Você sabe de onde vêm os bebês aqui no Brasil?

Posted in Comportamento, Imagem, Literatura by Joel Minusculi on 09/07/2009

01Mostramos aqui como os livros didáticos na Alemanhã mostram a dúvida de filhos que deixam pais encabulados. O que a gente não sabia é que aqui no Brasil a literatura sexual infantil também está desenvolvida. Nosso leitor Mansur indicou o livro “De onde viemos?” – o qual ele mesmo afirma ter lido com 8 anos de idade. Segundo ele, a primeira edição é de 1988 (ou seja, há um bom tempo, bem antes da Alemanha). Confira a seguir algumas páginas. Você ainda pode comprar o livro aqui.

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Joel Minusculi
Que nunca teve livros assim aos 8 anos…

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O Anel de Fedora

Posted in Literatura by Sal on 11/05/2009

fedoraring

Fedora fora criada com todos os mimos que uma menina de sua estirpe comporta. Estudara nos melhores colégios. Educada e linda, era prendada de forno e fogão. Com seu talento nato para cozinha preparava deliciosos quitutes e doces de fazer inveja aos melhores confeiteiros da região. Além disso, produzia lindos bordados que produzia em larga escala.

No alto de seus 16 anos, essa linda donzela, filha de Alba e do Sr. Pedro Rocha, possuía quase tudo que uma menina em sua idade pode querer. Seu noivo, um jovem e bem sucedido empresário a mimava com flores, poemas e amor. Suas amigas, sempre dispostas a lhe agradar, no fundo desejavam ser Fedora.

Alheia aos estragos que fizera a filha única, Alba em toda sua altivez nata, era ainda mais bela e cheia de energia que Fedora, e, não percebia que incomodava a filha. Sim, apesar de todas as qualidades, caprichos e vontades, Fedora não se conformava em saber que sua mãe era ainda superior. Em tudo Alba era mais que ela. O lugar que sua mãe possuía em casa, principalmente em sua vida, irritava Fedora em seu íntimo mais obscuro.

Nunca, nem por um segundo a jovem deixou no ar o pérfido sentimento que nutria por sua mãe. Seu pai, homem altivo que se derretia aos encantos de sua esposa Alba, irritavam profundamente Fedora, que tinha como inimiga a ser combatida a pessoa que mais lhe encheu de amor. Sua própria mãe.

No dia do aniversário de 35 anos de Alba, Pedro Rocha presenteou sua adorada esposa com a jóia mais linda que um ourives poderia confeccionar. Um anel adornado por um delicadíssimo diamante passara a adornar as mãos de Alba e a envenenar o coração de Fedora.

– “Por quê não fui presenteada com essa jóia em meus 15 anos? Era eu quem devia possuir esse anel. Eu mereço mais do que ela”

Destilava Fedora o seu veneno em silêncio.

A partir dessa data, a situação entre mãe e filha ficou insustentável. O ciúme, a raiva e a inveja que Fedora nutria por sua mãe, antes sufocada, desde o aniversário passou a quase substancial. Alba sentia que o amor de sua filha definhava a olhos vistos. Na realidade um amor forjado, jamais sentido. Fedora nunca amara sua mãe. Esse sentimento só era ofertado a si mesma. Ela nunca amou ninguém. Bastava-se. Pronto.

Alba, achando fazer o certo, cada vez mais procurava a atenção da filha e o dinheiro que a família possuía jamais fora poupado para suprir os caprichos de Fedora. A Senhora Rocha acreditava que o dinheiro poderia comprar tudo, até mesmo o amor de sua filha. De nada adiantava e o pior ainda estava por vir.

Numa tarde de primavera, no retorno de um agradável passeio com seu marido em volta do lago principal da cidade, Alba retornava para casa consumida pela alegria dos raios de sol. Absorta em seu estado de graça, não notou quando um homem aproximou-se sorrateiramente e, de súbito, encostou o cano do revolver nas costas de Pedro. A intenção era furtar as jóias, colar e anel, que Alba orgulhosamente ostentava. Na tentativa de defender a esposa, Pedro reagiu naturalmente empurrando Alba para o lado. Fato que assustou o ladrão, que em seguida disparou o revólver, descarregando os seis tiros no casal. Quatro balas perfuraram o corpo de Pedro, que chegou a ser encontrado com vida pela equipe de socorristas, mas devido aos ferimentos, faleceu a caminho do hospital.

