Pai

Posted in Crônica by . on 09/08/2009

pai05

Pai é aquele que coloca a gente na garupa. É aquele que deixa a gente deitar no peito enquanto ele lê revista. É quem a gente espera chegar do trabalho na escada do prédio. É quem nos busca no colégio e sempre lembra de levar um chocolate.

pai04

Pai é aquele que tira fotos suas dormindo só para rir depois que o filme foi revelado. Pai é aquele que leva bolo no café da manhã do dia do seu aniversário. É quem conta pra todos os amigos que você entende muito de gramática, mesmo estando na terceira série. Pai é aquele que sabe tudo, ou finge que sabe.

pai02

Pai é aquele que conta histórias da infância, que comia bolinho de carne por alguns trocados, que ia pra escola descalço, que apanhava do padre quando tirava nota baixa. Pai é aquele que sabe por que você não gosta de física e matemática.

pai03

Pai é aquele que apoia suas escolhas, mesmo sabendo que não são as melhores. É aquele que não quer de nenhuma forma conhecer seu namorado. Pai é aquela pessoa que queremos que sinta orgulho da gente no dia da formatura. É aquele que faz acreditar que a vida pode valer a pena.

pai01

Pai é aquele que faz você viajar horas para vê-lo no hospital e quando chega manda você ir embora logo pra não voltar muito tarde. Pai é aquele que a gente sempre tem medo de perder. É aquela pessoa que faz a gente ficar com os olhos marejados ao escrever sobre ela.

Marina Fiamoncini,
que deseja um ótimo Dia dos Pais a todos.

Anúncios
Tagged with: ,

Cuidado para não cair no Dia da Mentira

Posted in Artigo, Comportamento by . on 01/04/2009

Conta a lenda que no século XIX era comum haver bailes festivos entre a realeza para celebrar a chegada da primavera. Mas a intenção dos reis, rainhas e toda a gente cheia de pompa, era mesmo aparecer e competir por quem daria a melhor festa da época.

A princesa Maria Filomena, da Finlândia, tinha preparado o melhor vestido para a comemoração, celebrada no palácio da família. Porém, depois dos convites confeccionados, surgiram rumores de que haveria outro baile, na Suécia, e os convidados já estavam confirmados.

Como na época não existia sedex, internet, e coisas do gênero, as informações chegavam muito devagar. A princesa aproveitou para enviar seus convites com uma observação: sua festa ocorreria no dia 28 de maio (data do outro baile), já que a festa sueca tinha sido lamentavelmente transferida para 1 de abril.

Resultado: quem acreditou nela foi à outra festa na data errada e quando chegou percebeu que o evento tinha acabado há alguns dias. Todo o empenho dos convidados foi por água abaixo e a corte caiu na gargalhada.

Mas isso tudo também é uma grande mentira. Toda essa história foi uma forma de dizer que hoje uma mentirinha está liberada, mas muito cuidado com as consequências que ela pode ter.

O jornal Le Soleil, do Senegal, por exemplo, noticiou há alguns anos que o presidente americano da época, Bill Clinton, seria acompanhado de uma comitiva formada pelos primeiros 50 senegaleses que fossem à embaixada para pedir visto de entrada nos Estado Unidos. Centenas de senegaleses saíram correndo para a embaixada americana.

A história mais cabulosa e mais famosa de notícia falsa ficou por conta do jornal britânico The Guardian. A equipe se empolgou com o 1º de abril de 1977 e publicou naquela edição um suplemento de sete páginas sobre a República de San Serriffe, um arquipélago localizado no oceano Índico.

O caderno falava sobre os dez anos da independência do país, além de mencionar a história do seu descobrimento pelos portugueses, a colonização dos ingleses, a população nativa (os flongs) e as belezas naturais e pontos turísticos como Garamondo, Villa Pica, Cap Em e Umbra (coincidentemente todos os nomes são modelos de letras tipográficas). Eles afirmaram ainda que a ilha se movimentava pelos oceanos e teria surgido próximo ao Brasil, no Atlântico, e já havia chegado ao Índico.

