Sobre o fato de confessar

Posted in Internas, Opinião by . on 05/06/2008

Em tempos de liberdade de todo tipo de expressão, “censurar” a publicação de um texto em um espaço livre como a internet gera discussão. No caso deste blog, o que causou controvérsias na redação foi o recebimento de um texto que narrava uma relação sexual de uma menina quando tinha apenas 14 anos. Com linguagem pejorativa e um texto pobre e de mau gosto (essa opinião é minha), ficou a dúvida: publicar ou não?

Vivemos em uma época onde o diálogo e a comunicação entre crianças e adolescentes são incentivados e a mídia aborda temas sensacionalistas o bastante para nos fazer aceitar condições absurdas. O texto trata de uma situação realista e comum, mas não acho que seja normal. Eu ainda consigo me chocar com coisas que leio ou escuto, com a música de baixo nível que existe no Brasil e a desvalorização da mulher em programas televisivos. Sei que não sou a única.

Por um lado o texto serve como exemplo para muitas meninas para que não sejam tão confiáveis e pensem mais sobre a forma que querem iniciar novas etapas na vida. Por outro, traz a tona o sexo prematuro, em uma idade onde não há tanta responsabilidade ou consciência dos atos cometidos. A meu ver, somos responsáveis por aquilo que mostramos aos leitores/internautas. Não estou menosprezando a inteligência dos jovens, mas prezo pela responsabilidade nas publicações. Também sou consumidora de informação e algumas vezes preciso me deparar com notícias medíocres e não posso nem ao menos decidir se quero ler aquilo.

O texto finaliza com uma dica promíscua, certamente pessoal e que será lida por menores de idade, mas o que mais me intriga é a forma como a autora se permite a submissão não somente masculina, mas de valores. Aliás, valores estão quase extintos na sociedade, mas não é por isso que devemos se conformar já que o mundo está “todo perdido mesmo”. Essa minha resistência com esse tipo de publicação não é uma questão de femismo, orgulho, conservadorismo, falso moralismo ou coisas do gênero. É uma questão de respeito e responsabilidade.

Marina Fiamoncini

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11 Respostas

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  1. Helena schroder said, on 06/06/2008 at 6:16 pm

    “não é uma questão de femismo, orgulho, conservadorismo, falso moralismo ou coisas do gênero. É uma questão de respeito e responsabilidade.”

    vou até resumir minha imensa opiniao sobre aquele texto promiscuo pra ninguem me chamar de hipocrita. eu e outras meninas ja escrevemos sobre sexo mas.. por favor né!? um blog tao bem aceito e comentado.. precisava dar a cara a tapas assim??
    🙂

  2. chicomachado said, on 06/06/2008 at 9:03 pm

    Adjetivo para descrever a linha editorial do Pega no meu Blog!:

    Holandesa.

  3. Manssur said, on 07/06/2008 at 5:50 am

    Sinceramente, estou enojado de ver tanto sexo explícito na mídia. Estou cansado de ver propagandas de cerveja com mulheres ostentando corpos suculentos, curvas acentuadas e sorrisos lascivos. Estou cansado de ver a mulher como produto, como símbolo de sexo, como pedaço de carne. Estou farto de ver essa putaria que rola solta pela internet, na TV e nos outdoors. Tenho ânsia de vômitos cada vez que vejo os telejornais e assisto a reportagens sobre pedófilos e demais pervertidos.
    Como se não bastasse, um texto nojento vem à tona neste supostamente respeitado blog e choca os seus leitores de maneira negativa. Meus pêsames.

  4. Renara Almeida said, on 07/06/2008 at 5:30 pm

    De fato deve haver responsabilidade em publicações. Mas creio que após publicado, vai do leitor escolher se quer ou não ler um texto em qualquer meio que seja. De qualquer forma, deve-se respeitar a criação do próximo e sua intensão de torná-lo público (lembrando que essa é uma das intenções do Pega No Meu Blog, permitir que outras pessoas que não fazem parte da equipe publiquem seus textos, tornando o blog interativo para quem escreve e quem lê).