Alba, a doce e gentil Alba falecera na hora. Dois tiros no peito. Duas vidas perdidas a troco de nada. O homem que tentou assaltá-los fugira após os disparos. Não encontraram o assassino, apesar das buscas intensivas da polícia, por tratar-se de uma família de nobres da região.

Fedora recebera a notícia da tragédia com pesar. O sentimento que tinha por sua mãe tornara-se ínfimo diante da dor da perda. Seus pais se foram para sempre. Em casa apenas os bens materiais. Bens de uma riqueza que jamais supriria o amor de seus pais. Apesar de todo o dinheiro o amor incondicional que lhe alimentava o espírito, não estaria mais ao seu lado.

No dia do velório de Alba e Pedro, toda a alta sociedade veio prestar as últimas homenagens ao ilustre casal. De pé, ao lado das urnas com os corpos, recebendo pesares de amigos e parentes, estava Fedora. Não mais aquela menina mimada, mas uma mulher, envelhecida anos em algumas horas. Só, apenas sua dor como companhia, quando chega seu noivo, que após uma breve troca de palavras de conforto, permanece ao seu lado na cerimônia – “Bonito anel”, ele disse, pra disfarçar a tristeza. Fedora caiu em prantos cobrindo o rosto com as mãos ornadas pelo anel que fora de sua mãe.

por Ariston Sal Junior

que desenvolveu esse conto a partir da frase em negrito

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A Revelação do Ano

Posted in Literatura by Colaborador on 13/04/2009

cincinato

O marceneiro José Abdias suava em bicas, mais atordoado pela fome e pelo palrar incessante do rapagão a seu lado, dileto e único filho da madame que contratara seus serviços. Já passava das 3 da tarde e o ralo “almoço” raspado da magra marmita de alumínio barato sumira em algum local entre as paredes do estômago e a sanfona intestinal. Aquele gôsto azedo de apetite mal satisfeito incomodava-lhe o fundo da garganta. Pediu mais água gelada à bela empregada curvilínea e de olhar sugestivo, porque o líquido aplacava por algum tempo a persistente e angustiante sensação de fome.

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Um momento bem brasileiro

Posted in Comportamento, Literatura, Poesia by Colaborador on 12/03/2009

Não vou dar opinião, todos sabem o que penso da Igreja Católica. A história do mundo conta diversos massacres, mas não conta que a igreja católica vem enterrando vivos, milhões de seres humanos na obscuridade da estupidez e da ignorância. Depois a Igreja reclama que vem perdendo fiéis…

Alô Igreja! Demora, mas o povo percebe a falcatrua, ok?

Até nosso etílico presidente abriu a boca contra o demenciado bispo…

É fato acadêmico que qualquer religião organizada tem como meta a mera e infame manutenção de um poder institucional.

Há muito, nenhuma delas se preocupa com a fé.

E entre tantos crimes e desmandos, temos atitudes vergonhosas como esta do esclerosado bispo, devidamente apoiado por um vaticano mais reacionário do que nunca.

Deus é grande, mas seus auto-intitulados representantes aqui embaixo, deveriam estar mais abaixo, lá nas profundezas que eles dizem acreditar…

Fariam um serviço mais honesto vendendo carnês do Baú da Felicidade!!!

Não nego um sorriso amargo ao reconhecer a criatividade do cordel que recebi do Thomas.

Alguém ainda lembra de  cordéis, folclores, de nossos costumes em geral?

 

Vou explicar em versos do grande repentista Mick Wilbury;

 

 

FOLCLORE E COSTUMES

(Mick Wilbury)

 

O tal bumba meu boi

Não importa se já se foi

E mesmo o caipora

Nunca teve tão por fora.

Saci Pererê

Ninguém viu, ninguém vê,

 

Bom é comer capim

Celebrando “raluin”.

Mas tem muito mais desgraças,

Um dia vai ter peru e ação de graças

E pra chegar lá no fim,

Dia dos namorados vira São Valentim

 

Oh menino! Sozinho na igreja?

Que Deus te proteja!

O padre com certeza,

Não vai te dar moleza!

E “vamo” em frente que atrás só tem demente!!!!

Mick Wilbury
Que transcreve abaixo o cordel Que recebeu de seu amigo Thomas

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O Sal da Terra

Posted in Comportamento, Literatura by Colaborador on 06/01/2009

Agonizava… e nem êle mesmo sabia disso. Sua vida passava diante dos olhos qual velha película desbotada, com estranhos “flashes” e brilhos pelo meio, as imagens incomodamente velozes, como se tivessem vergonha do que mostravam. Já não via o mundo; já nem havia mundo para êle, nos estertores da morte, o corpo inchado e disforme pela ingestão prolongada de bebidas, todas elas.

