Vida de mulher não é fácil…

Posted in Comportamento, Relato by Colaborador on 30/09/2008

Até porque nem mesmo elas facilitam. As mulheres ficam o tempo todo procurando um defeito, um problema ou um motivo qualquer que as faça abrir a boca e se lamentar. Não que isso ocorra freqüentemente – não chega a ser uma depressão coletiva – mas sucede por fases da vida mesmo, e nem sempre tem a ver com o ciclo menstrual.

Pois então, vamos falar sobre a fase mais irritante na mulher (do meu ponto vista é claro): a fase Festa. Chega uma idade na mulher, que a vida dela gira em torno da balada. É como se balada fosse sinônimo de Príncipe Encantado. Agora me responda uma coisa: por que diabos uma garota marca encontro com o “ficante, peguete, piriguete ou sei lá das quantas” pra um lugar barulhento onde não se ouve nada do que o outro está falando?

Provavelmente você vai dizer “ah, esses lugares é só pra pegar mesmo, tipo, se envolver com as pessoas erradas até achar a pessoa certa”. Pois bem, incontáveis vezes (sério, parece um ciclo vicioso) consolei amigas que, depois de ir para a balada, se apaixonaram por seus companheiros, às vezes só pelo fato de o cara ser o mais belo da cidade ou do bairro.

As histórias acontecem mais ou menos assim: Mariana está a fim de um cara. Ela conversa com ele por MSN. Ela dá umas indiretas como quem não quer nada; ele também dá umas indiretas como quem não quer nada; os dois combinam de ir à mesma balada (como quem não quer nada); os dois dançam juntinhos, como quem não quer nada; e depois se beijam – como quem não quer nada.

O cara a gente sabe não quer nada mesmo, pelo menos até os 25 anos (dependendo de cada um, logicamente não quero generalizar). Mas a Mariana eu posso dizer por experiência que, se o cara não ligar em três dias, não retornar toquinho (que eu acho o Ó do borogodó alguém se sentir mal por causa disso), entrar no MSN e não chamar por ela ou não cumprimentá-la na facul, certamente a Mariana vai bater na minha porta.

É nessa parte que as amigas racionais ou pouco emocionais entram em ação. Essas amigas ouvem a história desde a parte dos primeiros olhares até a última frase do Messenger, lêem as mensagens de celular e Orkut, analisam fotos e depoimentos do coitado e fazem uma espécie de investigação para responder à pergunta: ele gosta dela ou não? No fim as amigas falam que a Mariana merece coisa melhor, que o cara é um canalha e não ta nem aí pra ninguém e que outras baladas virão.

Não é que eu seja contra isso, até porque já vivi circunstâncias parecidas, mas depois que passa essa fase, a gente percebe o quanto choramos por ocasiões que nós mesmos criamos. Mariana queria ficar com Ricardo, mas disse que não era nada sério. Trocou poemas com ele pelo Messenger, conversaram durante horas por telefone. Para Ricardo era rotina. No fundo, para Mariana aquilo era especial. Mariana finalmente saiu com Ricardo, acreditando que ele fosse o cara perfeito e que a recíproca era verdadeira. Na balada seguinte, Ricardo ficou com uma ruiva, a quem pediu em namoro um mês mais tarde.

Nós não nos envolvemos com a pessoa errada, nós nos envolvemos na maneira errada. Agora vai explicar isso para uma mulher carente.

Jéssica Mariane de Oliveira

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Linguagem sem Fronteiras

Posted in Comportamento, Relato by Colaborador on 16/09/2008

Desde que o  Mundo é Mundo, existem pessoas com deficiências. E hoje apesar de muito divulgada, uma das que mais chama a atenção, com certeza, é a Deficiência Auditiva, pois não há quem não olhe para um intérprete de LIBRAS gesticulando freneticamente em um evento/aula, etc.

Eu, como intérprete de LIBRAS tenho contato direto com os surdos (é assim, que os Deficientes Auditivos preferem ser chamados… e não de “mudinhos, ou surdo-mudo”). Certo dia fui à academia junto com meu amigo que é surdo, ao entrar me chamou a atenção um rapaz que estava correndo na esteira (bem a minha frente), sem nem pensar disse ao meu amigo (em LIBRAS é claro): que Rapaz bonito, esse ali de óculos!!! Meu amigo, disfarçadamente o olhou e virou-se pra mim dizendo “Tome cuidado ao falar, ele pode perceber…”. Eu nem me preocupei, e continuei minha conversa, cerca de dez minutos depois o Rapaz da esteira olha pra mim e me pergunta (em LIBRAS!!!!) se eu era Deficiente Auditiva. Eu (vermelha) com certa timidez, disse que “NÃO” e perguntei como ele sabia LIBRAS. A essa altura, meu amigo estava rindo descontroladamente de mim, e de minha ingenuidade. Eu, educadamente pedi “DESCULPAS” ao rapaz, que nem se importou com o fato. Aliás, nem ele, nem meu amigo. Eu sim.

