Afinal, que diz a lei contra a homofobia?

Posted in Artigo, Opinião by William on 12/04/2010

Entre a extensa lista de citações do filósofo grego Aristóteles, uma é essencial para que todo este texto faça sentido: “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”. Ser gay não é o único motivo que me faz acreditar que o projeto de lei substitutivo 122, de 2006, adiciona a discriminação aos homossexuais a lista de crimes da lei º 7.716 seja benéfico para toda a sociedade. O que me faz acreditar neste projeto é seu texto, claro, conciso e objetivo.

Ao contrário do que vociferam pastores evangélicos Brasil a fora, como Silas Malafaia e o senador Magno Malta (PR/ES), a PL122 não torna os gays uma ‘categoria intocável’. A discriminação por orientação sexual (homo/bi/trans e hetero) passa a incorporar o texto de uma lei já existente, que pune o preconceito por raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero e sexo. Aprovada a modificação, a lei ganha o texto ‘orientação sexual e identidade de gênero’ como complemento.

A lei, que já cita uma extensa lista de crimes contra estas fatias da sociedade, adiciona ainda impedir ou proibir o acesso a qualquer estabelecimento, negar ou impedir o acesso ao sistema educacional, recusar ou impedir a compra ou aluguel de imóveis ou impedir participação em processos seletivos ou promoções profissionais para as pessoas negras, brancas, evangélicas, budistas, mulheres, nordestinos, gaúchos, índios, homens heterossexuais, mulheres homossexuais, travestis, transexuais… pra TODO MUNDO! Ou seja, a lei não cria artifícios para beneficiar apenas os gays, mas para dar mais garantias de defesa de seus direitos para toda a sociedade, da qual a comunidade gay está inserida.

O único artigo que cita diretamente novos direitos constituídos a homossexuais é o oitavo, que torna crime “proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãos”, deixando claro que os direitos são de TODOS, e não apenas de um grupo seleto de pessoas.

Mas e a liberdade de expressão?

O ponto mais criticado por evangélicos, especificamente, é a perda da liberdade de expressão. Ora, onde um deputado em sã consciência faria um projeto desta magnitude e não estudaria a fundo a constituição para evitar incompatibilidades? A PL122 apenas torna crime atos VIOLENTOS contra a moral e honra de homossexuais, o que não muda em nada o comportamento das igrejas neo-pentecostais em relação a crítica. Uma igreja pode dizer que ser gay é pecado? Pode. Assim como pode dizer que ser prostituta é pecado, ser promiscuo é pecado, ser qualquer coisa é pecado. A igreja pode dizer que gays podem deixar o comportamento homossexual de lado e entrar para a vida em comunhão com Jesus Cristo? Pode, claro! Tudo isso é permitido, se há homossexuais descontentes com sua orientação sexual, eles devem procurar um jeito de ser felizes, ou aceitando sua sexualidade ou tentando outro caminho, como a igreja, por exemplo.

Agora, uma igreja pode falar que negros são sujos, são uma sub-raça e que merecem voltar a condição de escravos? Pode dizer que mulheres são seres inferiores, que não podem trabalhar e estudar, e que devem ser propriedade dos maridos? Pode dizer que pessoas com deficiência física são incapazes e por isto devem ser afastadas do convívio social por não serem ‘normais’? Não, não podem. Da mesma forma, que igrejas não poderão dizer (mesmo porque é mentira) que ser gay é uma doença mental, que tem tratamento, que uma pessoa gay nunca poderá ser feliz e que tem de se ‘regenerar’. Isto é uma violência contra a moral e a honra dos homossexuais, e este tipo de conduta ofensiva será passiva de punição assim que a lei for aprovada.

O que a PL 122 faz é incluir. Ela não cria um ‘império Gay’, como quer inadvertidamente propagar um ou outro parlapatão no Senado. A PL 122 não deixa os homossexuais nem acima, nem abaixo da lei. Deixa dentro da lei. Quem prega contra a lei tem medo de perder o direito de ofender, de humilhar, de destruir seu objeto de ódio. Quem prega contra a PL 122 quer disseminar a intolerância. E tudo que nossa sociedade precisa hoje é aprender respeito e tolerância, e descobrir de uma vez por todas que é a pluralidade que torna nossas breves existências em algo tão extraordinário.