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O Natal e o Telefone

Posted in Crônica, Literatura by Colaborador on 18/12/2008

Nesta época prosaica chamada Natal, comemorada por todos, por católicos e judeus… Sim, os judeus também comemoram; abrem a lojinha mais cedo e trabalham aos sábados. Até os hassidianos dão uma mão no balcão.

Tudo é luz no céu do Iraque, onde as armas de destruição em massa, encontradas, era um pau de macarrão e um bando de americanos que apareceu por lá, sem nenhum convite.

O clima anuncia a chegada do Messias, aquele que é dono de uma loteca, onde filas se formam tentando na sorte o que o mundo lhes nega no dia a dia.

Esta é a época em que o telefone não para.

-Alô?

– Aqui é do Retiro dos Artistas, estamos angariando doações para o Natal…

– Ahm, o fulano de tal está aí?

– Está sim, é um dos nossos artistas mais queridos…

– E a beltrana?

– Também, também, mas tá velhinha…

– Mas não foram eles que participaram ativamente do cinema pornô e das daquelas chanchadas que o John Herbert atuava? Eles não viviam na Praça Julio Mesquita, ali onde ficava o cine Oásis? Alô, hein? Desligou…

O movimento de Natal é enorme em todos os lugares, nas delegacias, por exemplo…

– Socorro, fui assaltado!

– Gervásio, traz o bloco de ocorrências, meu filho.

– Doutô, tá cheio…

– Então arruma uma folha em branco. Vamos lá senhoria! O que é que roubaram de vossa senhoria?

– Minha fé!

Ri o delegado, ri o Gervásio, riem todos no recinto.

– Ah! Vossa senhoria é ótimo! Faz séculos que não se rouba o que não se tem. Não é possível, entende?

– Mas e o espírito de Natal?

– Propaganda senhoria, propaganda.

– Mas e o “amais uns aos outros”?

– Oh senhoria, foi o Washington Olivetto que bolou pra vender o primeiro soutien. “Amai um ao outro”, manja?

– Mas e a fraternidade, o respeito, a bondade…

– Senhoria, lamento ser portador de más notícias, mas na Arca só entraram animais, talvez isso explique alguma coisa…

Nada de qualquer modo deve manchar a celebração.

Famílias se reúnem, parentes se vêem pela primeira vez desde o último “enterro dos ossos” do ano anterior, ou algum enterro mesmo.

Na sala os netos adolescentes entretêm vovó, pobre velhinha, lotadinha de Alzheimer até os cabelos…

Demian, o neto mais agitado, cochicha no ouvido da vovó:

– Vó, a senhora tem “superpoderes”, se a senhora correr com tudo, a senhora pode atravessar a parede.

Não falta amor; logo após o baque surdo e do tombão, veio o pessoal com água oxigenada e gelo.

Nada como família.

É o amor em suas diversas facetas, não?

E o telefone não dá folga.

– Aqui é da Casa dos Leprosos, será que o senhor pode ajudar…

– Olha, posso enviar Kleenex, caixas de Kleenex e torcer pra nenhum deles ficar resfriado.

– Como assim?

– Moça, se um deles espirrar o Natal de vocês vai ter neve pra todos os lados! Vai parecer chuva de Mandiopã… Alô?

Demian é mais agitado que seu primo de primeiro grau, o Demo.

– Vó, vamos lá no terraço. A senhora assiste Heroes? Não conta pra ninguém, mas a senhora tem o mesmo poder do Peter. A senhora pode voar…

Na manjedoura chega os três reis “magros”, Valério, Cacciola e Maluf, o último graças a um bondoso hábeas corpus.

O primeiro trouxe um plano infalível, o segundo ofereceu um CDB e o terceiro não trouxe nada, mas queria levar alguma coisa.

E, claro, mais uma vez o telefone.

– É da congregação dos santos dos penúltimos dias – ou da semana passada, não entendi direito – e os padres estão angariando preservativos, visando a prevenção dos pecados no próximo carnaval…

– É pra uso próprio? Em alguma creche? Alô?

Eu bem que notei quando passei em frente a uma igreja, o coral dos coroinhas tava cantando bem mais agudo…

A noite do nazareno dá lugar à manhã dos iludidos. Alguns retornam de suas comemorações em silêncio… Os primeiros jornais anunciam mais algumas dezenas de americanos mortos no Iraque. Deve ser o tal milagre do Natal. Descendo a rua com a cara estabacada vem uma velhinha gritando:

– Eu sou o Peter Petrelli!!!