Anamélia da Silveira Araribá
Que nunca mais comentará sobre os outros em qualquer outro idioma.

Zélia Duncan e o 11º Festival de Música de Itajaí

Posted in Música, Notícia, Relato by Sal on 08/09/2008

Zélia Duncan Abriu o 11º Festival de Música de Itajaí no sábado passado, dia 06 de setembro, no Centro de Eventos de Itajaí, no parque da Marejada. A noite estava linda, apesar do frio, e proporcionou uma integração única entre a artista e seu público. É inegável, mesmo sendo entrada franca, que a grande maioria dos presentes ao show eram de fãs do trabalho da cantora.

Zélia entrou no palco por volta das 22h, antes houve o show de abertura com as cantoras locais Bárbara Damásio, Giana Cervi e Keyla Araújo, que aqueceram o público para a grande estrela da noite. O show foi o que se esperava de Zélia. Canções de seu último trabalho, Pré Pós Tudo Bossa Band, intercaladas com os hits de sua carreira, como “Alma”, “Verbos Sujeitos”, “Catedral” e “Carne e Osso”. O show talvez funcionasse ainda melhor no Teatro Municipal de Itajaí, pois manteria sua aura mais intimista. As canções de Zélia pedem isso, mas, sem dúvida, serviu para mostrar a Itajaí o talento dessa niteroiense, que transpira música por todos os poros e que só não se apresentou antes na cidade, por falta de convite. “Meu nome é Zélia. Estou acostumada a ser a última a ser chamada da turma”, brincou a cantora durante o show.

As apresentações do festival seguem até o próximo sábado. Com encerramento do grupo Roupa Nova, no Molhe da Barra, às 21h. Na quarta-feira haverá o show de Jair Rodrigues, no Teatro Municipal, as 21h. Quinta é a vez do público conferir a apresentação de Francis Hime, às 21h no Teatro Municipal de Itajaí, e sexta-feira, é a vez de Fátima Guedes abrilhantar o Festival, também no Teatro, sempre com entradas a R$ 30,00.


Zélia Duncan canta “Catedral”, no 11º Festival de Música em Itajaí

Coletiva

No sábado a tarde a cantora Zélia Duncan recebeu a imprensa para uma coletiva, realizada na Pousada Felissimo, na Praia dos Amores. De óculos escuros, visivelmente cansada pela viagem, a cantora respondeu com bom humor as perguntas dos jornalistas, pousou para fotos e deu autógrafos, sempre solicita e vigiada pelos olhos de sua produtora. Em 20 minutos de entrevista a cantora discorreu sobre sua carreira, influências, falou sobre a importância de festivais de música e disse que em breve entra em estúdio para um novo trabalho autoral.

Sal – Pré Pós Tudo Bossa Band, é o nome de seu último disco. O que você quis dizer, ao batizar o disco com esse nome?

Zélia – É uma ironia, uma brincadeira com a música e as pessoas que tendem sempre a rotular as coisas. Uma parceria minha com o Lenine, que diz: Todo mundo quer ser da hora, Tem nego sambando com o ego de fora, Caras, bocas, marcas estilos… E por aí vai. É fazer algo novo mais sem ser novo. Não me considero com um estilo definido, então o título quer dizer isso.

Sal – Quais suas principais influências na música. Que artistas te marcaram para hoje você ser a artista Zélia Duncan?

Zélia – Isso é difícil. Quando comecei eu só cantava. Muitos artista me influenciaram, mas se fosse para citar os embrionários, seriam Elizete Cardoso, sem dúvida, Elis Regina, Bethânia, Gal e tem o jazz também, que me influenciou bastante, como Ella Fitzgerald e Billie Holliday. Na década de 70 fui influenciada por uns primos que ouviam Pink Floyd, Led Zeppelin, fui ouvir Beatles tardiamente, com vinte e poucos anos. Além da vanguarda paulista. Itamar Assumpção, por exemplo, me influenciou muito, foi o artista em que eu cantei pela primeira vez, em 1985.