William De Lucca Martinez

Jornalista

@delucca / deluccamartinez@hotmail.com

Cuidado para não cair no Dia da Mentira

Posted in Artigo, Comportamento by . on 01/04/2009

Conta a lenda que no século XIX era comum haver bailes festivos entre a realeza para celebrar a chegada da primavera. Mas a intenção dos reis, rainhas e toda a gente cheia de pompa, era mesmo aparecer e competir por quem daria a melhor festa da época.

A princesa Maria Filomena, da Finlândia, tinha preparado o melhor vestido para a comemoração, celebrada no palácio da família. Porém, depois dos convites confeccionados, surgiram rumores de que haveria outro baile, na Suécia, e os convidados já estavam confirmados.

Como na época não existia sedex, internet, e coisas do gênero, as informações chegavam muito devagar. A princesa aproveitou para enviar seus convites com uma observação: sua festa ocorreria no dia 28 de maio (data do outro baile), já que a festa sueca tinha sido lamentavelmente transferida para 1 de abril.

Resultado: quem acreditou nela foi à outra festa na data errada e quando chegou percebeu que o evento tinha acabado há alguns dias. Todo o empenho dos convidados foi por água abaixo e a corte caiu na gargalhada.

Mas isso tudo também é uma grande mentira. Toda essa história foi uma forma de dizer que hoje uma mentirinha está liberada, mas muito cuidado com as consequências que ela pode ter.

O jornal Le Soleil, do Senegal, por exemplo, noticiou há alguns anos que o presidente americano da época, Bill Clinton, seria acompanhado de uma comitiva formada pelos primeiros 50 senegaleses que fossem à embaixada para pedir visto de entrada nos Estado Unidos. Centenas de senegaleses saíram correndo para a embaixada americana.

A história mais cabulosa e mais famosa de notícia falsa ficou por conta do jornal britânico The Guardian. A equipe se empolgou com o 1º de abril de 1977 e publicou naquela edição um suplemento de sete páginas sobre a República de San Serriffe, um arquipélago localizado no oceano Índico.

O caderno falava sobre os dez anos da independência do país, além de mencionar a história do seu descobrimento pelos portugueses, a colonização dos ingleses, a população nativa (os flongs) e as belezas naturais e pontos turísticos como Garamondo, Villa Pica, Cap Em e Umbra (coincidentemente todos os nomes são modelos de letras tipográficas). Eles afirmaram ainda que a ilha se movimentava pelos oceanos e teria surgido próximo ao Brasil, no Atlântico, e já havia chegado ao Índico.

A história fez tanto sucesso que dezessete anunciantes do jornal decidiram entrar na brincadeira. A Kodak anunciou a organização de uma exposição sobre o arquipélago e a Texaco criou um concurso que dava como prêmio viagens para a ilha. Até hoje há notícias sobre a ilha no Dia da Mentira.

A revista Veja foi vítima de uma notícia mentirosa. Em abril de 1993 a publicação abordou o surgimento do “boimate”. Pesquisadores de Hamburgo, na Alemanha, conseguiram fundir pela primeira vez células de tomate com células de boi, criando essa nova espécie animal-vegetal. A notícia era uma pegadinha da britânica New Scientist.

No ano passado o site de relacionamentos Orkut alterou temporariamente a sua logomarca para Yogurt e a Desciclopédia anunciou que foi comprada pelo site Pudim.com.br tornando-se a Pudimpédia.

raaaaa

Mas onde começou essa prática?

Existem muitas dúvidas sobre a origem da data. A explicação mais aceita (e que não descarta a possibilidade de também ser uma mentira) liga o primeiro de abril à França do século XVI.

Tudo começou em 1564. O calendário em vigor no país era o calendário Juliano, que tinha o início do ano novo próximo de abril. Um belo dia o rei Carlos IX, declarou que a França começaria a usar o calendário Gregoriano, onde o ano novo iniciaria em primeiro de janeiro.