Mick Wilbury
Feliz Natal

Pitadas do Sal

Posted in Cinema, Literatura, Música by Sal on 02/12/2008

cinema

Cinema: Rede de Mentiras
O ator Leonardo DiCaprio estréia o lançamento nos cinemas deste final de semana. Rede de Mentiras (Body of lies, 2008), dirigido por Ridley Scott, conta a história de Roger Ferris, papel de DiCaprio, um ex-jornalista que passa a trabalhar como agente da CIA. Em missão Ferris é enviado para a Jordânia por Ed Hoffman, interpretado por Russel Crowe (Russel já foi dirigido por Ridley Scott no filme O Gladiador), um ambicioso chefe da agência de espionagem americana. O objetivo é que Ferris auxilie na captura de um líder do grupo terrorista Al Qaeda. O problema é que Ferris se vê encrencado quando começa a circular um boato de que o terroriasta recebe apoio dos norte-americanos.
Além de DiCaprio e Crowe, Mark Strong, Michael Gaston, Oscar Isaac, Vince Colosimo e Golshifteh Farahani completam o elenco dessa nova produção dos estúdios Warner Bros.

Download - 50 mb - Rapidishare

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CD:
Novo CD do Jota Quest na área. Já está nas lojas o disco La Plata, último trabalho de inéditas de Rogério Flausino, Marco Túlio, PJ, Paulinho Fonseca e Márcio Buzelin. Oitavo álbum de carreira do grupo, o novo trabalho é marcado pela crítica social e contou com a produção musical do mestre Liminha, além da participação de Ashley Slater, trombonista e ex-integrante da banda Freak Power, e também de Nelson Motta como co-autor da música “Ladeira”. Aviso aos fãs: Não deixem de conferir!

Danuza Leão

Livro:
“Afinal, o que é uma mulher sem malas?”
Essa é a pergunta que a autora do livro, Danuza Leão, faz ao se preparar para uma rápida viagem à Europa. Tudo começa numa de suas constantes insônias, que ela tenta inutilmente driblar lendo, escrevendo, vendo televisão, ou mesmo trocando de lugar os móveis da sala. Um relato sobre a breve e deliciosa viagem que Leão fez, repleto de dicas espertas e saborosas sobre hotéis, restaurantes, passeios e as obrigatórias compras.

Ariston Sal Junior
Que apresenta algumas dicas culturais

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Direção Oposta

Posted in Literatura, Poesia by Sal on 07/10/2008

Aqui fora nesta intépida noite
Nascemos e criamos nossos encantos
Gritamos na vastidão que assola o espaço
Enfrentamos a arena de leões inóspitos
Com suas jubas verdes e seus olhares vítreos

Longe da artéria que trás lodo do coração
Ano passado no último momento curtimos a dor inesperada
Lançados contra todo orgulho da terra
Alterada a ingratidão que nos encerra

Corremos na direção oposta ao vento
Retendo o medo
Ateando fogo ao desespero
Todos os precipícios são apoteóticos
Conhecemos o término
Embarcamos no som exótico e na letra perdida

Encaramos o tormento vil
De quem viu
E não soube enxergar o final!

Por Ariston Sal Junior

Solução Criativa

Posted in Literatura by Colaborador on 02/10/2008

Definitivamente, o Céu estava uma bagunça… quase tudo fora do lugar, lixo por toda parte, poluição, o “escambau”. Tinha até uns evangélicos “et similibus” logo alí que sempre fôra um clube exclusivamente para católicos apostólicos romanos. O diabo é que Deus, com seu infinito poder, não conseguia acabar com aquilo sozinho pois iria ferir susceptibilidades, as diversas [areas de influência de santos e anjos obedeciam a outros comandos. Pior: seu dileto Filho vivera um bom tempo lá na Terra só com a gentalha e adquirira gestos e hábitos meio libertários, de esquerda, reacionários e isso influenciara um bocado de santos por ali.

O Senhor dos Céus (e da Terra) intimou São Pedro a tirar essa pedra do seu caminho matinal, exigiu que o dono das chaves dos portões celestiais desse um fim naquela baderna. Nem todos sabem — só quem já morreu! — que o Céu tem duas portas; os que vêm do Purgatótir, depois de penarem uma eternidade, entram pelos fundos. Era justamente essa “galera”, que merecia estar no Inferno, quem tratava os verdes campos celestes como um clubeco de subúrbio.