    P.S: Não é a primeira vez que um texto ruim é publicado e ninguém escreve texto perfeito.

  5. Manssur said, on 07/06/2008 at 8:01 pm

    Eu sei Renara, eu não culpo e nem repreendo a equipe de vocês por publicarem o texto, não é essa a minha revolta. Na verdade duas coisas me deixam indignado, a primeira foi a reação do Francisco: “pintou o campeão”. Só mostra que ele é mais um dos fracos que não podem ver um texto de sexo e começam a babar. A segunda é a pretensão da autora em revelar esse tipo de coisa a um público que merece respeito. Sim, cabe a cada um determinar o que quer ou não quer ler, mas o negócio tá aí, exposto, e não dá de ignorar. Outra coisa que me deixa meio enojado é o fato de o texto em questão ser publicado como relato de uma história real. Eu honestamente duvido muito que seja uma história real. Esses contos eróticos que rolam na internet não passam de fantasias de pessoas que não têm mesmo uma vida sexual atraente e ficam idealizando ilusões em suas mentes e berram aos quatro cantos suas perversões, como uma forma de se auto-afirmarem. Ridículo, podre, lixo literário.

  6. Marina Fiamoncini said, on 08/06/2008 at 5:17 pm

    Olha Manssur, eu não duvido que esse texto seja verdade, porque isso realmente acontece…
    É bom ler as opiniões de mais gente sobre o assunto…

  7. Marina Fiamoncini said, on 08/06/2008 at 5:23 pm

    ah, e em nenhum momento foi mencionada a camisinha…

  8. Manssur said, on 09/06/2008 at 2:16 am

    Sem contar que a garota do texto supostamente engoliu os, vamos dizer assim, dejetos orgásmicos do ogro em questão… Yuck!

    Ignorantes justificam sua falta de cuidado com a própria saúde dizendo que “enzimas gástricas matam quaisquer microorganismos contidos no esperma”. Mas é claro!

    Suspiros…

  9. R said, on 09/06/2008 at 12:20 pm

    teste

  10. Pensando em um nome said, on 09/06/2008 at 12:46 pm

    Engraçado que o post “Confissão de Emanuelle” tenha causado tanta, digamos assim, revolta e posts como “Teste de velocidade e atenção” não. Há alguma diferença entre eles? Se é pra falar de um, por seu teor sexual, então tem que falar de todos. Ou então isso ganha o nome de hipocrisia.

  11. Emanuelle said, on 10/06/2008 at 3:14 pm

    Fico feliz que a confissão tenha causado tanto “frisson”!
    O texto foi escrito, inicialmente, com a finalidade de expor, para mim mesma, até, as situações vividas e assim analisá-las e entendê-las melhor, é realmente uma confissão. Contudo, escrevi-o para que fosse exposto em um site apropriado para aqueles que buscam textos sexuais, por isso as palavras mais xulas, perdoem-me, eu devia mesmo ter adaptado o texto.
    Mas o que eu queria esclarecer é que eu resolvi encaminhar a este blog até para saber a reação das pessoas a esse tipo de comportamento que os adolescentes têm hoje em dia, muitas vezes levados, induzidos, por pessoas supostamente responsáveis, como um professor.
    De fato o narrado aconteceu e não teve camisinha e eu engoli os “desejos orgásmicos”, até por não saber o que fazer com aquilo, não saber regra, etiqueta, normal ou anormal.
    Alerto todos que tenham cuidado próprio e com seus filhos, evitando o medo e a vergonha de passar-lhes as informações básicas, pois o fim dessa história aqui narrada foi a perda da minha virgindade por meio de um estupro consumado pro esse mesmo “ogro” desta narrativa inicial, conforme também narrei em meu blog, como uma maneira de reviver e sentir de novo tudo para digerir o acontecido. Apenas mais uma confissão…


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