Muita gente não aceitou a mudança e outros não acreditavam que as datas seriam alteradas. Essa confusão fez com que o pessoal, que serviu de alvo às brincadeiras de abril, fossem considerados tolos. As pessoas mais sacanas começaram a enviar presentes e os convidavam para as falsas festas (até que a história da Maria Filomena não é tão fantasiosa).

Os cidadãos das zonas rurais da França também foram vítimas dessas piadas. Como as notícias viajavam lentamente nessa época, eles podem ter ficado sem saber sobre a troca de datas durante meses ou anos. Imaginem a quantidade de piada por eles celebrarem o ano novo no dia errado!

No Brasil a data pode ter se iniciado em Pernambuco. Um periódico chamado A Mentira, lançado em 1º de abril de 1848, deu a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte.

Marina Fiamoncini
Que apesar disso não sabe mentir

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Watchmen – E se…

Posted in Artigo, Cinema by Joel Minusculi on 09/03/2009

… Watchen tivesse outro diretor? Parte da crítica especializada usou como argumento a pouca experiência de Zack Snider para dirigir uma das mais influentes Grafic Novel dos anos 80.  Confira abaixo algumas “realidades alternativas”.

Woody Allen
Allen apresentaria uma comédia romântica, em que um rico dermatologista Dr. Herbert Manhattan (Allen) sofre um acidente e se torna uma aberração azul. A partir disso, a história será focada com a sua pele azul e onipotência afetam seu relacionamento com a bela, mas descuidada, importadora de sedas Laurie Juspeczyk (Scarlett Johansson).

Judd Apatow
Os Watchmen não têm agindo como heróis ultimamente. Na verdade, eles passam a maior parte do tempo assistindo TV em seu apartamento em Los Angeles. Eles são o mais próximo de amigos um dos outros, mas quando uma ameaça nuclear é iminente, eles colocam as brincadeiras de lado para tentar salvar o mundo. Estrelando Paul Rudd como Dr. Manhattan, Seth Rogen como “Corujão”, Jonah Hill como Rorschach, e Michael Cera como o Comediante. Kristen Wiig aparece no papel de Espectro.

Quentin Tarantino
Se Jackie Brown foi uma homenagem aos filmes noir dos anos 70, Kill Bill aos filmes de kung fu e Death Proof foi aos de estio Grindhouse, Quentin Tarantino faria aos Watchmen uma homenagem ao conjunto de influências estéticas formativa : os desenhos animados dos anos 70. Em quatro episódios de meia hora, os Watchmen teriam novos amigos, como o detetive mirim Danny Boy e seu fiel cachorrinho. Tudo para descobrir e combater um plano maligno de alienígenas que pretendem destruir um parque nacional. Seria mais ou menos como os desenhos de Hanna Barbera.

Sofia Coppola
O ano é 1985. Os soviéticos se aproximam da fronteira afegã. As forças americanas estão em DEFCON 2. O apocalipse nuclear apocalipse está próximo. E, na cidade de Nova York, com as muitas gangues de rua e o pavor no ar, Ozymandias (Jason Schwartzman) e Espectro (Kirsten Dunst) saem para espairecer em uma última noite de karaokê e boates. Até que acontece um tiro que é o ponto central dramático, enquanto o mundo ao redor começa a desabar aos poucos.

Pedro Almodóvar
O diretor espanhol surpreenderia Hollywood ao mostrar um filme sobre os Watchmen forte, único e surpreendente, mas com algumas modificações da história original: os Watchmen se tornariam Watchwomen, formado por um grupo de mulheres independentes que tem que fazer tudo sozinhas, mas se unem por ver que é mais vantajoso. Os papeis seriam: Salma Hayek como Rorschach, Penélope Cruz como Coruja, Michelle Yeoh como Ozymandias, Julianne Moore como Dr. Manhattan e Sophia Loren como a Comediante. Gael García Bernal seria o travesti com fetiche por roupas de látex, como Espectral.

Joel Minusculi
Que traduziu o artigo da revista americana Slate

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A última apresentação dos Beatles

Posted in Artigo, Música, Vídeo by Joel Minusculi on 30/01/2009
Download - 73 mb - 4shared - Álbum Completo

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Há 40 anos, em 30 de janeiro de 1969, nos telhados da Apple Studios, os Beatles surgiram sem aviso prévio e fizeram aquela que seria a última apresentação do quarteto em público. E talvez a mais bem sucedida ação guerrilha de todos os tempos.