A história fez tanto sucesso que dezessete anunciantes do jornal decidiram entrar na brincadeira. A Kodak anunciou a organização de uma exposição sobre o arquipélago e a Texaco criou um concurso que dava como prêmio viagens para a ilha. Até hoje há notícias sobre a ilha no Dia da Mentira.

A revista Veja foi vítima de uma notícia mentirosa. Em abril de 1993 a publicação abordou o surgimento do “boimate”. Pesquisadores de Hamburgo, na Alemanha, conseguiram fundir pela primeira vez células de tomate com células de boi, criando essa nova espécie animal-vegetal. A notícia era uma pegadinha da britânica New Scientist.

No ano passado o site de relacionamentos Orkut alterou temporariamente a sua logomarca para Yogurt e a Desciclopédia anunciou que foi comprada pelo site Pudim.com.br tornando-se a Pudimpédia.

raaaaa

Mas onde começou essa prática?

Existem muitas dúvidas sobre a origem da data. A explicação mais aceita (e que não descarta a possibilidade de também ser uma mentira) liga o primeiro de abril à França do século XVI.

Tudo começou em 1564. O calendário em vigor no país era o calendário Juliano, que tinha o início do ano novo próximo de abril. Um belo dia o rei Carlos IX, declarou que a França começaria a usar o calendário Gregoriano, onde o ano novo iniciaria em primeiro de janeiro.

Muita gente não aceitou a mudança e outros não acreditavam que as datas seriam alteradas. Essa confusão fez com que o pessoal, que serviu de alvo às brincadeiras de abril, fossem considerados tolos. As pessoas mais sacanas começaram a enviar presentes e os convidavam para as falsas festas (até que a história da Maria Filomena não é tão fantasiosa).

Os cidadãos das zonas rurais da França também foram vítimas dessas piadas. Como as notícias viajavam lentamente nessa época, eles podem ter ficado sem saber sobre a troca de datas durante meses ou anos. Imaginem a quantidade de piada por eles celebrarem o ano novo no dia errado!

No Brasil a data pode ter se iniciado em Pernambuco. Um periódico chamado A Mentira, lançado em 1º de abril de 1848, deu a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte.

Marina Fiamoncini
Que apesar disso não sabe mentir

Tagged with:

Vontades

Posted in Poesia by . on 16/02/2009

Vontade de um dia inteiro
pra espreguiçar
pra ficar de pernas pro ar
e esquecer o cansaço da espera

Desejar que logo amanheça
a cidade ganhe forma
e as pessoas na rua
façam dobrar a solidão

Vontade de um sono profundo
sem interrupções
Um sonho, uma pílula, uma proteção
pra enfrentar a insônia

Encher a cabeça de coisas sem nexo
fingir que há importância em fatos banais
disfarçar a vontade de que o dia passe rápido
mais uma vez e depressa

Vontade de banho de chuva
chocolate, mãos dadas, abraço de madrugada
o vento que bagunça os cabelos na beira do mar
para se fazer repetir um tempo bom

E de novo esperar a noite
para contar em detalhes
falar da saudade
lembrar os minutos

Aquietar a mente só por mais um dia
para que a vontade
de tudo e nada ao mesmo tempo
passe logo, de uma vez

Mas se você viesse agora já estava bom
E depois eu pensaria o que fazer com os outros dias
e a vontade de você
que me desequilibra

Marina Fiamoncini
que se acha muito romântica

Tagged with:

O sanduíche charmoso

Posted in Comportamento, Crônica by . on 03/01/2009

sanduiche-enorme

No balcão, esperando para cancelar o meu pedido que já demorava mais de vinte minutos, fiquei observando-o mais atrás, próximo da cozinha. Lá estava ele, sozinho, em cima de uma bandeja e totalmente verde. Isso mesmo: verde. “Negócio esquisito”, eu pensei. Nunca tinha visto nada parecido. Talvez a minha miopia corrigida com lentes de contato estivesse avisando quer é preciso aumentar o grau, mas alguma coisa me dizia que tinha algo de muito diferente naquele prato.