Sal – Qual sua opinião sobre os festivais de música e quando sairá um novo trabalho de inéditas?

Zélia – adoro festivais, acho muito importante que aconteça. Há muito tempo espero um convite para vir tocar aqui, participar. O Festival de Itajaí é importante para os novos músicos se apresentarem, divulga o trabalho local e há essa troca. Um conselho para os músicos novos que dou é que eles ouçam muita música, não objetivando apensas o sucesso, mas saibam como perseguir a música. Quanto ao trabalho de inéditas, eu estou chegando ao final da turnê do “Pré-pós-tudo” e com “Amigo é casa” [trabalho feito em parceria com a cantora Simone, de onde se originou um CD e DVD gravado ao vivo], que também fizemos algumas cidades. Mas já tenho algum material pronto e devo entrar em estúdio lá para janeiro ou fevereiro do ano que vem.

Para ver mais fotos de Zélia Duncan no Festival de Música de Itajaí, acesse o site oficial da cantora http://www2.uol.com.br/zeliaduncan/, ou clique direto em http://www2.uol.com.br/zeliaduncan/fts_show.html, para ir para a galeria de fotos.

Ariston Sal Junior
Fã de Zélia Duncan, desde seu primeiro disco pela Warner

13º Congresso da Acaert

Posted in Relato by Colaborador on 16/08/2008

Na quinta ( 14/08 ) estive no 13º Congresso da Associação Catarinense de Rádiodifusores (Acaert). Durante a tarde, acompanhei três palestras: Luciano Pires, Gilberto Barros (Leão) e Caco Barcelos.

Abaixo, um pouco do que cada um apresentou.

O BRASILEIRO POCOTÓ

Na minha opinião, a melhor palestra da tarde. Luciano Pires trabalhou durante 26 anos numa empresa do setor automobilístico, na área de comunicação. Com uma apresenta media e slides com vídeos, esquemas e recortes de jornais, Luciano conseguiu manter a platéia concentrada, apesar de ser pouco conhecido no mercado.

O executivo falou sobre percepção. Através de perguntas (“você tem medo do quê?”, por exemplo) instigou análises na postura e na conduta de cada um para mostrar ao público de rádio e tevê o Brasil que vemos. Trouxe diversos exemplos de abordagens de notícias iguais por ângulos diferentes, comparativos de dados e exemplos práticos de como – independentemente de linha editorial, padrões de veículo, exigências da diretoria do jornal – há formas de repassar ao público uma concepção positiva do Brasil.

Luciano citou Nelson Rodrigues com sua célebre frase “O brasileiro perdeu porque não acreditava que podia ganhar. Sofremos de complexo de vira-latas”. E, numa linguagem simples, chocante e provocativa, traduziu: “somos merdas porque enfiaram na nossa cabeça que seremos merdas pra sempre”.

Como lição principal e último slide da apresentação, mais um questionamento: Qual é o seu legado? Uma palestra brilhante.

A PAIXÃO E A RAZÃO

Talvez a palestra de Gilberto Barros – sim, o Leão – não devesse receber esse nome. Foi um desabafo. Emocionado, ele relembrou como começou sua carreira no rádio AM e fez um apelo aos donos e diretores de rádios e tevês presentes: “não vamos deixar o rádio morrer”. Repetia: “o rádio brasileiro está doente, precisamos fazer alguma coisa para salvá-lo, senhores”.

Comparou a evolução na tecnologia utilizada para fazer televisão com o sucateamento das rádios e criticou violentamente a ligação entre rádio e política. Ofereceu como sugestão para uma melhoria do quadro das rádios um investimento mais constante e freqüente em associativismo.

Uma principal lição: mesmo depois de muito tempo, estar apaixonado pela profissão é importantíssimo. Um desabafo emocionado.

CACO

O palestrante mais aguardado – e tietado – da noite chegou trazendo uma mochila gigantesca e uma gripe que quase não o permitiu falar. Apesar do alvoroço causado pela chegada de Caco Barcelos ao auditório onde estavam sendo realizadas as palestras, assim que subiu no palco ele demonstrou simplicidade e facilidade para falar ao público.

Já nos primeiros minutos, falou da estrutura da matéria na emissora em que trabalha, começando pela triagem de pautas, passando pela checagem dos dados, marcação de pautas, gravação e edição da matéria. Falou também do Profissão Repórter, programa que quebrou o jejum de 10 anos sem novidades no jornalismo da emissora. Disse que o objetivo do programa era mostrar os diversos lados de uma mesma história.