A idéia de subir até o rooftop da gravadora e realizar uma apresentação perde-se na história. Em entrevista à revista Rolling Stones em 77, Lennon afirmou que Brian Epstein – lendário empresário do Beatles morto em 1967 vítima de uma overdode de calmantes – costumava ironizar: “o dia que vocês quiserem realmente aparecer, cantem no meio do asfalto e de graça”.

Tal comentário de Epstein teria sido lembrado por Ringo Star na manhã daquele dia, quando os Beatles (mais Yoko Ono) se reuniram no estúdio para definir as canções do álbum Let It Be. O baterista sugeriu que aquela era a oportunidade de ganhar mídia espontânea e gratuita, fazendo uma aparição surpresa em pleno centro de Londes.

Outra tese, e bem mais defendida pelos céticos e chatos críticos musicais, é que tudo estava planejado há semanas pela Apple. Com a intenção de lançar o disco e provar em público que os Beatles estavam em sintonia, a gravadora já havia preparado aquele show e – inclusive – avisado dezenas de veículos de comunicação alguns minutos antes.

Armado ou arranjando de última hora, essa guerrilha acabou virando filme. Intitulado Live, o curta mostra passo a passo desde a chegada dos Beatles à gravadora, passando por entrevistas com incrédulo fãs na calçada até a polícia mandar o grupo parar de tocar tamanho era o tumulto causado.

A apresentação foi referëncias de duas outras notórias apresentações. A primeira feita pelos irlandeses do U2 em 1987, no telhado da Universal-Island Records Ltda (com a mesma intenção de divulgar seu trabalho). A canção escolhida foi Where the streets have no name.

Com uma relação bem mais próxima com os Beatles, a segunda versão pertence ao recente filme Across the Universe. A cena acontece no final, ao ritmo da canção All we need is love.

A apresentação original não dispensa comentários. É notório o constrangimento dos Beatles durante as músicas. Aliás, George Harrison já havia demonstrado desgaste comentando meses antes que deixaria o grupo. John Lennon concordou, dizendo que ele poderia ser substituído por Eric Clapton. Mas Paul Mccartney foi efusivo ao afirmar que “não existiria Beatles com outra formação”.

Além disso, havia o fator Yoko Ono. E que fator. Ela participou ativamente das gravações de Let It Be, dando pitacos sobre as músicas. A apurrinhação foi intensa. E as brigas entre o grupo era quase rotina.

Esse último show teve como grande ponto positivo a aparição de Billy Preston, o considerado quinto-beatle. Tecladista, Billy introduziu em Let It Be uma sonoridade mais original e moderna para época, atitude condizente para a banda que introduziu a cítara no Rock e fez desse instrumento uma marca registrada do psicodelismo.

Foi uma despedida do tamanho dos Beatles? Certamente não. Mas o som precário, o clima ruim e as paredes sujas talvez tenham conseguido passar a nós, fãs, o que os quatro estavam sentido há anos. Cansaço, distância e desentrosamento. John, Paul, Ringo e George se viam como quatro estranhos.

Não havia mais diversão no palco. Eram os últimos acordes do maior grupo de todos os tempos.

Os Beatles estavam acabando.

Joel Minusculi
Que acha que roubou o post do Sal, que é o beatlemaníaco do blog…

Nota do autor: texto adaptado do original “A primeira ação de guerrilha da história”.

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Desenho, logo existo

Posted in Artigo by Colaborador on 16/08/2008

Moema Cavalcanti é uma das melhores Designers do Brasil, mas ela não costuma se apresentar como “DESIGNER”, pelo simples fato de que hoje a palavra DESIGN tornou-se Modismo, um termo da moda, que é em Inglês pra parecer mais moderninho. Por isso ela se denomina simplismente “Capista”, pois é Moema que cria capas de livros.

