Vários tipos de amor

Posted in Vídeo by Joel Minusculi on 12/06/2009
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Outro vídeo muito interessante do pessoal do Nimias Cosas Mínimas, que mostra as várias formas de amor que podem existir. Encontre a sua forma de amar =)

Joel Minusculi
Que tem o seu à sua maneira

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Repitam comigo: eu-te-amo

Posted in Comportamento, Opinião by . on 23/02/2008

 

No Japão foi criado um curso que ensina os homens a dizerem “eu te amo” a suas esposas e demonstrar o que sentem por elas. A Nihon Aisaika Kyokai (Associação dos Maridos Devotados do Japão) foi formada em 2004 e conta com 150 membros de meia-idade.

Não que no Japão as pessoas não se amem ou os homens sejam super machistas. É que na época dos samurais o homem que fazia mais sucesso com as mulheres era justamente o que não dizia eu te amo. É estranho, mas não especificaram se os guerreiros da época tinham o porte de Tom Cruise em “O último Samurai”, senão as coisas ficariam mais bem explicadas. A idéia vale para o Brasil também. Aqui não é difícil se deparar com homens tímidos ao ponto de não conseguirem nem falar o que sentem e outros estupidamente grossos. Ou seja, clientes não faltam.

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Veteranos dos Bares

Posted in Crônica, Literatura by Sal on 02/10/2007

Só na noite é que saímos para lugares que já ficaram marcados no dia anterior. Onde nossos fantasmas estão a nossa espera, guardando sempre um lugar para o dia seguinte. Uns vão pro Baixo-Leblon, outros pra Cidade-Baixa, alguns estão no Pontão do Lago Sul e têm os que vão para a ladeira do Pelô, ou ainda pra suave brisa da Beira-Mar. Sem contar os sempre cheios da Vila Madalena.

Em qualquer lugar os bares, esse templo sagrado dos boêmios, reúne lindos personagens da cidade, oculta pelos olhos do dia. Pela ausência de culpa, revelando segredos que o sol não consegue decifrar.

Nesses encontros, às vezes secretos, onde secretíssimos dialetos são desenvolvidos e ganham corpo. Nos templos etílicos das pequenas metrópoles e dos imensos povoados, seguimos em comunhão os rituais solenes, insolentes. A garrafa, o copo, a toalha, a mesa. Falamos da vida, dividimos nosso cotidiano, expomos nossas feridas, refazemos planos. Os assuntos se confundem, se misturam, são diversos. Tomamos porres de canções, de prosas, de versos. colecionamos amores. Mas cuidado, pois descarta-se os abandonos.

Somos veteranos dos bares, bêbados, abandonados, sem lar, sem vínculo, que delineando as dores com cerveja, choramos juntos, sozinhos a tristeza. E sobrevivemos. Ah, e como sobrevivemos. Com graça, com encanto, sem canto e rimos da solidão pelas madrugadas insones, onde o céu é um quadro negro de luzes singelas, contrasta com as estrelas que sobem no gás, nas espumas e escorre pelo ralo, pelo bueiro.

Com tudo, há o amor. Sempre belo, idealizado, com os pactos fechados, nem sempre cumpridos, muitas vezes sufocado. Quase sempre sofrido, machucado. Mas nossa promessa de não chorar, para não derramar lágrimas que não são compreendidas, quase é traída quando nossos olhos, pelo calor dos bares, teimam em suar.

 

Ariston Sal Junior
Por enquanto cantamos, somos belos bêbados cometas…”

 

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A quem pertence as lágrimas

Posted in Comportamento, Literatura by . on 26/09/2007

 

Um homem sábio e já experiente em sintomas de tristeza e desilusão a disse:

– Não, você não merece chorar.

– Por que? Ela perguntou, enxugando os olhos inchados.

Ele sem muito pensar disse que ninguém era digno de colocar uma nuvem tão pesada sobre sua cabeça e fazê-la transbordar. Ela não entendia porque isso podia ser chamado de amor. A angústia e o sofrimento eram visíveis e sua aura tinha a cor do desespero. O único conselho que a davam era de que isso não a fazia bem.

O amor não estava fazendo bem, ela concordava. E este era o problema: o amor.

Ainda que encontrasse as respostas, não as aceitava. Se a solução fosse mandá-lo embora de sua vida não queria e não poderia, certamente.

Outro dia ela encontrou o mesmo homem e por curiosidade perguntou:

– Quem é você?

– Alguém que jamais lhe faria chorar, ele respondeu.

Então ela arrumou o vestido de algodão, sentou à beira da calçada e chorou.

 

por Marina Fiamoncini

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