São Pedro coçou a lustrosa careca, alisou a barba rala e, de estalo, lembrou do único sujeito capaz de “quebrar aquele galho”, mandando um anjo desocupado chamar o “Bené”:

– “Meu caro São Benedito… o Deus dos Exércitos incumbiu-o de limpar a área, driblar todos os problemas, ir ao ataque contra a sujeira, vencer a desordem ee a baderna e, em dois tempos, levar-Lhe um resultado positivo. Caso contrário, sua alama volta à Terra como um vira-lata de caboclo!”

– “D’xá c’migo, ô da portaria. Vou “bater uma bola” com as bases, “dar um toque na rapêizi” e resolver essa “parada”, meu camarada”!

Lá se foi o negro magrinho balançando o esqueleto e pensando como poderia “descascar aquele abacaxi”, se sair bem daquela “bananosa”. A situação era embaraçosa, tinha muito santo de renome e sobrenome, êle era do andar de baixo da categoria e não podia “entrar de sola” pois iria se machucar, mas se ficasse na defensiva o placar final ser-lhe-ía desfavorável. Voltar para a divisão inferior, nem pensar… sofrera que nem cachorro (êpa!) lá embaixo.

Começou do comêço: os santos e anjos limpinhos e engomadinhos foram situados próximo do rotineiro caminho do passeio matinal do Altíssimo, as caras angelicais e o olhar enlevado para honra e glória de Jeovah. O esperto “Bené” deu um sumiço no pessoal do 2º time, os barbados e desleixados, com trajes adquiridos em “brechó” barato, a tal ponto que as plagas celestes voltaram a ser “um brinco”, sem uma toiça de grama fora do lugar e nem aquelas “peladas” indecentes.

A santíssima Nossa Senhora, que tinha uma “caída” suspeita pelo pretinho — afinal, seu beato marido José era quase daquela côr — veio dengosa e charmosa perguntar ao santinho afroeuropeu ( a pedido secreto de São Pedro) como êle havia resolvido a questão. São Benedito não se fez de rogado e conduziu a Virgem-Mãe até um atalho, com uma placa indicativa. Nela, os seguintes dizeres: “Visite o CANTINHO HIPPIE a 500 metros… mantenha-se à esquerda e boa viagem”.

Enfim, o restante do Céu estava à salvo!

Cincinato Palmas Azevedo
Que escreve de Ananindeua, Pará

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Comer, rezar, amar… e ler!

Posted in Literatura by . on 10/09/2008

Quando há um sentimento de que sua vida vai desmoronar a qualquer momento é preciso encontrar estratégias para não perder as forças. Foi justamente isso que Elizabeth Gilbert fez durante um ano de viagens pela Itália, Índia e Indonésia. Essa busca pelo equilíbrio através de prazeres e preces é relatada em Comer, Rezar, Amar, lançado no Brasil pela editora Objetiva.

Para fugir das frustrações, que começaram a surgir por volta dos 30 anos de idade, e buscar o equilíbrio, Liz abandonou um casamento e os bens materiais e partiu para uma viagem por três países, que por coincidência, começam com a letra I (eu, em inglês).

Na Itália descobriu o prazer de comer e fez questão de visitar os melhores restaurantes. Na Índia se dedicou a espiritualidade e na Indonésia encontrou um novo amor.

Apesar de algumas vezes o livro cair para o lado melancólico e pessoal da autora, vale pela cultura descoberta nos países visitados. Além disso, há aquela clássica sensação de dar “up” na vida de quem lê, dando vontade de buscar formas de ser mais feliz, mas sem soar como uma auto-ajuda moralista.

Todo o mundo já teve algum tipo de problema e Liz faz entender perfeitamente que isso é normal, faz parte da vida e do crescimento, porém não basta esperar que isso tudo passe de uma hora para outra. Sem buscar o prazer e o “eu” interior fica difícil se livrar dos males que nos cercam. Além de comer, rezar e amar, a autora nos permite outro prazer: a leitura.

A autora é jornalista e escreve para a revista norte-americana GQ. Atualmente vive na Filadélfia e no Brasil (Sim! Leia o livro para saber o porquê). Há rumores de que a história irá para o cinema neste ano e será protagonizada pela atriz Julia Roberts.

Leia um trecho do livro clicando aqui!

Marina Fiamoncini,
Que tem crises existenciais muito antes dos 30 anos

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