A disseminação da palavra DESIGN começou recentemente, mas o seu “significado” é um pouco reducionista e está associado a coisas “frescas, caras, e arrojadas”. E por causa deste adjetivo usado a torto e a direito que as pessoas que atuam nesse ramo sentem-se desconfortáveis. Principalmente os Designers com Habilitação em Moda, é fácil perceber o que as pessoas pensam, quando alguém menciona que é DESIGNER, logo vem aqueles olhares de “ar superior”. Uma certa marca de Porcelanas tem linhas como a Gold (Decorações nobres e exclusivas), Classic Prática (Tradição com praticidade) e DESIGN (Vanguardismo). E se Você está lendo e mesmo assim contina sem saber o Significado, é bom as vezes recorrer ao Dicionário. DESIGN: “Concepção de um produto ou modelo, planejamento”.

Também não podemos dizer que isso é uma expressão besta dos brasileiros, pois até mesmo os povos mais desenvolvidos, não encontraram um significado pra esse tal palavra. Eu como uma futura “Designer” devo dizer que é bom as pessoas diferenciarem, pois os Designers fazem muito mais do que desenharem, e sim criamos algo inspirado em outro “algo”. Tudo é pesquisado, e muito bem elaborado para que o resultado seja o melhor para o usuário, pois primeiramente queremos um produto funcional, e por último mas não menos importante queremos algo bonito. Em entrevista a revista “Fortuny”, Steve Jobs, Presidente da Apple explica sua concepção da atividade. “No vocabulário das pessoas, DESIGN significa aparência” e de fato, percebemos nos produtos da Apple são totalmente funcionais e ainda são bonitos, também não esquecendo do bom design de produtos, pois marcas como a Coca- Cola valem mais que o próprio patrimônio das companhias que as produzem.

Além do que o Bom Design vem aumentando o lucro dos países que sabem o aproveitar, por isso o Design é uma atividade multidisciplinar que envolve vários fatores além do Marketing e do Desenho. Moema por exemplo nem sabe desenhar, mas é incrível na criação de capas de livros, Moema é Designer na melhor acepção da palavra.

Anamélia Araribá
Que logo será uma designer

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A prática maldita

Posted in Artigo, Comportamento by Joel Minusculi on 26/01/2008

Artigo retirado da Playboy Espanhola de Dezembro de 2007.
Texto: Alicia Galotti, autora da série “Kamasutra” de Martinez Roca.
Tradução: Joel Minusculi

Quando está tampada pela roupa é um ícone sexual sagrado, um centro de veneração para ambos os sexos. A sentença “que bela bunda!” cruza o ar e encaixa certeira em nádegas durinhas, proeminentes, bem torneadas e melhor delineadas pela calça justa ou a saia do tamanho certo que as cobrem. São um objeto de desejo que instigam muitas fantasias.

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Evolução de telespectador para usuário

Posted in Artigo, Tecnologia, Televisão by Joel Minusculi on 02/12/2007

O site oficial da TV Digital (DTV) no Brasil fez sua contagem regressiva para a primeira transmissão do formato, enquanto muitas pessoas ainda tentam entender a revolução que o sistema proporcionará aos telespectadores. O conceito digital está na moda, principalmente pelas muitas iniciativas que surgem para inserir a sociedade neste novo mundo. Mas será que a população brasileira está pronta para essa nova forma de ver televisão?

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O que é inovar para você?

Posted in Artigo, Opinião by Colaborador on 24/11/2007

 

Se for um conceito indefinido, cuidado! Você está vivendo no passado! Inovar é o verbo de hoje, de agora! É a bola da vez.

i.no.va.ção

sf.
1 Ação ou resultado de inovar.
2 P.ext. Aquilo que representa uma novidade; algo que é novo : Resolveu fazer umas inovações na maneira de filmar.
3 Jur. Qualquer mudança em situação de fato ou de direito que possa despertar interesse na apreciação técnica de um processo judicial.
4 Ling. Qualquer processo de mudança que aparece numa língua e que conduz a novas formas de expressão. Pl.: -ções.

[F.: Do lat. innovatio, onis.]