Na exibição de matérias antigas da sua carreira, Caco entrou num assunto bem mais complicado de se lidar: ética. Falou como entrou no apartamento de Nicolau dos Santos Neto, de algumas de suas investigações para os livros Abusado e Rota 66. “Parece que o interesse da mídia só acontece quando os crimes chegam a classe média”, disse, ao falar sobre a atenção exagerada dada a casos como os de Isabela. Contou sobre algumas investigações e comparativos que mostravam que a realidade nos lugares de baixa renda era muito mais complicada. A polícia faz um trabalho brilhante em alguns casos. Mas já encontramos alguns laudos de crimes que aconteceram no meio da rua, as sete horas da noite, que não passam de 10 páginas e não tem nenhuma testemunha ouvida”, disse.

Ponderou o que considerava ou não ético na área jornalística e, ao ser questionado sobre o que fazer por um jornalismo decente mesmo com imposições de pautas e até mesmo questões editoriais, disse que cabe ao profissional buscar e checar as informações. “Se seu chefe diz que tem ali há 10 documentos que comprovam qualquer coisa, corra atrás. Se descobrir que não é verdade ou que há outros fatos interessantes que mereçam ser noticiados, traga 215 para comprovar sua investigação”, brincou.

Claro, Caco não conseguiu sair do palco sem a escolta de fãs que insistiam em bater fotos e pedir autógrafos com o atual maior ícone do jornalismo global.

Uma principal lição: a ética é, realmente, pessoal e intransferível. Cada um tem a sua. Uma boa palestra.

Marina Melz
Que não é da Univali mas sempre lê e escreve para o Pega no Meu!

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Leilão de Urubu

Posted in Literatura, Relato by Colaborador on 04/08/2008

Nascido e criado num morro carioca – favela de vielas apertadas, barracos escuros e vida sem nenhum horizonte – de repente me vi jogado numa planície sem fim, com trechos de mata fechada e água por (quase) todos os lados.

Fatalista por índole, tirou-me o destino da selva de pedra para atirar-me no que restou de outra selva, a majestosa floresta amazônica. Com 30 anos bem vividos, troquei a contragôsto as areias (e o voleibol) da praia de Copacabana por um barracão na mata, sem energia elétrica, chuveiro, TV nem geladeira e tendo que dormir (“com as galinhas”) às 19 ou 20 horas.

Eu mais meu irmão gêmeo Renato tivemos que aprender a fazer “cauvão” no sítio que a família comprou. Plantávamos boa parte do que comíamos e findamos trocando frutas por açúcar, sal, querosene e coisas do gênero.

A “brincadeira” durou quase três anos, até que largamos tudo e debandamos… primeiro, para a cidadezinha mais próxima; depois, rumo a Capital, Belém do Pará.

Ficou-nos daqueles breves tempos histórias e estórias que beiram o absurdo, mais parecem anedotas, além de momentos por vezes dramáticos mas sempre fascinantes do choque entre Homem e Natureza.

Minha experiência anterior com futebol de praia motivou-me iniciar um time infantil nas redondezas, com garotos que andavam de 2 a 4 km para treinarem sábados à tarde, resultando disso vários torneios locais e, adiante, nos vilarejos próximos. Graças a contatos meus com a Prefeitura, pela primeira vez na vida do sítio surgiu um ônibus naquelas êrmas paragens.

O paraense é, definitivamente, um povo festeiro… por mais carente e isolado que o lugarejo seja terá, duas vezes ao ano, a sua festinha (ou festança). Os “apreparos” começam mês e meio antes, com os Ofícios manuscritos entregues aos times principais das vilas vizinhas que, na verdade, pagam entre si as visitas anteriores que os ora convidantes fizeram. (Explica-se: vitoriosos ou derrotados, ficam todos para a festa própriamente dita, “varando” noite adentro.)

Nesse ínterim, renovam a “sede” – o barracão da Festa – pintando tudo e trocando a palha do teto. Por fim, capina-se o local em volta e aprontam a Capelinha ou o altar para a única Missa do ano.

No dia da festa, geralmente em homenagem a Santa-padroeira da localidade, tudo vem de barco: gêlo, bebidas, carnes para churrasco, o “sonoro” – caso não haja estradas (os “ramais”) – e boa parte dos “atletas” convidados, a maioria “barqueiros’.

Foi numa destas ocasiões que acabei leiloeiro, “intimado” pela beata do lugar, dona Maria Guedes. Pregão de miudezas, perfumes e louças entre outros, arrematados em pouco tempo.