A moça do balcão da lanchonete, atolada com vários papeizinhos de pedidos e clientes reclamando a todo o momento não me deu muita atenção. Era uma típica noite de temporada de verão e o jeito era esperar pacientemente até que ela me ouvisse.

Um homem, menos paciente que eu, passou na minha frente e fez a mesma reclamação habitual: já fazia muito tempo que estava esperando.  A moça do balcão deu um suspiro e sem deixar de organizar os pedidos, olhou em volta. Felizmente ela logo deu um sorriso de satisfação, espalhou os papéis mais uma vez em cima do computador e pegou a bandeja:

– Aqui está ele, já estava até pronto!

Não é que aquele homem era o dono da coisa verde? Ele também usava óculos, mas pela cara de espanto, a comida realmente fugia dos padrões.

– Não tem pão? – ele perguntou espantado. Por incrível que pareça, o sanduíche não tinha pão. O recheio bem colorido era coberto por nada mais, nada menos, que duas folhas de alface, uma de cada lado. A moça do balcão, de certo acostumada com a iguaria, ficou indignada e mostrando o cardápio se justificou:

– Mas esse é o charme, olha aqui!

O homem analisou o prato, mas não se deixou levar pelos atributos visuais do sanduíche.

– Coloca um pão aí, coloca que eu pago – ele pediu.

A moça, aparentemente ofendida, deve ter atendido ao pedido do homem. Não fiquei para saber se sim, fui atrás de uma lanchonete que servisse sanduíches menos charmosos, mas que tivessem um pão de cada lado.

Marina Fiamoncini,
que prefere sanduíches tradicionais

Tagged with:

Comer, rezar, amar… e ler!

Posted in Literatura by . on 10/09/2008

Quando há um sentimento de que sua vida vai desmoronar a qualquer momento é preciso encontrar estratégias para não perder as forças. Foi justamente isso que Elizabeth Gilbert fez durante um ano de viagens pela Itália, Índia e Indonésia. Essa busca pelo equilíbrio através de prazeres e preces é relatada em Comer, Rezar, Amar, lançado no Brasil pela editora Objetiva.

Para fugir das frustrações, que começaram a surgir por volta dos 30 anos de idade, e buscar o equilíbrio, Liz abandonou um casamento e os bens materiais e partiu para uma viagem por três países, que por coincidência, começam com a letra I (eu, em inglês).

Na Itália descobriu o prazer de comer e fez questão de visitar os melhores restaurantes. Na Índia se dedicou a espiritualidade e na Indonésia encontrou um novo amor.

Apesar de algumas vezes o livro cair para o lado melancólico e pessoal da autora, vale pela cultura descoberta nos países visitados. Além disso, há aquela clássica sensação de dar “up” na vida de quem lê, dando vontade de buscar formas de ser mais feliz, mas sem soar como uma auto-ajuda moralista.

Todo o mundo já teve algum tipo de problema e Liz faz entender perfeitamente que isso é normal, faz parte da vida e do crescimento, porém não basta esperar que isso tudo passe de uma hora para outra. Sem buscar o prazer e o “eu” interior fica difícil se livrar dos males que nos cercam. Além de comer, rezar e amar, a autora nos permite outro prazer: a leitura.

A autora é jornalista e escreve para a revista norte-americana GQ. Atualmente vive na Filadélfia e no Brasil (Sim! Leia o livro para saber o porquê). Há rumores de que a história irá para o cinema neste ano e será protagonizada pela atriz Julia Roberts.

Leia um trecho do livro clicando aqui!