Esta é a definição que está no dicionário Caldas Aulete, mas inovar na prática é muito mais que isso… É repensar o que fazemos para obter resultados inéditos. E inovar tem tudo a ver com Qualidade: Sempre que percebemos a necessidade de uma melhoria num processo, na maneira de fazer uma operação ou num novo lay-out para uma seção, quase sempre estamos inovando…

Inovar é trazer uma nova visão do que está estabelecido, melhorar o que não está tão bom como gostaríamos e também o que está, continuamente. É tornar real uma idéia, mudar conceitos, criar. A Inovação é a mãe dos grandes inventos, dos grandes passos da humanidade! Mas a inovação é bem-vinda onde necessária. Posso estar dizendo o óbvio, mas nem sempre enxergamos assim, não é mesmo? Quantas vezes uma idéia que para nós parece genial é rejeitada pelos outros, pelos superiores, pela gerência… Quando isso acontece, ficamos frustados (olha eu sendo óbvio de novo…) mas o importante é não deixarmos de ter idéias. Apenas devemos analisar bem se nosso alvo precisa mesmo de inovação, ou se vale o ditado “Em time que está ganhando…”

Em suma, inovação em Qualidade é sinônimo de boas idéias, que geralmente são simples, práticas, sem grandes complicações para implantar, e claro, necessárias para o processo. Continuar tentando ter novas idéias é o melhor caminho para que surjam as boas, as melhores idéias. Exercite a análise frequente dos processos e anote suas idéias. Comente-as, exponha, ouça as críticas e analise novamente (lembrou do PDCA? Pois é…), seja flexível e não tente impor sua maneira de ver as coisas. Assim, você vai incorporar o conceito de inovação e será reconhecido pelas soluções que encontra!

Agora diga, qual o seu conceito de inovação?

Ronaldo Costa Rodrigues
Que é titular do Qualiblog

Remember, remember, the fifth of November…

Posted in Artigo, Conspiração by Joel Minusculi on 05/11/2007

Venho veemente vociferar várias verdades vindas da vastidão do veredicto que vem com a vendeta. Não haveria inicio mais digno para tratar de um personagem marcante, tanto na História como nas histórias em quadrinhos. O protagonista de V for Vendetta usa uma máscara inspirada à imagem de Guy Fawkes. Além disso, ele foi criado tanto para imortalizar a idéia de libertação buscada do conspirador no Atentado da Pólvora, quanto para mostrar as novas gerações que é preciso lutar por seus ideais.

Hoje é dia 5 de novembro, o dia que ficou marcado com a traição de Fawkes contra o totalitarismo de uma monarquia. Quando ele foi capturado e torturado por ter uma causa, mas, mesmo assim, não se rendeu. Ele era feito de carne e sangue, mas a idéia que representava era maior que tudo.

Pena que nos dias de hoje os conceitos de honra e dedicação por uma causa sejam verdadeiros apenas como argumentos dessa história. Triste perceber como instituições que deveriam prezar pelo bem sejam corruptas. Pior ainda quando há o conformismo. Mas enquanto houver a intenção, a idéia será imortal.

[+] História do Atentado da Pólvora
[+] História de Guy Fawkes
[+] V for Vendetta (V de Vingança)
[+] Noite das Fogueiras – Dia 5 de Novembro

Joel Minusculi
Que conheceu o Verdadeiro V através do quadrinhos de Alan Moore

A Teoria da Vaca – Um Exercício de Lógica

Posted in Artigo by Colaborador on 25/10/2007

Sendo contemporâneo daquele velho seriado O Túnel do Tempo, desde garoto as idéias de viagens no tempo me fascinaram – e quem não sente o mesmo ? Anos atrás, após a leitura do livro A Máquina do Tempo, de H. G. Wells, formei uma idéia que chamei de Teoria da Vaca, baseado no fato de que a maioria dos filmes e livros que tratam do assunto sempre fazem essas viagens com um grande espaço de tempo entre presente e passado (ou futuro), o que dificulta a análise lógica. Leve-se em conta que o físico inglês que ocupa a cadeira universitária que foi de Isaac Newton, Stephen Hawkings, declarou há pouco tempo que passava a aceitar, em níveis teóricos, a possibilidade de viagens no tempo.

Pois bem, dentro do campo lógico que a Física Newtoniana nos oferece, analisemos uma volta a um passado de apenas algumas horas. Para isso, imaginamos um horário qualquer, digamos, 15h00:

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