Passava da meia-noite e, no barracão lotado, de comer só havia farofa… tudo o mais desaparecera por entre os dentes da rapaziada indócil.

Eis que dona Maria me surge com um “urubuzinho”, frango preto e esquálido, pouco mais que um pinto. Recusei-me a levá-lo a leilão. Que ela desse um jeito de prepará-lo… afinal, meu belo nome de “leiloeiro” estava em jôgo.

Quarenta minutos depois, entre tomates e pimentões, lá estava a pobre ave canibalizada para prazer & gula de quem a arrematasse. Chamei “Cacá” num canto e segredei-lhe que fizesse uns lances.

– Mas eu ‘tô “duro”, seu “Nato”… bebi a “grana” toda !

Expliquei-lhe vagarosamente que isso era um estratagema para subir o preço final do “pombinho”. “Cacá”, na realidade Dorivaldo Bandeira, era de uma família de maranhenses que viviam da pesca em barcos e também servindo em empresas congêneres. Ele trabalhava conosco no sítio, nas tarefas mais pesadas. Ao lhe perguntar certa vez porque tratava seus irmãos por “compadres”…

Nato Azevedo
Que escreve de Ananindeua, Pará

Renovando Energias

Posted in Comportamento, Concurso, Relato by Colaborador on 15/07/2008

A gente sempre tem coisas pra dar.

Roupas que não usa e ficam só ocupando lugar no guarda-roupa, sapatos que a gente vive se convencendo de que vão lacear e no fim nunca saem da caixa, capa de chuva que a gente usava quando era criança, anéis que não cabem mais nos nossos dedos porque engordamos, brincos que sairam da moda… e tenho certeza, se vc fizer uma rapa no seu quarto, só de papel vai sair um sacão de lixo!

E a gente tem mesmo essa mania doida, de ir guardando tudo, porque “isso” lembra algum momento, porque “aquilo” a gente já gostou muito, porque “aquele outro” veio de alguém especial, porque “esse” foi presente… porque a gente se sente seguro com todas essas coisas a nossa volta, como se o tempo, os amigos, os presentes, os momentos, pudessem ser resgatados a qualquer momento, sempre que a gente tocar/usar/reler/ouvir esses pertences.

E eu estou aprendendo a me desfazer de tudo! ou quase tudo! rsrsrs
Se compro um sapato novo, dou um velho; se ganho uma panela nova, jogo fora uma velha; se tiro fotos novas, troco de lugar com as antigas… e assim por diante! E de vez em quando também troco os móveis da casa e os enfeites de lugar!

Pois acredito que tudo que não tem muita utilidade, que não tem muita vida acaba “ocupando” a energia de algo novo, que poderia chegar, que poderia acontecer, que poderia renovar os ares, a atenção, os sentimentos, a nossa força interior… dando aquela sensação que a vida pára e empaca, sabe… que a via não vai pra frente!

Assim, além de ter sempre coisas novas ao alcance das mãos, também ganho novas idéias, respiro novos ares, vejo com novos olhos, espantando a rotina, a comodidade, o tédio, a monotonia, que tornam nossa vida tão apática, tão vazia, tão sem graça!

Pathy
www.minhasversoes.blogspot.com

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Ex viado existe sim!

Posted in Comportamento, Literatura, Relato by Colaborador on 04/04/2008


Música para rebolar…

Na verdade esse texto é mais um pedido de desculpas do que um texto de qualquer sobre sexo que vocês estão esperando de mim. Afinal, eu criei uma dúvida, confirmei essa dúvida, e agora tenho a obrigação de desmentir essa confirmação para todos meus amigos.

“Afinal, o Rebolativo é bixa ou não?”. Essa foi minha dúvida durante três anos. Aliás, três longos anos. No começo, a gente olhava, analisava, e preferia chegar a conclusão que era o estilo dele. Aquele cabelo bagunçadinho, sempre de preto branco ou bege, jeito discreto e com um rebolado que falta em muita aspirante a dançarina do créu. Uma aproximação rápida há mais de um ano, dei em cima sem muito sucesso até que: namorando no orkut. Pronto, a dúvida tinha evaporado. Tá certo que muita gente não acreditou. Mas eu sou daquelas que acredita no que vê, então… Esse ano, por ironia do destino, ele cai de paraquedas em minha vida. Um barzinho, uma volta pra casa na Praiana, e uma notícia bombástica de uma amiga: “Ele é gay sim! Eu já vi ele ficando com váriOs”. Sim, meu mundo desabou ali. Por que depois de tanto tempo vem alguém e desenterra essa dúvida de mim? Aliás, por que depois de tanto tempo vem alguém e me dá essa resposta? Lógico que como uma boa fofoqueira assumida, eu contei pra todo mundo que ele era definitivamente gay, e que a resposta vinha de fonte seguríssima. Bah, o que eu não imagina era a repercussão que isso teria entre os demais fofoqueiros de jornalismo. Conformada com a situação, por que não ser amiga do bixinha? Eles são tão fiéis né?