Marina Fiamoncini,
Que tem crises existenciais muito antes dos 30 anos

Tagged with: ,

Censura

Posted in Crônica, Opinião by . on 19/08/2008

Era inverno. A festa era de noite e se estenderia por toda a madrugada. As duas garotas deveriam ter em torno dos 17 anos na carteira de identidade, mas quando escolheram a roupa tinham mais. Muito mais. Chegaram causando torcicolos e olhares para a parte traseira de seu corpo. Não escondiam pernas e coxas e pareciam não se importar se algo mais aparecesse.

Encontrei-as no banheiro. Enquanto uma ajeitava o cabelo, a outra subiu em um suporte para ficar com o corpo inteiro visível no espelho e olhar seu modelito. Ajeitava a saia para que ficasse estupidamente no limite da censura, nem menos (e nem mais, é claro).

O que elas queriam daquela noite? Nunca saberei, jamais tinha as visto antes. Nunca perguntaria. Mas dali a pouco um homem passou a mão justamente onde elas tentavam a todo custo fingir que queriam esconder com o pouco pano.

– Seu idiota! Não tem respeito por uma mulher?  – se indignou a vítima.

Ele não entendeu. Mas então por que a mostra do produto a sua frente e de graça? Penso que foi justamente isso que ele deve ter se perguntado, já que ninguém lhe disse que era só para olhar. Não havia ao menos um aviso!

E sobre respeitar uma mulher? Ele certamente não sabia. Nem ela.

Marina Fiamoncini

Tagged with:

Por experiência própria

Posted in Poesia by . on 12/07/2008

Já chorei por amor.

Por ele?
Já perdi noitadas,
conversa fora,
domingo de sol.

Pisei em momentos que nunca mais voltarão.
Levei a raiva para casa
e deixei que ela morasse ali.

Joguei os sonhos na parede.
Desconcertada, juntei os cacos
e tentei remontar o coração.
Rasguei fotos e pedaços de pele.

Apaguei ilusões,
desejos,
vontades
que não conseguiram ir além
do nó na garganta.

Sobrevivi.

No fundo?
Nenhuma omissão valeu a pena.

Agora?
Respiro.
Suspiro.
Inspiro.

Amor de verdade não faz chorar,
não faz perder a vida com palavras.

Só existe se:
faz ter os pés o chão,
cabeça em algum lugar distante,
e um sorriso sempre estampado
mostrando que por ali alguém deixou o mínimo de
compreensão,
afeto,
tesão.


Só existe se:
a todo tempo
há frio na barriga.
Necessidade de grudar a alma para sempre,
para se desprender dali a pouco
e a voltar logo mais.

Marina Fiamoncini
Que admira os poetas, porque admite não levar jeito para poesia.

Sobre o fato de confessar

Posted in Internas, Opinião by . on 05/06/2008

Em tempos de liberdade de todo tipo de expressão, “censurar” a publicação de um texto em um espaço livre como a internet gera discussão. No caso deste blog, o que causou controvérsias na redação foi o recebimento de um texto que narrava uma relação sexual de uma menina quando tinha apenas 14 anos. Com linguagem pejorativa e um texto pobre e de mau gosto (essa opinião é minha), ficou a dúvida: publicar ou não?

Vivemos em uma época onde o diálogo e a comunicação entre crianças e adolescentes são incentivados e a mídia aborda temas sensacionalistas o bastante para nos fazer aceitar condições absurdas. O texto trata de uma situação realista e comum, mas não acho que seja normal. Eu ainda consigo me chocar com coisas que leio ou escuto, com a música de baixo nível que existe no Brasil e a desvalorização da mulher em programas televisivos. Sei que não sou a única.

