings through a hollow of haze,
A race around the stars, a journey through
The universe ablaze with changes.
Moments of magic will glow in the night
All fears of the forest are gone
But when the morning breaks they’re swept away by
golden drops of dawn, of changes.
Passions will part to a strange melody.
As fires will sometimes burn cold.
Like petals in the wind, we’re puppets to the silver
strings of souls, of changes.
Your tears will be trembling, now we’re somewhere else,
One last cup of wine we will pour
And I’ll kiss you one more time, and leave you on
the rolling river shores of changes.
Sit by my side, come as close as the air,
Share in a memory of gray;
Wander in my words, dream about the pictures
That I play of changes.

Mick Wilbury – Miguel Aranega

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Uma resposta

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  1. JUNIOR OMNI said, on 08/01/2009 at 6:50 pm

    ROCK – A MÚSICA DO INFERNO

    SOU EX-ROQUEIRO……..DEIXO AQUI O MEU TESTEMUNHO DE LIBERTAÇÃO PARA A EDIFICAÇÃO DE MUITOS JOVENS QUE SE ENCONTRAM APRISIONADOS POR SATANÁS ATRAVÉS DA MÚSICA SATÂNICA QUE ENGANA E DESTRÓI MILHARES DE VIDAS AO REDOR DO MUNDO…….

    O ROCK É UMA ILUSÃO…. É UMA MENTIRA SATÂNICA….. ABRAM SEUS OLHOS E RECEBAM O AMOR DE JESUS CRISTO PARA SE SALVAREM DO FOGO DO INFERNO……….

    O INFERNO É REAL !!!

    JESUS TE AMA !!!!

    http://WWW.OINFERNOEREAL.BLOGSPOT.COM

    http://WWW.JUNIOROMNI2.BLOGSPOT.COM


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