Acontece que mês passado, teve um pagodinho por aí.. e adivinhem!! Eu peguei o rebolativo! Ninguém acreditava. Muito menos eu! A idéia de ter ficado com ele, imaginando que o amigo que estava junto era o namoradinho, era uma coisa muito complexa pra mim. Mas, o que mais importava era que finalmente eu tinha ficado com ele. 🙂

Mas, como a dona Helena não sossega, outra dúvida surgiu. Ele dá ou come? Bah.. isso deu o que falar. Todo mundo que dizia, que seria melhor se ele comesse. A Julinha ainda dizia que era LÓGICO que o melhor era ele comer, pois assim, se ele me comesse, seria por instinto. Eu, como minoria, preferia que ele fosse a mulherzinha da relação. Lógico! Pensem comigo: Ele dá. Gosta de dar e é acostumado a dar. Se ele me comesse, seria um mérito meu! Se ele é bixa e come uma mulher, nossa, não tenho nem palavras pra descrever essa vitória. Eu rezei tanto que deu certo. A mesma fonte seguríssima me contou que ele era passivo. Palavras estas, ditas da boca do próprio Rebolativo. Nossa que alívio. Juro! A Julinha ficou indignada né, como o resto. Piadinhas e comparações não faltaram. Resumindo: eu “amava” uma bixinha.

MAS, quem me conhece sabe muito bem o quanto eu sou desconfiada, e sempre acho um furo nas histórias que me contam. Primeiro, a fonte seguríssima não tem o Rebolativo no orkut. Segundo, ela nunca dá oi pra ele quando passa no corredor. Porra, a pessoa tem que ser muita amiga pra ganhar uma confissão do tipo “sou passivo” né?!!! Mas não pensei duas vezes. Perguntei logo pro meu bixinha se ele conhecia a fonte seguríssima. Resposta? Não!

Gente, meu sangue ferveu! Eu jurei de morte aquela criatura que tinha brincado com uma coisa tão seria pra mim! E quem passa no corredor justamente no momento da jura de morte? Aham, a fonte. Bom, pra quem viu, foi uma cena inesquecível. Não vou contar toda a conversa porque palavras não são suficientes.. tem coisas que eu só conto se puder representar! Senão perde toda a graça.História tirada a limpo, era hora de falar com minha bixinha né?! Contei pra ele o pequeno mal entendido e tive a simples e feliz resposta “Não sou viado”. Não preciso de mais nada… por enquanto!

Sobre o Rebolativo? Não é viado, até que ele me prove o contrário.

Helena Schröder
Que “ama” o Rebolativo até mesmo se for assexuado.

Vampiros e Ópera

Posted in Comportamento, Música, Relato by Colaborador on 03/03/2008

Caros Amigos,

Abrir a semana com vampirismo não é exatamente suave, mas o tema musical de hoje está entre os mais belos de todos os tempos.

Nas primeiras sombras do final do dia, abrem-se olhos vítreos a imagens repetidas há séculos.

Mais nada por saber ou aprender, só a complacência diante do eterno.

Vampiros.

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Money!

Posted in Comportamento, Música, Relato by Colaborador on 26/02/2008

Caros Amigos,

Ontem à noite, a lua cheia banhava a Pedra da Gávea e se espalhava pelo mar. Céu azul, poucas nuvens, o mar desaparecendo no horizonte. Fiquei romântico. Vou falar sobre algo que une fortemente os seres humanos no corpo e na alma:

DINHEIRO!!!

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Tudo está interligado – Sucesso e tragédia também…

Posted in Comportamento, Música, Relato by Colaborador on 21/02/2008

Existe uma teoria que diz que todos estão a seis graus de separação de qualquer outra pessoa. Exemplo, minha querida Lizzie Bravo cantou com os Beatles, então como conheço a Lizzie, eu estou a apenas um grau de distancia de Paul McCartney.

Esta é nossa história de hoje.

Vamos falar de Terry Melcher.

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