Por um lado o texto serve como exemplo para muitas meninas para que não sejam tão confiáveis e pensem mais sobre a forma que querem iniciar novas etapas na vida. Por outro, traz a tona o sexo prematuro, em uma idade onde não há tanta responsabilidade ou consciência dos atos cometidos. A meu ver, somos responsáveis por aquilo que mostramos aos leitores/internautas. Não estou menosprezando a inteligência dos jovens, mas prezo pela responsabilidade nas publicações. Também sou consumidora de informação e algumas vezes preciso me deparar com notícias medíocres e não posso nem ao menos decidir se quero ler aquilo.

O texto finaliza com uma dica promíscua, certamente pessoal e que será lida por menores de idade, mas o que mais me intriga é a forma como a autora se permite a submissão não somente masculina, mas de valores. Aliás, valores estão quase extintos na sociedade, mas não é por isso que devemos se conformar já que o mundo está “todo perdido mesmo”. Essa minha resistência com esse tipo de publicação não é uma questão de femismo, orgulho, conservadorismo, falso moralismo ou coisas do gênero. É uma questão de respeito e responsabilidade.

Marina Fiamoncini

Tagged with:

Celulite, pouca roupa e concorrência

Posted in Comportamento, Opinião by . on 21/05/2008

“As mulheres deveriam se aceitar do jeito que são, com celulites, estrias e tudo mais”. Foi assim o começou da conversa (partindo de uma mulher) em uma manhã de sexta-feira na academia. Eu ouvi sem querer e participei apenas sorrindo enquanto tentava fazer abdominais.

– Se fosse assim as academia fechariam – disse o professor.

– O problema é que elas não se aceitam e vivem reclamando – respondeu um dos alunos.

– Mas são os homens que exigem isso das mulheres. Se passa uma mulher bonita eles sempre olham e a gente não pode reclamar se eles ficam com barriga – reclamou outra mulher.

– Claro, as mulheres andam quase sem roupa, não tem como não olhar – defendeu-se o mesmo aluno.

Foi aí que um senhor de uns sessenta e poucos anos, com toda a sua sabedoria de vida e (acredito eu) uma herança de romantismo (ou algo do tipo) que parece ter só existido em seu tempo, filosofou:

– É claro que os homens vão olhar para as mulheres que usam pouca roupa, mas eu fico mesmo admirado com as mais bem vestidas, as mais elegantes. Essas sim chamam a atenção! Não tem como não achar bonito uma mulher que saiba usar a roupa a seu favor, destacando suas qualidades.

E depois disso não adiantou mais ninguém resmungar sobre o assunto, eu já estava satisfeita com essa opinião.

Marina Fiamoncini
Que esqueceu da assinatura…

Tagged with:

O sexo como manda a bíblia

Posted in Comportamento, Site by . on 05/05/2008

As pessoas fazem o tempo todo, mas ainda tem gente que não fala sobre o assunto. Tabus, repressões, vergonha e medo são comuns quando se trata de sexo e algumas religiões levam a sério o termo “pecado’ em relação a isso. O site Sexo Cristão levanta as questões que geram mais dúvidas sobre o tema resolvendo o caso de forma “não pecaminosa”, usando citações e interpretações bíblicas para mostrar o que se pode ou não entre quatro paredes.

Até mesmo as dúvidas básicas sobre preservativos, orgasmo, masturbação, ejaculação, gravidez, virgindade, sexo oral e anal são respondidas com considerações cristãs. Além disso, o site traz dúvidas que muitas pessoas podem achar exageradas ou estranhas como por exemplo “por que não apedrejam os adúlteros hoje em dia?”. A enquete atual do site pergunta o que as pessoas acham de um cristão ir a um motel. A maioria considera um pecado.

O site não incrimina a prática sexual, pelo contrário, apóia que os casais tenham relações, desde que dentro do casamento e seguindo algumas normas de respeito à Deus. “Nós sabemos que o sexo foi criado por Deus como uma das coisas mais sagradas do matrimônio”, é esclarecido em um dos textos. Pelo menos nesse ponto é provável que ninguém discorde.

Marina Fiamoncini
Que não se acha uma pecadora

Tagged with: